2/01/2013

Dizer obrigada com folhados de salsicha

O vestido da farda da Bel estava quase a tocar nos calcanhares. 

Eu não sei coser. 

É que nem tento. 

A minha caixa de costura é uma mini carteirinha que comprei um dia numa loja chinesa, só por descargo de consciência, e que contém:

Dois botões horrorosos
Uns fios de linha
Uma agulha torta
Uma tesoura pequenina que não corta nada, coitada, mesmo que quisesse.

Então, vestido com a bainha por fazer + mãe que não sabe coser = nada.

Juntamos à equação uma tia muito querida e que até tem máquina de costura e temos quase tudo. 

O que falta? Os folhados de salsicha que a tia adora. 

A tia faz as bainhas, a mãe faz os folhados, e ficamos todos contentes :-)

Do que precisam:
Uma embalagem de massa folhada (daquela que vem enroladinha)
Uma lata de salsichas (podem ser vegetarianas)
Uma gema de ovo
Forno pré aquecido a 200º

♥ 1- Estende-se a massa e corta-se em tiras de largura igual à de uma salsicha cortada ao meio. 
♥ 2- Enrola-se cada meia salsicha e coloca-se no tabuleiro (a massa vai-se cortando à medida das salsichas)
♥ 3- Depois de dispostos no tabuleiro, pincelam-se com gema de ovo e levam-se ao forno por cerca de 20 minutos (mas vão controlando).

Thanks titi!





1/30/2013

Comer o pão que o diabo amassou



'Comer o pão que o diabo amassou'.. ás vezes pergunto-me de onde vêm estes ditos. 

Quem criou este certamente estava na mesma situação que eu. 

Foi às compras num final de tarde e o namorado lembrou-se de comprar farinha para fazer pão caseiro. 

Quase de certeza que esse mesmo namorado também pegou fogo ao forno e encheu a cozinha de fumo, por não tirar do forno o que já lá estava antes de pôr o pão a cozer e, quiçá, também o terá deixado por menos tempo que o indicado na embalagem. 

Talvez... 
  
Vale a boa intenção de tentar comer o pão que o pai amassou, mas de boas intenções... :-)







1/20/2013

Chá das 5 para bebés

A minha avó apresentou-me às coisas boas da vida, desde que me lembro.

Fosse a apreciar as flores da rua, a fazer cisnes e outras figuras com miolo de pão velho, a ir ao aquário Vasco da Gama às 5as feiras e ver tudo, sempre, como se fosse a primeira vez.

Nunca a ouvi refilar, maldizer, queixar-se do que quer que fosse ou desejar que a vida corresse de outra maneira.

Ensinar o entusiasmo às  crianças, para mim, é meio caminho andado para termos adultos motivados e fascinados com a vida.

E esse entusiasmo pratica-se nas pequenas coisas. A minha avó vivia-o através do embelezamento do mais simples, como dar-me a água num copo com palhinha ou, em dias de mais sorte, num copo enfeitado com aqueles chapelinhos de sol que se punham nos cocktails :-) 

Tudo era importante e digno de ser celebrado.

Eu tento seguir o mesmo caminho e fazer a minha filha sentir-se como eu me sentia com pequenos gestos que podem fazer a diferença, como sentá-la à mesa connosco a comer papa de fruta como quem toma chá das 5 com as princesas.


Banana, maçã e amor