No meio de um quarteirão cheio de prédios há uma rua, que podia ser só uma rua de passagem, sub-aproveitada como tantas outras. Mas nesta não. Os vizinhos juntaram-se e construiram um pedaço de campo mesmo no centro da cidade. Um pouco de terra, sementes, água e boa-vontade. Comunidade, uma vez mais. E o resto cresce por si.
10/13/2013
9/23/2013
Feira de velharias
Uma feira de velharias daquelas mesmo boas, variadas, com curiosidades inéditas, pessoas interessantes e vendedores misteriosos é das melhores coisas que nos pode acontecer.
E um destes fins-de-semana esta feira de velharias surgiu no nosso caminho. Literalmente.
Sem planear, sem estar à espera, sem procurar.
Como tudo o que de bom nos acontece.
E um destes fins-de-semana esta feira de velharias surgiu no nosso caminho. Literalmente.
Sem planear, sem estar à espera, sem procurar.
Como tudo o que de bom nos acontece.
9/19/2013
9/11/2013
Fem via!
A Catalunha é uma região autónoma de Espanha, da qual fazem parte várias terras bastante conhecidas, como Barcelona. O que muita gente não sabe é que os catalães falam uma língua própria, têm costumes diferentes e em várias escolas o castelhano (vulgo espanhol) é ensinado como língua estrangeira.
Existe um movimento muito grande que luta pela independência da Catalunha, querem ser um país, o 'novo estado da Europa' e hoje fizeram uma cadeia humana como forma de manifestação pacífica e silenciosa.
Claro que esta família estava lá, para ver, conhecer, mas sobretudo para sentir. A força desta gente é de uma dignidade tremenda. Viam-se famílias inteiras, avós e netos, tudo vestido com as cores da bandeira a entoar cânticos e gritos de arrepiar. Fica o registo possível…
9/09/2013
9/08/2013
going bananas.
Por aqui há centenas de lojas paquistanesas dedicadas à venda de fruta e legumes.
Passámos por uma cheia de cachos de banana.
Era hora do lanche e a Bel logo exclamou - Nana, mãe, nana!!!!
(aka: mãe, importas-te de me comprar uma banana se faz favor?)
A mãe entra na loja e, cheia de confiança na sua breve experiência em diálogos curriqueiros em castelhano, diz alegremente aos dois paquistaneses que a olham de soslaio:
- Olá! Puedo tirar un plátano por favor?
Eles entreolham-se, admirados, um deles levanta-se devagar sem tirar os olhos de mim e pergunta:
-Quieres un plátano?
-Si, lo puedo tirar yo, por favor? (gosto de escolher os meus alimentos, era só o que faltava)
Ele arregala os olhos, aproxima-se lentamente e, num golpe de ninja, pega no cacho que eu andava a namorar.
-No lo puedes tirar! Por favor...
Dito isto arranca uma banana, pesa-a e pede-me vinte cêntimos... Costumes, pensei eu, pago-lhe a banana e vou-me embora inconformada.
Comentei o sucedido dias mais tarde com um nativo e percebi tudo.
'Tirar', em castelhano, significa lançar / atirar.
Então, basicamente, entrei-lhes na loja e pedi para atirar bananas.
Escusado será dizer que não volto lá.
Passámos por uma cheia de cachos de banana.
Era hora do lanche e a Bel logo exclamou - Nana, mãe, nana!!!!
(aka: mãe, importas-te de me comprar uma banana se faz favor?)
A mãe entra na loja e, cheia de confiança na sua breve experiência em diálogos curriqueiros em castelhano, diz alegremente aos dois paquistaneses que a olham de soslaio:
- Olá! Puedo tirar un plátano por favor?
Eles entreolham-se, admirados, um deles levanta-se devagar sem tirar os olhos de mim e pergunta:
-Quieres un plátano?
-Si, lo puedo tirar yo, por favor? (gosto de escolher os meus alimentos, era só o que faltava)
Ele arregala os olhos, aproxima-se lentamente e, num golpe de ninja, pega no cacho que eu andava a namorar.
-No lo puedes tirar! Por favor...
Dito isto arranca uma banana, pesa-a e pede-me vinte cêntimos... Costumes, pensei eu, pago-lhe a banana e vou-me embora inconformada.
Comentei o sucedido dias mais tarde com um nativo e percebi tudo.
'Tirar', em castelhano, significa lançar / atirar.
Então, basicamente, entrei-lhes na loja e pedi para atirar bananas.
Escusado será dizer que não volto lá.
9/02/2013
Uma escola livre
Há só algo neste sistema educativo instalado que, simplesmente, não encaixa bem connosco. E se já o sentíamos em Portugal, esta mudança permitiu que na nova demanda escolar saíssemos da zona de conforto e fizéssemos uma lista do que não queríamos e do que nos era essencial.
Não queremos:
Fardas nem uniformes.
Escolas em andares ou prédios
Sítios sem pátios ou jardins
Salas sem luz natural
Obrigações e metas padronizadas para as crianças
Aulas de psicomotricidade (deixem-nas soltas e felizes, a brincar aprenderão melhor)
Aulas de inglês (caramba, nem dois anos tem, para se familiarizar com a língua basta-lhe ver a peppa pig em casa)
Aulas de educação emocional (nesta idade... é só a maior banha da cobra de sempre)
Actividades a todas as horas, em todos os dias (Queremos espontaneidade, que seja criativa, que escolha fazer o que mais lhe convém e com quem lhe apetece e seja direccionada nas suas preferências)
Salas fechadas, campainhas, pouca comunicação.
A obsessão pela aprendizagem, aprender coisas, coisas, números, cores, coisas, decora, repete, diz-outra-vez-para-a-mãe-ouvir, coisas, coisas, coisas, pinta dentro do desenho, números, verbos... Há tanto tempo para isso...
Queremos:
Um sítio onde olhem por Ela, onde a alimentem em todos os sentidos. Onde não falte a segurança de se saber querida, onde não haja rigidez e muito menos falta de afecto. Sobretudo queremos um espaço cheio de amor, onde as crianças sejam tratadas como seres humanos e não como telas em branco sem aspirações próprias e vontades distintas. Queremos que cante, que dance, que seja feliz e mantenha sempre aquele brilho no olhar. Que coma se lhe apetecer, que durma se estiver cansada, que pinte se quiser, que deixe a fralda quando estiver preparada. Que nunca se compare aos outros, que goste das pessoas e se sinta em casa no mundo. Que seja feliz. Que seja amada. Que seja respeitada e que a sua condição de criança potencie tudo isto e muito mais, e não o contrário. Em suma... Queremos uma escola livre. No sentido lato da palavra. E encontrámos- pede e receberás- Não é genial?
8/29/2013
O café que devia ser meu
Este café chama-se Cosmos. Fica na zona de Universitat. Se eu tivesse um café era assim. Tal e qual. Destes sítios onde se descobre sempre qualquer coisa nova. Sem complicações. Sem rocócós. Cheios de arte. Comida boa. Sumos naturais. Instalações. Ardósias. Frasquinhos e Crochés.
Era assim mesmo. Tal e qual.
Carrer Enric Granados, 3
08007 Barcelona
8/28/2013
O homem da música
Foi hippie, concerteza. A barba e as calças à boca de sino não enganam ninguém. Chega com a sua caixa de música colossal atrelada à bicicleta. Senta-se no chão, pernas à chinês. Dá à manivela, cumprimenta-nos, a Bel dança. As pessoas atrasam o passo para ver o show do velho e da bebé. Algumas batem palmas. Ele pára. Acende e fuma um cigaro.
'Mais!' diz a
Bel.
Ele olha para ela e sorri. Acena com a cabeça, apaga o cigarro,
guarda a beata no bolso para mais tarde e o espectáculo recomeça.
8/27/2013
Uma casa lilás
Na vida há coisas que achamos que só acontecem aos outros.
Pensamos que a probabilidade de nos acontecerem a nós são uma num milhão.
Viver numa casa lilás é uma delas. E não, não é uma casa lilás por fora.
Não é uma casa com uma parede lilás.
Não é uma casa com duas paredes liláses.
É uma casa, literalmente, lilás da cabeça aos pés, mais propriamente um loft onde diferentes tons desta cor se cruzam em cada esquina.
Se me dissessem que ia acabar por gostar chamáva-vos loucos.
Diria que nunca na minha vida me iria sentir confortável numa casa assim.
Mas a casa, agora... está cheia de nós.
A nossa casa é como um campo de alfazemas.
Está cheia de luz.
Desta casa vê-se o mundo.
E é uma alegria viver numa casa assim
Gracias Vida!
8/26/2013
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