8/23/2013

Mesmo mesmo aqui ao lado


O urso à entrada do parque

Mesmo ao lado desta casa lilás onde estamos a viver (conto mais detalhes em breve) há tudo o que pedi. Há gente, muita gente, farmácias, mercados, restaurantes, parque infantil. Há vida, sobretudo. Pessoas de toda a parte, mexicanos, indianos, chineses, árabes, cada um na sua vida e com a sua rotina. Ao fim do dia juntam-se todos no parque infantil.  E nunca, mas nunca na minha vida eu vi um parque com mais de 50 crianças às dez da noite a brincar como se fossem três da tarde. As mães descalçam-se, algumas trazem farnel. Muitas já têm 3 e 4 filhos, sentam-se com as outras mães e actualizam histórias, fofocas, riem-se, apontam, ralham com os filhos e voltam a sentar-se e a comer  o que trouxeram. É um ambiente giro, este. A Bel fica na vida dela, anda no escorrega, brinca contente, e fala com todos num idioma universal que só ela conhece.

A foto possível de uma pequena parte das mães e crianças que estão no parque depois das 22h.






Mas o que eu gsto mesmo é das coisas completamente random que encontramos em sítios que não são os nossos. E Barcelona tem disto aos montões. É que se por um lado é uma cidade ultra moderna preparada para receber os mais exigentes visitantes, por outro, basta ires a uma localidade menos turística e encontras sítios que não se veriam nem nas zonas mais rurais de Portugal, como esta loja de internet com cabines privadas (muito Tarantino style, cá para mim).

  

Á parte disto, o mais caricato são e serão sempre as pessoas. Tão diferentes umas das outras, tão características, tão informais, tão estou-me-a-lixar-para-o-que-pensas-se-não-gostas-não-olhes. Disso eu gosto, mesmo mesmo muito. 


 Para terminar, outra coisa que não podia ser melhor e que substitui o nosso mercado agrobio é uma loja que vende produtos da horta, mesmo atrás de nossa casa. Não há programa melhor para fazer com a Bel. Escolher os legumes que vai comer e vir para casa cozinhá-los. Ela adora. Eu também.






 So far so good!


7/23/2013

Barcelona

A parte do mundo onde tudo acontece com mais força. dias que duram mais que meses. Dois pratos ao almoço. Catalães, mais que espanhóis. Calor de manha. De tarde. À noite. Metro cheio. Si us plaus. Varandas que não acabam. Os barcos. A praia. As ramblas. Duas línguas, uma nação, diversidade. Arte. Cultura. Mexicanos. Emigrantes ilegais. Homens estatua. As rectas do Picasso. As ondas de GAudí. Muitos filhos, muita gente, esplanadas cheias à noite. Arroz a la cubana. Bairro gótico. Os amigos mais que amigos. Estar em casa. Barcelona. A nossa próxima paragem.

3/26/2013

Iogurtes caseiros (ou a arte de acordar para a vida)

Há dias, a prendada Cristina ofereceu-nos meia dúzia de iogurtes caseiros que me fizeram repensar o porquê de comprar iogurtes em supermercados.
Andei a ler sobre iogurteiras e gastam em média 5 cêntimos de electricidade por cada leva de iogurtes (a maioria faz 7 de uma vez). Para fazer esta quantidade de iogurtes basta 1 lt de leite gordo (há a 70 cêntimos), o que faz com que 7 iogurtes feitos em casa, de acordo com os NOSSOS padrões de qualidade, fiquem por 75 cêntimos.
Ora, pensem comigo: os iogurtes que compro para a Bel custam em média 2,50 por 4 unidades  (63 cêntimos cada um), sendo que os caseiros saiem a 0.09 cêntimos.
Ou seja, se  a Bel comer um iogurte do supermercado por dia sai-me a 229,95 por ano. Se a Bel comer um iogurte caseiro por dia sai-me a 34,21 por ano. A diferença dá, não só para comprar a iogurteira, como para fazer iogurtes 'à borla' durante pelo menos 4 anos.
I SAW THE LIGHT! Vou a correr comprar uma iogurteira e volto já.



3/25/2013

Gyoza de camarão com sopa de miso e vegetais

Esta é uma receita batoteira, comprei as gyozas já feitas num supermercado japonês mas são tão boas que tinha de partilhar.
Basta cozer a vapor, se tiverem estes cestos de bambu melhor. Caso não tenham também podem ser cozidos em água a ferver. Molhar em molho de soja com umas gotinhas de vinagre de sushi e já está.

Acompanhámos com uma sopa de miso com vegetais:

1- Saltear vegetais a gosto com gengibre picado
2- Juntar água a ferver e uma colher de sopa de miso em pasta por cada tigela de sopa
3- Retificar temperos (Sal, pimenta, etc)
4- Não há 4. Está feita!

Aventurem-se nos supermercados asiáticos. São às centenas pelo nosso país e têm sempre surpresas maravilhosas. As gyozas vêm congeladas. Não compraria as de carne por razões óbvias, mas estas de camarão são mesmo de comer e chorar por mais.

Bom apetite!




3/13/2013

Plantar em casa

A falta de espaço exterior, de jardins, de terrenos ou galochas, já não é desculpa para quem quer mesmo cultivar em casa. 
Nós usamos a floreira do quarto da Bel para as nossas plantações estivais de manjericão. Mas vamos inovar!

A nossa prima-amiga-leitora Inês Negrão partilhou um truque tirado desta revista que quero experimentar JÁ. Cebolinho fresco todo o ano... parece-me muito bem.

♥  Obrigada Inês!

Partilhem também os vossos truques! Vamos criar um espaço dedicado às 'dicas do leitor'.
Enviem pela nossa página do FB ou para :
receitasdaavobela@gmail.com

Cultivo de cebolinha dentro de casa: 

1. Comprar um maço de cebolinhas verdes;
2. Cortar as folhas para consumo. Guardar o talo com a raiz;
3. Colocar um pouco de água num frasco e acrescentar as cebolas (como mostra a imagem);
4. Deixar o frasco próximo a uma janela onde tenha luz;
5. Em mais ou menos dois dias as folhas começam a brotar e crescer novamente;
6. Deixar crescer até que esteja no ponto de cortar de novo, para usar.
7. Usar sempre uma tesoura para cortar os talos;
8. Ter atenção para repor água sempre que necessário. Não deixar secar.
9. A água vai evaporar e precisa de se manter num nível que cubra as raízes.



3/05/2013

Scotch bonnet... conheces?

Queria apresentar-vos o Scotch Bonnet, este bonito pimentinho vermelho, docinho e suave que fica excelente em saladas, cru ou com molho, às tiras ou inteiro... 
Esperem. Não acreditem em tudo o que digo nem vão já a correr comprá-lo. 

Este 'pimentinho' é, na verdade, dos pimentos mais picantes do mundo e não aconselharia comê-lo picado, com sementes, quanto mais em saladas, às tiras ou com molho :)

O scotch bonnet (ou bonney peppers) encontra-se sobretudo nas Caraíbas e tem um índice de, como chamar-lhe.. picantilidade... que supera quase todos os demais da sua espécie. 

Caso não saibam, existe mesmo uma escala para medir o quão picantes são determinados alimentos. É a escala de Scoville. Enquanto, por exemplo, os jalapeños têm um índice de 'picantilidade' de 2,500 a 8,000 unidades de Scoville, os scotch bonnet podem variar entre 100,000 a 350,000. Conseguem imaginar? Eu consigo. Por experiência própria. E sobrevivi para vos contar a história.

Podem encontrá-los frescos nos mercados de rua, na secção de frutas e legumes exóticos das grandes superfícies ou então já em molho, que é uma delícia. 

Deixo uma foto do molho de scotch bonnet que comprámos há dias no jumbo. Gosto especialmente da advertência no verso do frasco :-)
Espero que provem! Drop by drop.






2/23/2013

Coisas do arco-da-velha parte II


Couve Romanesca

Não sei se algum de vocês já se deparou com esta maravilha da natureza, chama-se couve romanesca e cruzou-se no meu caminho há uns tempos, no mercado bio que há perto da nossa casa, todos os Sábados. 
Pois bem, esta couve é tal e qual o que eu imaginava que seria o produto do cruzamento entre uma couve-flor e um bróculo, se tal fosse possível. Ou então se Gaudi quisesse fazer aquelas reproduções alimentares em louça, típicas do Bordalo Pinheiro, talvez o resultado também fosse semelhante. 

Divagações à parte, esta couve tem tanto de bonito como de apetecível e, embora um pouco mais cara que as demais companheiras de espécie, ela gritava 'compraaaaaaaaaaaaaaaa-me' (como a chanel preta à menina do blog) e lá comprei.

Cozida com um fio de azeite. É boa que se farta. E até a Bel gostou.      







1/31/2013

Cogumelos de pé azul (com courgete e seitan)

Eu não conhecia estes cogumelos, nunca os tinha visto à venda nem imaginava que existiam. 
A natureza realmente não para de me surpreender. 
São, literalmente, cogumelos com o pé azul (alguns até meio lilás), muito aveludados, altos, são meio esquisitos e fiquei a olhar para eles sem saber ao certo o que lhes fazer. 
Lembram a Alice no País das Maravilhas, parece que a qualquer instante vão começar a falar connosco de tão exóticos que são. O cheiro nem é mau, cheiram a floresta, a humidade (quer queiramos quer não são fungos, e está tudo dito).

Estive a ver alguns sites de receitas que me assustaram, diziam que estes cogumelos não são para ser cozinhados como os outros porque o sabor é muito diferente. Ainda assim aventurei-me. Salteei-os com seitan, courgete, molho de soja... 'keep it simple'. 
O resultado... erhmmmm.. Não vou dizer que adorei. 
De facto estes cogumelos têm um sabor MESMO intenso e todo o meu almoço sabe ao cheiro da terra molhada, quando chove. Que eu até gosto desse cheiro. Só não para comer.


 


1/30/2013

Comer o pão que o diabo amassou



'Comer o pão que o diabo amassou'.. ás vezes pergunto-me de onde vêm estes ditos. 

Quem criou este certamente estava na mesma situação que eu. 

Foi às compras num final de tarde e o namorado lembrou-se de comprar farinha para fazer pão caseiro. 

Quase de certeza que esse mesmo namorado também pegou fogo ao forno e encheu a cozinha de fumo, por não tirar do forno o que já lá estava antes de pôr o pão a cozer e, quiçá, também o terá deixado por menos tempo que o indicado na embalagem. 

Talvez... 
  
Vale a boa intenção de tentar comer o pão que o pai amassou, mas de boas intenções... :-)