4/11/2014

Oh My Blog - O diário da Pikitim

O diário da Pikitim (http://www.pikitim.com) é um blog sobre viagens, sobre maternidade, sobre o mundo e sobre as pessoas boas que nele vivem. A Luísa, autora e mãe da menina linda que dá nome ao blog, trocou a profissão-sonho de uma vida (jornalista no público) por um outro sonho ainda maior: o de viajar em família. E a aventura começou.
Estiveram em diferentes países, viram culturas distintas, andaram de avião, de barco, de comboio, sempre os três, como se quer.

Conheci a Luísa quando, não sei como nem porquê, encontrou o meu blog e me perguntou se queria participar numa rubrica chamada Família Vagamundos para fazer um roteiro child friendly sobre Barcelona com crianças e também falar um pouco da vida por aqui (para ler clica aqui).
Foi muito, muito divertido e os testemunhos das outras famílias sobre diversas cidades por esse mundo fora já me deixaram a sonhar!

Para as pessoas que acham um drama complicadíssimo viajar com crianças, este blog pode ser um grande ponto de partida. Descomplica as nossas percepções logísticas e reaviva o sonho de sermos unos com o mundo que nos rodeia, sem fronteiras de qualquer espécie.
Para as que não têm esse problema, aviso que este blog pode ser perigoso ao despertar o Indiana Jones racalcado que há em nós.
Então já sabem: mochila às costas rumo ao Diário da Pikitim. No mínimo, inspirador.



Nome: Luísa Pinto


Profissão: Jornalista








De que trata o teu blog?

O meu blog - Diário da Pikitim- foca um tema muito específico. Fala de viagens com crianças. Começou por ser o sitio onde eu publicava as crónicas que fazia durante uma viagem à volta do mundo que fizemos em 2012. Quando saímos de Portugal, eu e o Filipe, ambos jornalistas, ambos apaixonados por viagens, tínhamos assumido com o Fugas - o suplemento semanal de viagens do Publico - que iríamos contar nessas crónicas como era o mundo visto pelos olhos de uma criança, a nossa filha, a Pikitim, então com quatro anos.
Propusemo-nos a escrever essas crónicas não com dicas de viagens ou com relatos muito circunstanciados dos destinos, mas textos com o relato das perguntas que ela fez, das interacções, dos medos, dos avanços, das incompreensões e das aprendizagens.
Já regressamos dessa grande viagem há quase um ano. Agora o blog tem sido palco para revelar outras viagens, de outra famílias, e para dar algumas dicas a quem se queira aventurar na estrada - não precisa de ser uma volta ao mundo, nem viagens de longa duração. Ás vezes podemos viajar no quintal  - o que interessa é incutir nas crianças esta temática da tolerância e da diversidade, de um mundo que é cada vez mais global, mas que precisa de continuar a respeitar as diferenças.

Qual é a tua maior motivação para o manteres?
É mesmo essa: a de partilhar a nossa experiência e com ela ter a oportunidade de conhecer outras , sejam elas parecidas ou muito diferentes. mantenho-o porque acho que ainda ficou muita coisa por contar, mesmo da nossa grande viagem. Por exemplo, escrever as tais dicas sobre os sítios que conhecemos, e pretendo, também continuar a publicar os desenhos do Diário da Pikitim. Sim, que o Diário dela, da Pikitim, o nickname da Inês (e que detesta que a chame assim, porque esse é o nome de bebé, e ela já não é bebé…) existe mesmo. E tem sido uma delícia voltar a abri-lo, a rever os desenhos. E tem sido  emocionante ver como ela guardou as suas memórias, como as tem gravadas de uma forma tão vívida, e como as reproduz, olhando para os desenhos que fez há um anos atrás. 

Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?

Nunca senti nada. Pelo contrario. Tenho conhecido pessoas muito interessantes a que eu dificilmente teria chegado sem ser por este universo. Acordei para este mundo da blogosgfera há muito pouco tempo. ainda não encaro o blog como o meu diário pessoal - continuo a ter algumas dificuldades em me expor. Esse equilíbrio, do que exponho e do que revelo tem sido a minha maior dificuldade. Isso e a falta de tempo para me dedicar a ele como gostaria - para isso, precisava de o rentabilizar.

O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?

Depende do que pretender fazer com ele. Se estiver a pensar em fazer do blog um negocio é preciso escrever muito e bem, acertar nos temas, nas parcerias. É um full-time job; e só para algumas pessoas é que é um job bem remunerado. Mas se intenção é apenas, e de facto, fazer dele um “diário”, o nosso diário, podemos ser tudo. O que queremos, o que sonhamos, o que não queremos. Acho que só teremos de ser honestos, e coerentes. Para nos revermos sempre no que ali deixamos.

Vale a pena ter um blog?

Sim, claro. Pelas pessoas que conhecemos. Pelo registo que ali fica e onde sabe sempre bem voltar.




3/19/2014

OH MY BLOG! Do Not Talk Nerdy To Me


Com um nome tão giro e apelativo e conteúdos que não ficam nada atrás, o Do Not Talk Nerdy To Me (http://dntn2m.wordpress.com) é um blog de serviço público. Porquê?
Porque em tempos como os de hoje, em que é mesmo verdade que a vida não está fácil e em que todos apregoam a necessidade de sermos criativos, de pôr mãos à obra e construirmos as nossas próprias vidas, poucos sabem como o fazer e quais são, afinal, as bases para se ser empreendedor.

A Sílvia faz investigação na área do empreendedorismo e, como boa empreendedora que é, criou este blog em que dá a conhecer as últimas novidades científicas nesta área, sempre numa linguagem acessível e não-nerd, a par com outras rubricas muito úteis como o Friday tip (dicas para viver melhor, pensar melhor, e fazer melhor).

Eu gosto muito da leveza deste blog e da energia não-estática que lhe é tão característica.
É um blog super dinâmico em que se dá e se recebe, que convida todos a participar e a partilhar vivências e opiniões.

Para todos os que querem ser ou conhecer melhor isto de se ser empreendedor, têm aqui um excelente ponto de referência, escrito por quem sabe e integra uma das melhores equipas do nosso país a nível de investigação na área.

Então, arregacem as mangas e vão lá espreitar o blog, vão ver que saem de lá, no mínimo, inspirados e cheios de vontade de ser (ainda mais) fazedores!








Nome: Sílvia Costa

Idade: 27 anos

Profissão: Investigadora











De que trata o teu blog?

O Do Not Talk Nerdy To Me é em primeiro lugar um blog pessoal. É um espaço onde gosto de reflectir sobre vários assuntos, partilhar a minha opinião pessoal sobre eles e esperar por reacções. Recentemente, cheguei à conclusão de que os meus gostos, a pessoa que sou e a minha profissão têm algo em comum: adoro observar tudo o que se passa à minha volta. O Do Not Talk Nerdy To Me fala destas minhas observações. Por um lado fala na minha actividade como investigadora na área do empreendedorismo e, por outro, sobre como o “pensar fora da caixa” pode mesmo ser uma solução para muitos dos obstáculos que a nossa geração enfrenta.
Tudo isto numa linguagem não nerd, isto é, não técnica mas acessível e fácil.

Qual é a tua maior motivação para o manteres?

A maior motivação para manter o blog é encontrar outras pessoas que partilhem das minhas ideias ou que me dêem perspectivas novas e diferentes sobre os assuntos que proponho discutir. É escrever e pôr as minhas ideias cá fora, mesmo que ninguém leia. É partilhar experiências sobre investigação, dizer aos investigadores que vão começar os seus doutoramentos agora aquilo que eu desejava que me tivessem dito a mim. É reflectir sobre como todos nós temos um pensamento inovador e empreendedor dentro de nós e o que fazemos com ele ao longo do tempo (como o aproveitamos ou desperdiçamos). Tudo isto me faz escrever, me inspira e motiva-me para manter o blog. 

Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?

Nunca tive um episódio menos bom. Por vezes a inspiração não aparece para novos posts. Outras vezes só tenho pena de não ter mais tempo para lhe dedicar!

O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?

Escrevam para vocês. Um blog é público mas não devemos esperar que tenha a mesma “audiência” de um canal de televisão. Quem gosta lê, quem não gosta não lê e é assim que deve ser. Eu sinto que os posts que escrevo com dicas ou que falam da minha experiência pessoal têm uma aceitação muito boa. Acho que quem lê um blog quer sentir-se identificado com o escritor do mesmo e perceber que não está sozinho neste ou aquele assunto ou opinião.

Vale a pena ter um blog?

Para mim sim. O blog ajuda-me a escrever numa linguagem simples aquilo que muitas vezes tenho de escrever em “cientifiquês”. O Do Not Talk Nerdy To Me ajuda-me a transmitir reflexões e ideias que de outra forma só seriam discutidas com outros investigadores mas que eu quero dar a conhecer a toda a gente! Todos nós aprendemos algo novo todos os dias e um blog é um excelente lugar para partilhar essas aprendizagens com quem quiser ler e ensinar-nos algo em troca. 

Obrigada Sílvia!

1/24/2014

OH MY BLOG! - A Mãe que capotou

-'Epá, diz lá ó Rita, se fosses parar à ilha deserta dos blogs, que blogs é que levavas?'

-'Epá, assim de repente não sei'

-'Vá lá, diz o primeiro que te vier à cabeça'

-'Não sei, a sério. Isto dos blogs favoritos é como os pais, gosta-se por igual'

-'Anda, chuta só um para ter uma ideia'

-'Pronto, levava o 'Mãe que capotou', e o...'

-'Obrigada, só precisava de um.'

Esta conversa tive-a com ninguém, num dia que nunca aconteceu. Serve só para vos dizer que o blog do OH MY BLOG de hoje é mesmo um grande blog, e que eu o levaria mesmo comigo para todo o lado. Chama-se A mãe que capotou, (http://apanhadanacurva.blogspot.com.es) e é um blog que podia ser um livro de crónicas ao jeito das do Lobo Antunes. E não, não estou a exagerar. Leiam por exemplo este post (aqui) e depois venham cá dizer que eu não sei do que falo. 


Nome: Carla R.
Idade: 39 anos


De que trata o teu blog?

O meu blogue não trata de nada, e talvez seja esse o seu grande problema. Por vezes, falo de algumas preocupações que tenho, mas nunca cheguei a tratar realmente de alguma coisa, para grande pena minha. Minto, não tenho pena nenhuma. O que é facto, é que, por enquanto, tenho ficado apenas nas intenções. 
De resto, não tem uma linha condutora. Não tem qualquer tipo de interesse para quem goste de coerência, organização ou soluções para a vida. Alias, penso muitas vezes que quem me lê deve ter problemas graves, não faço ideia porque é que o fazem. Afinal, espremido, o meu blogue não passa de uma quantidade incrível daqueles monólogos de que fugimos a oito pés. Sim, deve ser isso, o meu blogue seria na vida real uma daquelas pessoas que se sentam ao pé de ti no metro e não se calam. Não lhes perguntaste nada, mas elas acham uma boa ideia informar-te de como foram as suas férias, ou o que acham do estado actual do pais e tal, e tu limitas-te a fazer hum, hum. Mas no blogue tenho encontrado pessoas do mais bizarras possível, que chegam a tecer comentários e elogios, que eu interpreto como um "isso realmente interessa-me bastante, conta-me mais e com detalhes, continua, continua por favor".
Agora que penso melhor nisso, acho que quem me lê é realmente gente muito estranha. As vezes chego mesmo a marcar encontros com algumas das minhas leitoras, para ver se existem realmente, e bolas, acredita em mim, é gente mesmo muito "space". Boa gente, não digo que não, mas aquilo ali , há qualquer coisa que não bate certo.


Qual é a tua maior motivação para o manteres?

Os comentários. Quando um post meu não tem comentários, penso logo que devia era dedicar-me à agricultura biológica, ou às unhas de gelatina para cachorro. Se fosse para escrever somente para mim, escrevia num caderninho, daqueles agrafados com capa inspirada nos mosaicos portugueses. Existem tantos no mercado, todos uns mais giros que outros.


Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?

Falta de vontade, pura e cristalina. Se não me apetece escrever, não escrevo. E às vezes dura um dia, outras uma semana, já devo ter passado um mês sem escrever no blogue. Se um dia desaparecer, vai ser porque simplesmente deixou de me apetecer. Nunca tive casos de anónimos enraivecidos, ou uma experiência negativa que me tivesse aborrecido. Se houver um obstáculo, vou ser eu.


O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?

Não tenho conselhos a dar, até porque existem vários motivos para se começar e manter um blogue e não acredito que haja uma receita para toda a gente.
Mas tenho um desejo. Que se separe bem as águas.
Que os blogues comerciais assumam aquilo que são, e abertamente declarem que estão a vender ou a fazer publicidade. Que deixem de ser amadores ou chicos espertos.
E que os outros, como o meu, que estão aqui sem saber muito bem para quê, que o façam o mais honestamente possível, que não sigam os conselhos dos outros - lá está - nem percam muito tempo à procura de inspiração noutros blogues. Até porque isso é meio caminho andado, para perderem autenticidade e copiarem mais do que seguirem o seu próprio caminho.


Vale a pena ter um blog?

Para mim vale. Faz-me pensar - não tenho provas a mostrar, mas é verdade - receber elogios e, acima de tudo, permite-me conhecer pessoas, que actualmente contam mais na minha vida do que muitas que cruzo todos os dias, e com acabo por ter relação mais virtuais do que na internet.
Já disse que adoro gente bizarra ?






1/15/2014

OH MY BLOG! Amo-te Mil Milhões



O Amo-te Mil Milhões (amo-temilmilhoes.blogspot.com), para mim, não é um blog qualquer. É a expressão mais pura e verdadeira de uma mulher e da sua arte, do seu talento natural de pôr amor nas coisas e tornar o mundo um lugar muito mais bonito. Acontece que há mais ou menos um ano acabei por descobrir, através do freecycle, que morávamos no mesmo lugar. Basicamente contactou-me para enviar livros para Moçambique e quando combinámos encontro descobrimos que morávamos no mesmo sítio. E não, o mesmo sítio não e a mesma cidade, a mesma terra ou até a mesma rua. O mesmo sítio é o mesmo prédio, o mesmo andar, na porta da frente!! What are the odds? Descobrimos que tínhamos filhas com a mesma idade, nascidas no mesmo mês, memórias semelhantes que nos marcaram e formaram e, mais importante ainda, eu descobri que há encontros na vida que são reencontros. Em que reconhecemos o outro como um dos nossos, em que não há muito a explicar ou a contar porque nos conhecemos bem, sem saber de onde. Com a Virgínia sinto-me assim. Como se tivéssemos vindo do mesmo sitio, e buscássemos um mesmo lugar.   
                                                                      
                                                                                                      
Imagem intercalada 1


Nome: Virgínia Otten
Idade: 37
Profissão: mãe/artesã a tempo inteiro



De que trata o teu blog?

É um blog muito pessoal que encontrou voz própria e por vezes já se escreve sozinho, o que dá muito jeito, como se pode calcular. Trata dos meus dias como mãe, como pessoa, onde partilho entrelinhas da vida pelas quais aqueles que por lá passam e se identificam tornam a voltar.  É lá também que exponho o meu trabalho, servindo de montra para o mundo.


Qual é a tua maior motivação para o manteres?

Acho que já não sei passar sem ele. É, sem dúvida alguma, uma grande janela que me faltou durante muito tempo. Através dele entro num mundo que me interessa, conheço pessoas com as quais me identifico, acompanho histórias que me inspiram. Ao longo do tempo apercebi-me que também eu sou capaz de inspirar e isso é, na verdade, inspirador (!). É essa a grande motivação: a de inspirar.

Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?

Quando comecei o blog tinha o meu filho mais velho entrado para a escola e eu, apesar de dormir muito pouco,  tinha os dias organizados de forma a conseguir ser mãe, artesã e blogger. Agora, com uma bebé em casa continuo a dormir muito pouco e não consigo acabar nada daquilo que começo. Falta-me tempo para escrever, para fotografar, para criar, para enveredar por aqueles projectos que tanto quero pôr em prática. 
O ser reconhecida na rua também não me agrada muito, apanha-me de surpresa. Quando me apercebi que o que escrevia não era lido apenas por estranhos comecei a ter mais cuidado com aquilo que partilhava.  Também cheguei a pensar que deveria começar a arranjar-me melhor mas parece que foi sol de pouca dura.

O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?

Sê tu próprio. Não sejas demasiado ambicioso. Não queiras dar para receber. Não copies fórmulas que te parecem perfeitas. Sê inspirador. Sê inspirador na tua imperfeição.

Vale a pena ter um blog?

Claro que sim. O meu ajudou-me a mudar o rumo da minha vida e trouxe até mim pessoas especiais que de outra forma talvez não tivesse vindo a conhecer.


1/06/2014

OH MY BLOG! The busy woman and the stripy cat!


 O The busy woman and the stripy cat (busywomanstripycat.blogspot.com) é um blog sobre uma data de coisas que nos ajudam a simplificar a vida, por mais ocupada que esta seja. Eu identifico-me com a autora e com o objectivo em muitos aspectos: é mãe, cientista, tem interesses ayurvédicos e no yoga e, fundamentalmente, tem mais coisas a fazer em 24h do que esse tempo permite.
Neste blog podem encontrar dicas sobre temas variados, desde gestão de tempo a vida verde e saudável, e quiçá perceber que afinal é possível ser-se e fazer-se muitas e tantas coisas de forma planeada e sustentável. O tema principal é, sem dúvida, o minimalismo, forma de vida que também nós resolvemos abraçar e também por isso este bolg se tem tornado uma ferramenta tão útil. A Rita (assim se chama a autora) afirma que 'uma vida minimalista é desprovida de coisas desnecessárias e de excessos. Uma vida minimalista foca-se no que é realmente importante de modo a alcançar a felicidade e a liberdade. Numa frase, minimalismo é identificar o essencial e eliminar o resto'.
Este blog está na lista dos essenciais.


Nome: Rita Domingues


Idade: 34 anos


Profissão: cientista



De que trata o teu blog?

O The Busy Woman and the Stripy Cat é um blog sobre minimalismo e yoga como filosofias de vida. Quando comecei a escrevê-lo, em Maio de 2011, não tinha um tema específico, mas à medida que fui abraçando um estilo de vida minimalista, comecei a partilhar as minhas descobertas e experiências no blog, tornando-se o primeiro blog português sobre minimalismo e vida simples. Mais tarde encontrei o meu lado espiritual e percebi como o yoga e o minimalismo estão intimamente ligados. É sobre esse temas que escrevo, de um ponto de vista prático e pessoal.

Qual é a tua maior motivação para o manteres?

O meu desenvolvimento pessoal. O blog é um registo das minhas descobertas, das minhas experiências e vivências. Escreveria mesmo que ninguém o lesse. No entanto, o feedback positivo que recebo dos leitores através dos comentários e emails também me motivam para continuar a escrever.

Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?

Às vezes ficava chateada com alguns comentários de pessoas que não entendiam o que eu escrevia ou que opinavam demasiado. Nunca percebi porque é que algumas pessoas se dão ao trabalho de ler coisas de que não gostam e ainda perdem tempo a deixar comentários parvos. Agora, já não ligo tanto a isso, mas continuo a não gostar dessa negatividade que certos leitores deixam no blog...

O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?

Encontrar a sua voz e não copiar outros blogs. Pode ser difícil ao início - antes do The Busy Woman and the Stripy Cat tive 3 outros blogs, mas foi com este que encontrei finalmente o meu lugar na blogosfera.

Vale a pena ter um blog?

De cada vez que recebo um email ou um simples comentário no facebook de alguma leitora que diz que mudou a sua vida graças ao meu blog, confirmo que de facto vale a pena ter um blog! Através do blog já consegui ajudar imensas pessoas a melhorarem um pouco as suas vidas e claro que isso me deixa muito feliz…
           

12/18/2013

OH MY BLOG! Na minha mercearia


O 'Na minha mercearia' (http://naminhamercearia.blogspot.com) é um dos blogs que mais me enternece. Descobri-o quando estava grávida e lembro-me de o devorar desde o post desse dia até ao inaugural. Começou por ser sobre a aventura de uma mãe que era engenheira e largou a segurança de uma profissão que todos elogiavam para reabrir a taberna/mercearia do avô, onde também foi criada. Depois? Depois foi tudo uma grande aventura, a abertura da mercearia (onde nós tivemos o prazer de estar), as peripécias que por lá se passaram, os contratempos das obras, a magia de ser mãe, a re-descoberta da vida no campo, a liberdade das terças feiras, as comidas vegetarianas, yoga, passeios, natureza e muita paz. Mas não pensem que a Belinda é só isto. Ela vale por muitas, e também criou o Belinda Sai de Moda, onde fala sobre modas e desmodas, recuperar roupas antigas, óculos Jon Lenon e outros que tais. A Belinda tão depressa vai a um retiro como veio a Lisboa ao concerto da Rihana (embora se tenha arrependido mais tarde). E isto eu adoro, ser-se eclético e viver os vários mundos para além do nosso, afinal há tantas e tão boas maneiras de se ser feliz.
Para mim, este é um blog sobre uma grande viagem. A viagem de uma mulher até ao centro de si mesma, o largar progressivo das camadas que vamos acumulando com o tempo e o encontro suave com o nosso eu mais verdadeiro. 
E é por isso que eu gosto tanto dele... E dela também!



Nome: Belinda Sobral

Idade: 30 anos

Profissão: Taberneira / Engenheira do Ambiente / Técnica de SHST











De que trata o teu blog?

O meu blog fala de mim, da "minha mercearia" que é ao fim ao cabo o lugar onde arrumo tudo aquilo que mais gosto: ser mãe, ser dona de casa, cozinhar, ler, escrever, fazer yoga, ouvir música, decorar a minha casa e tirar muitas fotografias que depois servem de inspiração a um texto. A verdadeira mercearia tb existe mas essa serviu apenas de inspiração para o nome do blog. 

Qual é a tua maior motivação para o manteres?

Gosto mesmo muito do meu blog e é muito bom partilhar coisas boas e mostrar um pouco do nosso mundo ao mundo, fico muito feliz quando me dizem que inspiro outras pessoas, porque também outros bloggers me inspiram a mim. É uma forma de ir encontrando pessoas que também se identificam com o nosso modo de vida. Aqui na blogosfera parece haver alguma convergência de formas de estar, e são também esses blogues com os quais me identifico que me motivam a continuar aqui. 

Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?

Sim, claro. Ao inicio tinha dúvidas se estava a expor demasiado a minha vida e então resolvi fazê-lo de forma diferente porque não me sentia confortável , acho que agora encontrei um equilíbrio. A inspiração, por vezes, é outro problema pois nem sempre estou inspirada o suficiente para escrever. Depois há alturas em que a inspiração vem em catadupa e não paramos de ter ideias. Não consigo escrever post's todos os dias porque isso seria uma obrigação, embora goste de manter o blog atualizado, prefiro escrever quando há algo mais a dizer. 

 O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?

Aconselharia a serem genuínos o tanto quanto possível. Eu considero que a inspiração vem de um lugar comum, que pertence a todos, acabamos por sermos todos uns "macaquinhos de imitação" mas há limites e qualquer pessoa que começa um blog deve respeitar sempre os textos e imagens dos outros e, mesmo que a inspiração para fazer um blogue venha de outros blogues inspiradores, há que referenciar isso, sempre. 

Vale a pena ter um blog?

Para mim vale, já conheci muitas pessoas interessantes com o meu blog e esta é a minha janela para o mundo, onde relato um pouco a minha forma de o ver. 

12/08/2013

OH MY BLOG! A midnight in buenos aires

Este blog... Respiro-o.
Já me levou a tantos lugares dentro de outros lugares. Lugares no mundo e dentro de mim.
Fala com imgens, com palavras e com o que deixa por dizer.
E dizer tanto com tão pouco é uma arte. Já dizia alguém, numa carta a um amigo, qualquer coisa como "Peço desculpas por esta carta tão longa, mas não tive tempo de fazer mais curta". Dizer muito com pouco é um dom. E este blog depura ideias, decanta sentimentos e deixa-nos com as palavras e imagens necessárias, únicas e ideais, no seu estado mais puro. 
Todo ele é simplicidade e beleza.

O nome dela não é Rita Laranja. E gosta de tirar fotografias.

amidnightinbuenosaires.blogspot.com



Nome: Rita Laranja

Idade: 24 anos

Profissão: Psicomotricista






De que trata o teu blog?

O a midnight in a buenos aires é um blog sobre as coisas bonitas, se bem acho um pouco pretensioso dizer tal coisa. Tudo começou por ser um blog de fotografia. É e sempre foi o grande motor desta ideia de ter um blog. Sempre gostei imenso de fotografia, digital e analógica. Assumo-me uma curiosa e uma eterna aprendiz nestas matérias. Todo este interesse talvez seja culpa da minha mãe, do meu avô e das horas que passava a ver as velhas fotografias lá de casa. Para mim aquilo era bonito, eram as verdadeiras coisas bonitas. E acho que é mesmo isto que o blog é, tentar mostrar as coisas bonitas deste mundo. Não é apenas um photoblog nem é um diário, não conto o meu dia-a-dia, nem exijo a mim própria ritmos muito rígidos de postagens. Gosto apenas de fotografar aquilo que me delicia, um fim de tarde arrebatador ou aquela luz bonita que bate naquela mesinha lá de casa. Coisas simples que são capazes de nos fazer dizer -ei, acabei de ganhar o dia!- e é isto o que acaba por ser o blog, a minha pequena partilha das coisas que me são queridas.

Qual é a tua maior motivação para o manteres?

Em primeiro lugar, porque me faz um bem tremendo. É completamente relaxante tirar uma hora do meu dia para ver e editar as fotografias que tirei, escolher as que gosto mais, escrever sobre as trinta mil coisas que estão me estão a passar pela cabeça e na realidade acabar por dizer apenas uma. No fim, quando leio, acabo por me conhecer um bocadinho melhor. Depois é um prazer enorme saber que na verdade até há pessoas que gostam do fotografamos, do que dizemos, e que são visitas assíduas de algo que gosto muito. Ter um feedback positivo de tudo isto é maravilhoso.

Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?

Não, até ao momento correu tudo muito bem. Mas também depende do que encaramos como obstáculos e algo menos positivo. Se encararmos o tempo como um obstáculo, o tempo que passo no blog, o tempo que ocupa no meu dia-a-dia, então nunca o foi. Como já disse, não me obrigo a posts diários, quando tenho algo para dizer ou uma fotografia que quero mesmo mostrar é com todo o prazer e dedicação que passo um bom tempo com o blog. Se por acaso tenho menos tempo, mais coisas para fazer, sei que ele fica ali à minha espera. O blog é algo que gosto muito e no qual escrevo quando sinto necessidade, não é um negócio nem é um diário, e é assim que pretendo continuar. Se falarmos de comentários negativos sobre aquilo que escrevo e mostro, até hoje nunca aconteceu. Se acontecer, vai continuar a ser o meu blog das coisas bonitas.

O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?

Que façam sobre o que lhes apetecer, acho que faz tanta falta fazer o que realmente nos apetece. É incrível a quantidade de blogues espectaculares que existem, pessoas com um verdadeiro talento para a escrita, para o design, para a fotografia, para os trabalhos manuais, tanta coisa. Façam coisas bonitas, façam muitas coisas bonitas!

Vale a pena ter um blog?

Vale sempre a pena. Nem que seja porque tu gostas e desde que façamos aquilo que gostamos o mundo é um lugar bem mais bonitinho.

Obrigada Rita!!
 






11/27/2013

OH MY BLOG! Little Upside Down Cake


 O 'Little Upside Down Cake' (http://www.littleupsidedowncake.com/blog/) é um blog de culinária, mas também é um blog de arte pelas fotos que tem, é um elogio à simplicidade, ao valor de cada coisa, às frutas e legumes que são feios por natureza e às toalhas de mesa por engomar!

É um sítio muito cozy onde me apetece ir todo o ano, para ir buscar conforto e inspiração.

O Little Upside Down Cake é um blog que se assemelha a uma casa. Daquelas em que se entra e não mais se sai. A autora, Sanda Pagaimo, confessa ter sido uma math geek que seguiu matemática e tecnologia de informação. Felizemente, a páginas tantas, o coração deu-lhe a volta e agora é a alimentação orgânica e a food photography que naturalmente lhe nutrem os dias.
Nós... agradecemos! 






Nome: Sanda Vuckovic Pagaimo 

Idade: 41 anos

Profissão: Engenheira Informática






De que trata o teu blog?
O meu blog é o meu livro das receitas, o diário da cozinha, os meus pensamentos e gostos.

Qual é a tua maior motivação para o manteres?
Há muitos motivos... partilhar receitas, memórias, ser inspirada e inspirar...

Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?
Há dias quando me sinto menos inspirada e faço uma pausa, procuro inspiração no dia-a-dia ou nas minhas memórias, nos comentários dos leitores... nunca escrevo nesses dias porque tenho a certeza de que leitores iam sentir isso. Entretanto aprendi uma coisa: 'Menos é melhor'... o importante é a qualidade e não a quantidade...

O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?
Ser sincero com os leitores, respeitar os outros bloggers e o trabalho deles. Ter a noção de que o se encontra na net não é nosso, usar créditos relativos ao trabalho dos outros quando se partilha no vosso blog.

Vale a pena ter um blog?
Isso depende muito do que cada um espera obter com o blog. Para mim vale, sim!! Através de blog conheci pessoas maravilhosas, pessoas que me inspiram, artistas, fazedores, leitores... e tudo isso me motiva para continuar.


Obrigada Sanda!

11/20/2013

OH MY BLOG! 30 e Picos, 40 e Tal


Fui dar com este blog há uns tempos (http://30epicos40etal.wordpress.com) e arrependi-me logo de todos os dias que passei sem ele. É um blog que trata de temas diversos, muito ligado à cultura, ao feminismo e às desigualdades, mas que é diferente dos demais porque aborda estes temas de modo sempre inovador e impactante.  
A Lia Ferreira, para além de escrever bem que se farta, tem uma alma curiosa, interessada, justa, equalitária, acutilante e criativa. Saio sempre deste blog satisfeita por lá ter ido.
Uma escrita sem tabús nem preconceitos.
Incisiva, clara, forte e destemida.  
Como todas devíamos ser.

Um post para perceberem de quem e do que falo: Plano B para a Humanidade, a propósito do dia da mulher (aqui).


Nome: Lia Ferreira

Idade: 39 anos

Profissão: Designer de Moda de formação com  trabalhos desenvolvidos em várias áreas de produção, gestão e criação artística.






De que trata o teu blog?

O "30 e Picos, 40 e Tal" é um blog vocacionado para a minha geração - pessoas com mais de 30 anos, digamos - e incide principalmente em questões relacionadas com a desigualdade de géneros, a cultura dominante, o feminismo, o amor, a auto-estima, a felicidade. Essa abordagem pode ser feita através da observação de vários "veículos", seja um filme, um livro, um artigo, a capa de uma revista, um teledisco (hoje em dia diz-se videoclip), etc. A relação entre a faixa geracional e estes temas surge porque, a partir dos trinta e tal, as pessoas em geral, e mulheres em particular, já passaram por uma série de experiências, quer ao nível da vivência conjugal, parentalidade, relacionamentos amorosos, quer a nível profissional, gestão de carreiras, etc. E há uma postura que vem com a idade, a passagem por experiências diferentes, por vezes difíceis, e frustrações, que acrescenta um instinto de sobrevivência, uma priorização das questões essenciais e uma maior clareza na observação de armadilhas que nos são socialmente impostas e que não contribuem em nada para o nosso bem-estar ou felicidade.



Qual é a tua maior motivação para o manteres?

Um blog acaba por ser sempre um meio de exteriorização de questões primordiais, temas que nos afectam ou motivam. No meu caso, sempre tive blogs muito pessoais, de partilha de experiências e reacções. Quando o 30 e Picos surgiu, pretendia ser mais "institucional", mas acabou por ganhar um cunho muito pessoal porque, embora me distancie do registo que utilizo noutros blogs, há sempre uma postura que me é própria e que me sai naturalmente. A certa altura deu-me muito prazer verificar que há mais gente que se identifica com uma série de abordagens a determinados temas e que de alguma forma contribuo para uma voz que se quer fazer ouvir.



Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?

No caso do 30 e Picos, 40 e Tal, o balanço é muito positivo. Noutros blogs já tive algumas reacções mais negativas a coisas que escrevo, nomeadamente através de comentários anónimos (expoente máximo da cobardia, proferir ofensas sob anonimato a quem se assume pessoalmente, dá o nome e dá a cara, por uma ideia eventualmente polémica) ou que se julgam anónimos... Hoje em dia não dou grande importância a isso, até porque geralmente perderia muito tempo em trocas de galhardetes e, de uma forma geral, não me apareceram críticas que tenha julgado bem-estruturadas. Além disso não detenho um canal público de comunicação social, tenho tanto poder de intervenção como qualquer outra pessoa que tem a liberdade de começar um blog seu, não preciso de estar preocupada com o direito de contraditório. Mas hoje em dia tenho, sim, mais cuidado com aquilo que exponho a nível pessoal, principalmente se envolve outras pessoas.





O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?
 

Sei lá! Que seja sincero, honesto. Não sei gerir blogs como um negócio e geralmente não tenho interesse por aqueles que se posicionam dessa maneira. Que seja apenas mais um blog, mas com uma verdade muito pessoal, um ponto de vista próprio.


Vale a pena ter um blog?

Nem que seja para si próprio, julgo que vale. Acabará, no entanto, por interagir com outras pessoas, embora isto das redes sociais como o Facebook ou o Twitter tenha retirado escritores e leitores da blogosfera e tenha tornado a comunicação virtual mais rápida, breve e descartável. Pessoalmente, tenho conhecido pessoas interessantes através dos blogs. Mas nem sempre é verdade que conhecemos uma pessoa por aquilo que escreve. Às vezes é preciso observar um bocadinho mais. Mas, depois, normalmente as coisas encaixam todas umas nas outras. Nem que reformulemos a nossa leitura.

Obrigada Lia!!!!!!!!!

11/19/2013

OH MY BLOG!


O que é isto do OH MY BLOG? Um espetáculo de variedades onde são apresentados aqueles que são, para mim, os melhores blogs da nossa praça.

Vêm de back-grounds totalmente diferentes. São sobre coisas de todos os dias, uns falam de família, de comida, outros da vida, de sexo, uns mostram a cara, outros nem o nome dizem. Uns vivem de imagens, outros de letras, e são de homens, de mulheres, de pessoas realizadas e de gente mal resolvida.
O que têm em comum, para além de quase nada, é um isco qualquer que me leva a voltar a eles vezes e vezes sem conta.

Fui falar com os bloggers por trás dos blogs. E não é que eles me responderam?

Começa amanhã. Um espetáculo a não perder neste blog, perto de si.