6/24/2013

Salada de Figo e Feta

Bebé doente significa muito cansaço, muita preocupação, ter o coração nas mãos e as horas de sono em fila de espera para o dia em que ela melhorar.

Ter um bom pai em casa é repartir tudo isto e multiplicar forças com gestos pequeninos que me fazem (mesmo) muito bem.

Saiu para comprar pão, apareceu-me com três figos e uma ideia.

Daqueles figos que apanhamos na meninice, sem ninguém ver, subimos árvores, esfolamos joelhos, e comemos até a barriga doer.

Daquelas ideias de fazer crescer água na boca enquanto esperamos que ganhem forma.

Valeu a espera :-)

Fez-me esta salada: Figos, alface e queijo feta. Deliciosa. É só cortar e misturar os ingredientes, temperar com azeite e vinagre balsâmico.
O amor também é feito disto.




6/13/2013

Edamame 枝豆


Comprei no outro dia aos meus amigos japoneses aqui mesmo perto de casa esta leguminosa rara chamada edamame (eda = "galho", e mame = "grão, feijão"). Está cheio de proteínas e propriedades importantes como omega-3 e ácido-fólico (grávidas, toca a comer!).
No Japão é tão comum como são para nós as azeitonas. Parece-se a vagens de ervilhas e tem lá dentro qualquer coisa parecida a favas bebés. Basicamente é soja, em grão. Cá em Portugal encontra-se embalado em sacos, congelado, e basta cozinhar em água a ferver por uns 5 minutos. A forma de comer é que gerou discussão entre o casal japonês que me vendeu o edamame. Ela acha que se deve cozer, descascar à medida que se come e que não precisa de tempero nenhum. Ele promete que fica muito melhor cozer, descascar logo tudo, juntar umas pedrinhas de sal e comer depois.
Eu descasquei, juntei sal (muito pouco) e bom azeite (a la tuga). Aprovámos.




6/03/2013

Salada de bulgur e beterrada assada no forno com vinagre balsâmico

Bulgur é uma preparação feita com trigo que se parece ao arroz ou ao cuscus.
É bastante usada na culinária sírio-libanesa e na cozinha mediterrânica e uma opção excelente para fugir à rotina do arroz-massa-batata. O melhor é que é mesmo muito fácil de cozinhar. Quanto à beterraba já se sabe... tem benefícios que não acabam, que vão desde o fortalecimento do sistema imunitário à estimulação da circulação e produção de glóbulos vermelhos. Na Europa do Leste até se usa como complemento do tratamento da leucemia, devido à acção de limpeza do sangue. 
A receita de hoje é o típico prato ao qual o homem da casa primeiro torce o nariz e depois repete até não haver mais. Hoje até a bebé gostou, e ficou a adorar beterraba (yes!!!).
Fica a receita - para 2 pessoas e meia :-)


Beterraba:
Usei duas beterrabas fresquinhas que comprei num mercado local. Descascam-se, cortam-se finamente e misturam-se com bastante azeite, um pouco de sal grosso e vinagre balsâmico. Assam-se no forno (de preferência num pirex com tampa ou, caso não tenham, numa travessa coberta com alumínio), a 210º durante cerca de 40 minutos. Enquanto a beterraba cozinha trata-se do bulgur:

Bulgur:
Fiz cerca de 5 mãos cheias. Deita-se numa panela e coze-se em água a ferver (o dobro da quantidade de bulgur) com um fio de azeite e um pouco de sal. Passados 10 minutos desliga-se o lume e junta-se um dente de alho finamente picado. Tapa-se a panela e reserva-se até as beterrabas estarem prontas.

 Já estão? Agora é só misturar o bulgur com a beterraba, juntar mais um fio de azeite e oregãos. Bom apetite. 



5/30/2013

Espargos brancos com molho holandês

Quando estivemos na Alemanha era a época dos espargos. Estavam por toda a parte, nunca vi tantos espargos na minha vida. Senti-me como um rato a nadar num fondue de queijo ou como um gato num barco de pesca bem carregadinho.
Comemos espargos lá e trouxemos mais 1.5kg para fazer em casa. Aprendi que estes espargos brancos devem ser descascados para não ficarem fibrosos e que precisam pelo menos de 15min para ficarem bem tenrinhos. Também aprendi que se devem comer com molho holandês (mas mesmo sozinhos estes espargos são do melhor que há).

Então, a receita para os espargos já sabem: Tirar a pele grossa e cozer até ficarem meio translúcidos.
Para o molho holandês precisam de
2 gemas
2 colheres de sopa de água
um pouco de sumo e limão
150gr de manteiga
sal e pimenta q.b.
Como fazer:
Deita-se as gemas numa taça com a água fria e o sumo de limão e bate-se bem com uma vara de arames. Tempera-se com sal e pimenta e cozinha-se em banho maria, mexendo sempre. Quando ficar cremoso acrescentar mais um pouco de água fria e, sem parar de bater, acrescenta-se a manteiga aos poucos. A água do banho maria não deve ferver e sempre que parecer que o molho está a ficar muito quente acrescenta-se água fria para não talhar (senão fica-se com ovos mexidos em vez de molho).

Bom apetite!




 

5/14/2013

Caldo rápido de tofu, lentilhas e vegetais

Demora 15 minutos a fazer mas é bom, nutritivo, e baixo em calorias.
Uma refeição para pais e crianças que têm pouco tempo a perder entre tachos e panelas mas não descuram de refeições cheias de coisas boas.

Basta fazer um refogado com cebola e bom azeite. Juntar os legumes que se quiser bem picadinhos (usei aipo (para aquele sabor inconfundível), feijão verde, nabo e cenoura), as lentilhas vermelhas, tofu aos quadradinhos e água a ferver. Deixa-se cozer por cerca de 15 minutos e está pronto!
 Bon appetit.

4/21/2013

Esparguete à Bolonhesa

Esta receita dá para fazer do modo normal, com carne, ou então de soja.
Cá em casa é sempre sucesso garantido.


Para 4 pessoas:
500gr de carne de picada (ou soja granulada, já demolhada)
6 tomates
1 cebola
2 dentes de alho
2 cenouras
Azeite
Oregãos
Parmesão
Esparguete

Faz-se um refogado com o azeite, cebola, alho picado e os tomates aos cubos. Deixa-se apurar por cerca de 10 minutos (com a panela tapada) e junta-se a carne ou a soja, com as cenouras às rodelas. Eu gosto de juntar um chouriço (pode ser de carne ou de soja) picado, para dar mais sabor.

Fica a cozinhar em lume brando por cerca de meia hora a quarenta minutos, junta-se o sal e a pimenta (se juntarmos no fim é sempre preciso menos) e oregãos a gosto.

Deita-se este preparado por cima do esparguete, com queijo ralado e já está.
Easy made comfort food.




4/08/2013

Tofu à italiana com quinoa

Esta receita é simples. Tão simples que vive dos ingredientes e da qualidade dos mesmos.
É um salteado que pede a frescura e o sabor natural dos vegetais, aliados a um bom azeite.
Acompanha com quinoa que é um grão oriundo do Peru, Chile e Colômbia e que, à semelhança do arroz ou da massa, se coze em água a ferver.

A quinoa era o alimento de eleição dos Incas e dos Aztecas e tem mais proteínas que qualquer outro cereal (contém todos os aminoácidos essenciais). Por isso mesmo é especialmente indicada para dietas vegetarianas e também para a alimentação de bebés e crianças. Nós não passamos sem ela, especialmente a Bel que a adora.

A receita (para 4 pessoas)

1 cebola
3 tomates (dos melhores que encontrarem)
Algumas folhas de manjericão
250gr de tofu
Azeite
Sal e pimenta q.b.
2 chávenas de quinoa

Para o tofu

Deita-se o azeite numa frigideira quente com a cebola cortada às tiras.
Quando a cebola estiver translúcida juntam-se os tomates, aos cubos, e o tofu.
Salteia-se durante o tempo suficiente para estar cozinhado, mas não demais. Não queremos perder as vitaminas.
No fim retificam-se os temperos, juntam-se as folhas de manjericão cortadas grosseiramente e pode deitar-se mais um fio de azeite em cru.

A quinoa:
A quinoa coze-se no dobro da sua quantidade em água. Para 2 chávenas se quinoa são 4 chávenas de água. Eu não lavo a quinoa antes de cozer porque li que a lavagem faz com  que perca propriedades.
Há também quem a torre levemente antes de cozinhar, o gosto fica bom mas não sei até que ponto não faz também com que perca os nutrientes.
Demora entre 8 a 12 minutos a cozer.

 Bom apetite!

3/01/2013

Creme de espinafres com aipo

Sabem aqueles truques que usamos desde pequenos para combater as nossas maleitas? 
Cada um tem o(s) seu(s) e defende-o(s) até à morte, como comer chocolate até mais não em caso de desgosto amoroso ou beber chá de limão em situação gripal. 

Seja qual for o segredo a verdade é que resultam. E eu... também tenho o meu. 

É um creme de espinafres com aipo que a minha avó fazia tantas vezes e que só parávamos de comer quando já não havia mais.
Esta sopa acorda em mim uma memória evocativa da infância que desperta um bem-estar quase instantâneo, involuntário e automático.
Levanta-me a moral, o ânimo e os níveis de energia. E esta afirmação é de tal forma verdadeira que, se pudesse, encapsulava esta sopa e tomava 3 vezes por dia, 'just in case'. 

Fica a receita (para + ou - 5 pessoas).

1 molho grande de espinafres (cerca de 700gr)

2 cenuras
1 batata (só uma batata hun? maravilhaaaaaa)
1 nabo
4 talos de aipo
1 cebola
2 dentes de alho 
Água a ferver
Sal q.b.

Nada mais simples:
♥ 1-Lava-se os legumes, descasca-se o que for de descascar, corta-se tudo em pedaços pequenos e coze-se em água a ferver por cerca de 15 minutos.
♥ 2-Antes de passarem com a varinha ou no liquidificador certifiquem-se que não tem água a mais. É melhor juntar depois, se for preciso, do que ficar com uma sopa aguada (queremos um creme, não um caldo). Tritura-se e, depois de tudo triturado e a sopa parecer veludo, põe-se sal a gosto e relaxa-se enquanto se come. 





2/23/2013

Coisas do arco-da-velha parte II


Couve Romanesca

Não sei se algum de vocês já se deparou com esta maravilha da natureza, chama-se couve romanesca e cruzou-se no meu caminho há uns tempos, no mercado bio que há perto da nossa casa, todos os Sábados. 
Pois bem, esta couve é tal e qual o que eu imaginava que seria o produto do cruzamento entre uma couve-flor e um bróculo, se tal fosse possível. Ou então se Gaudi quisesse fazer aquelas reproduções alimentares em louça, típicas do Bordalo Pinheiro, talvez o resultado também fosse semelhante. 

Divagações à parte, esta couve tem tanto de bonito como de apetecível e, embora um pouco mais cara que as demais companheiras de espécie, ela gritava 'compraaaaaaaaaaaaaaaa-me' (como a chanel preta à menina do blog) e lá comprei.

Cozida com um fio de azeite. É boa que se farta. E até a Bel gostou.      







2/18/2013

Sopa spicy de batata doce e coco

Esta sopa....

É boa que se farta e vem contrariar a ideia de que uma sopa é uma coisa chata de quem não tem tempo nem vontade de comer algo de que se vá lembrar depois. 

Esta sopa fica no paladar, na memória e, com sorte, no coração também. 

Diria que nasceu algures entre a Indonésia e a Malásia numa época em que, para além das especiarias tradicionais, não havia muito mais alimento. 

Do que precisam

1 colher de sopa de gengibre ralado 
1 cebola
2 dentes de alho
1 lata de leite de coco
400ml de água a ferver
500gr batata doce
Sumo e raspas de uma lima
Piri-piri
Sal e pimenta q.b.

♥ 1- Frita-se o gengibre, o alho e a cebola, tudo bem picadinho, até ficar transparente
♥ 2- Junta-se as batatas cortadas aos cubos e, após cerca de 5 minutos, deita-se a lata de leite de coco e a água a ferver, e deixa-se em lume brando até as batatas estarem cozidas.
♥ 3- Passa-se tudo com a varinha, ou num liquidificador. Deita-se o sumo e as raspas da lima, retificam-se os temperos e...

Come-se de olhos fechados.

Bom apetite!!!




2/10/2013

Húmus

Húmus

Este foi o primeiro dip que fiz na vida, e gosto tanto dele que nunca me canso. Também é muito fácil de fazer e está carregadinho de proteínas. É baixo em gordura, muito nutritivo e saboroso também. Em Lisboa encontra-se bastante nos restaurantes israelitas (tipo shoarma), em Inglaterra havia em todo o lado e com variedades infindas, por exemplo húmus com alho assado ou tomate seco. Uma delícia. Na inauguração desta mercearia provei uma variedade com coentros. Estava de cair para o lado.
A receita que vos deixo hoje é a de húmus básico. Para mim é das melhores. Do mundo. :-)

Do que precisam

300g de grão, cozido e escorrido
2 dentes de alho bem triturados (podem usar alho em pó, se preferirem)
1 colher de Sopa de Azeite
1 colher de sopa de Tahine (Também conhecido por pasta de gergelim / por pasta de sésamo encontra-se facilmente em ervanárias ou em grandes superfícies)
Sumo de limão a gosto

Tritura-se tudo no liquidificador até ficar um puré. Se necessário juntem um pouco de água para misturar melhor mas não abusem (queremos um puré, não uma sopa). E está pronto!!! Bom apetite. 

E assim fechamos a semana oficial do dip. 

Espero que vos tenha sabido muuuito bem!









2/09/2013

Tapenade de azeitonas pretas

Tapenade de azeitonas pretas

É  ideal para quem gosta daquele twist mediterrânico à mesa. Fácil, saudável, ultra rápido e baratíssimo. Normalmente esta receita leva anchovas, mas eu passo bem sem esses espécimes.   

Do que precisam

Um frasco de azeitonas pretas descaroçadas (200gr)
Um dente de alho
Sal e pimenta a gosto
Sumo de meio limão
Azeite
Oregãos

Como fazer:
♥ 1- No robot de cozinha trituram-se os ingredientes à exceção do azeite até ficar uma espécie de puré (fica sempre mais espesso e com pedaços, o que é bom!)
♥ 2- Retificam-se os temperos, deita-se azeite para ligar tudo e está pronto. Quem gostar também pode juntar oregãos.  
Excelente em tostas ou pão integral. 





2/08/2013

Dip de cebola caramelizada (aka Oh My Dip!)

Dip de cebola caramelizada

Confesso que fiz este dip hoje por mero acaso. 
Pretendia fazer outro mas, no último momento, reparei que faltava um ingrediente. 
Então olhei em volta, vi que tinha umas cebolas, queijo creme, temperos do costume e o resultado foi um dip que é um forte candidato a ser o melhor da semana. Acreditem. E o que leva os ingredientes mais simples e menos dispendiosos também. Foi um sucesso cá em casa, comemos com o pão que fez a nossa amiga Cristina e que também é uma delícia. Já o temos há dois dias e parece que acabou de sair do forno. 
Um dia peço-lhe a receita e... Quem sabe não fazemos uma semana do pão caseiro?

Voltando ao dip....

Cebola caramelizada é uma prova mais que perfeita da alquimia dos alimentos. 
É uma mudança incrível de sabor, quando se deixa as cebolas cozinharem nos seus açúcares naturais e acabam naquela pasta quase acastanhada e tão docinha que dá bem com quase tudo.

Este dip é muito bom e fácil de fazer, não é preciso nenhum conhecimento culinário por aí além e é uma explosão de sabor e de texturas que só visto (parece um spot publicitário mas bom.. that's how good it is). 
Vão por mim, experimentem.

Do que precisam:
2 cebolas
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
2 colheres de chá de açúcar (eu prefiro o amarelo)
Sal q.b.
Pimenta preta (se possível moída na hora)
2 colheres de sopa de maionese
4 colheres de sopa de queijo creme

Como fazer:
♥ 1- Picam-se as cebolas e fritam-se numa frigideira com um pouco de azeite até ficarem translúcidas (5-10 minutos).
♥ 2- Junta-se o açúcar, o vinagre balsâmico, a pimenta e o sal e deixa-se cozinhar em lume brando, mexendo regularmente, por cerca de 20 minutos.
♥ 3- Quando estiver pronto junta-se ao queijo creme (eu uso Philadelphia) e à maionese, mexendo bem. Polvilhei com cebola tostada. Ficou perfeito.  









 

 

2/06/2013

Guacamole d'El Dimba

Guacamole d'El Dimba

O Dimba é um grande amigo com o qual partilhámos casa em Inglaterra. Vivemos os 3 juntos (eu, o Alberto e o Dimba) durante mais de um ano. Estava convencida que sabia tudo destes dois rapazes, mas não param de surpreender.
O Dimba, por exemplo, que lá só comia refeições prontas do Sainsbury's, agora é um cozinheiro nato e foi ele quem sugeriu esta receita para o dip número três - 'Guacamole d'El Dimba'. 
Fica melhor se cantarem o 'La Cucaracha' enquanto o preparam. 
Cá vai:

Do que precisam:
2 Abacates
Sumo de 1 lima
Açúcar (uma pitada)
Alho em pó (a gosto)
Sal (uma pitada)
1 colher chá pimentão
Pimenta preta (uma pitada)
Piri-piri a gosto

♥ 1- Pisam-se os abacates numa taça juntando o sumo da lima, até ficar com uma textura macia tipo puré (eu deixei mesmo uns bocados bem grandes que ficaram muitíssimo bem)
♥ 2- Juntam-se  os restantes ingredientes e mexe-se bem, retificam-se os temperos e, como diria o Dimba:  'Bam!'.  Está pronto! Acompanha com nachos de trigo simples ou de queijo. Arriba! 




2/05/2013

Dip de Beringela

Dip de Beringela 

Este dip é mesmo muito bom, sobretudo para quem gosta de sabores nada convencionais e meio orientais. Cá vai:

Do que precisam:
1 beringela
1 colher de chá de cominhos em pó
Sumo de meio limão
1 Dente de alho
1 Iogurte natural
Coentros frescos
Sal e pimenta q.b.


Nada mais fácil:
♥ 1- Descasca-se a beringela e pode cozinhar-se numa frigideira, com um pouco de azeite, ou então num grelhador (só com umas pedrinhas de sal)
♥ 2- Quando a beringela está pronta, picam-se os coentros e o dente de alho. Mistura-se então com os restantes ingredientes num robot de cozinha (ou liquidificador) até ficar com uma textura que vos agrade (com mais ou menos pedaços). Polvilhei no final com cebola tostada.
♥ 3- Serve-se com pão (nós usámos naan, mas fica perfeito com qualquer tipo)

Bom apetiteeeeeeeee :-)






2/04/2013

Dip Ervilhas com queijo Philadelphia, coco ralado e parmesão

Ervilhas com queijo Philadelphia, coco ralado e parmesão

Segunda feira é aquele dia em que a maioria das pessoas chega a casa cansada, de braços caídos e sem vontade para grandes esforços adicionais.
A boa notícia: este dip é do mais fácil que há, não precisam de cortar nem de descascar nada, está cheio de nutrientes e é super fresquinho.

Do que precisam

250g de ervilhas (podem ser congeladas)
100gr de queijo philadelphia (eu gosto daquele com ervas mas qualquer um serve)
Coco ralado (eu pus 3 colheres de sopa, ponham a gosto)
Sumo de meio limão
Parmesão ralado

Pois é, quem iria adivinhar que parmesão, coco ralado, philadelphia e ervilhas combinavam bem?! Eu, claro (ahahahahah). A sério, confiem que vão gostar.

Como fazer:
♥ 1-Cozem-se as ervilhas em água a ferver por aprox. 3 minutos.
♥ 2-Deitam-se todos os ingredientes no liquidificador (menos o queijo) e passa-se até obter uma pasta cremosa.
♥ 3-Retificam-se os temperos, deita-se o parmesão por cima e já está. Servir com bolachas de água e sal, pão ou o que gostarem mais.

Um belo acompanhamento para as noites de cinema com manta no sofá.





2/03/2013

A match made in heaven

Ela é gordinha, sempre corada, com o sangue a ferver.

Ele é pálido, mais para o mole e gosta mesmo é de estar no frio.

Sozinhos são uma chatice, até aborrecidos por vezes, nada boas companhias... Fica difícil saber o que fazer com eles.

Agora quando se juntam... Não há quem os pare. 

Ligam que é um encanto e nada os há-de separar. Pelo menos em nossa casa.

Beterraba e iogurte grego. 
Um casamento mais que feliz.


1/31/2013

Cogumelos de pé azul (com courgete e seitan)

Eu não conhecia estes cogumelos, nunca os tinha visto à venda nem imaginava que existiam. 
A natureza realmente não para de me surpreender. 
São, literalmente, cogumelos com o pé azul (alguns até meio lilás), muito aveludados, altos, são meio esquisitos e fiquei a olhar para eles sem saber ao certo o que lhes fazer. 
Lembram a Alice no País das Maravilhas, parece que a qualquer instante vão começar a falar connosco de tão exóticos que são. O cheiro nem é mau, cheiram a floresta, a humidade (quer queiramos quer não são fungos, e está tudo dito).

Estive a ver alguns sites de receitas que me assustaram, diziam que estes cogumelos não são para ser cozinhados como os outros porque o sabor é muito diferente. Ainda assim aventurei-me. Salteei-os com seitan, courgete, molho de soja... 'keep it simple'. 
O resultado... erhmmmm.. Não vou dizer que adorei. 
De facto estes cogumelos têm um sabor MESMO intenso e todo o meu almoço sabe ao cheiro da terra molhada, quando chove. Que eu até gosto desse cheiro. Só não para comer.


 


1/25/2013

Hamburger de grão

Não sou vegetariana mas prefiro mil vezes este tipo de dieta à 'tradicional'. 
Por isso, sempre que me cruzo com uma receita 'meat-free' não resisto a experimentar.
Estes hamburgers são baseados numa receita que saiu no 'El Pais' e que me foi enviada por uma prima muito querida que mora em Espanha. A receita original leva grão e lentilhas (mas achei que eram leguminosas a mais para a minha filha) e também queijo feta e manchego (que creio serem paladares fortes para ela). Assim, a receita que vos deixo hoje foi uma adaptação simplificada, a original podem ver aqui.
Acompanha com um molho de iogurte e limão que dá o toque fresquinho que este prato precisa. Uma delícia! Aprovámos!

De que precisam (para 6 hamburgers)
Uma lata de grão (das grandes, 800gr)
Um molho de salsa picada
2 cebolas
2 dentes de alho
1 colher de chá de cominhos (em pó)
1 colher de chá de coentros (em pó)
2 ovos
100 gramas de pão ralado
Farinha

♥ 1- Antes de mais fritem a cebola e o alho picadinhos em azeite.   ♥ 2- Deitem o grão num liquidificador, ou picadora tipo 1-2-3, e passem bem até estar uma pasta (se necessário juntem um pouco de água). 
♥ 3- Coloquem esta pasta numa taça e juntem a salsa bem picada, a cebola e o alho já fritinhos e os restantes ingredientes à excepção da farinha. 
♥ 4- Retificam-se os temperos e moldam-se os hamburgers, que são então fritos numa frigideira anti-aderente só com um pouco de azeite, passados antes em farinha. Estão prontos quando estiverem bem douradinhos.

Para o molho:
Um iogurte grego (ou dos simples, desde que seja natural, não açucarado)
Sumo e raspas de meio limão 

♥ 1- Esta parte é que é mais difícl :-) Junta-se os ingredientes, mexe-se e já está :-)

Bom apetite!


Alguém é servido?
fácil de fazer, cheio de proteína e baixo em gordura


1/22/2013

Pasta? Pesto!!!

O pesto é um molho bastante simples e que se faz com todos os ingredientes crus. 
É dos pratos principais mais saborosos, simples e rápidos que conheço, é super completo e está carregadinho de nutrientes, vitaminas e proteínas (devido aos frutos secos).
E também é versátil:

pode juntar-se à massa, colocar em tostas ou bruschettas, juntar a vegetais para ir ao forno... só pecisam de imaginação.

Sempre que encontro manjericão fresquinho não resisto... E se não gastar o pesto todo, guardo para uma próxima, no frigorífico ou no congelador.

No verão plantamos o nosso próprio manjericão, dá-se lindamente no exterior e sabe mesmo bem o ritual de plantar, cuidar, colher :-)

O que precisam para o pesto (esta quantidade dá para esparguete para 4 pessoas):

60g de mangericão
um punhado de pinhões
um punhado de nozes (se não gostarem, dupliquem a quantidade de pinhões e vice-versa)
2 dentes de alho
sal e pimenta q.b.
250ml de azeite
parmesão ralado (eu ponho só no fim, a polvilhar a massa)

A receita original diz para esmagar estes ingredientes num almofariz. Eu sou apologista de que devemos aderir à tecnologia e uso o liquidificador - Havia de ser bonito estar tempos infinitos a esmagar isto tudo com a Bel agarrada às minhas pernas :-)

♥ 1- Põe-se os alhos e um pouco do azeite no liquidificador e passa-se muito bem.
♥ 2- Junta-se os restantes ingredientes e tritura-se até ficar com uma textura que vos agrade (eu gosto de sentir o crocante dos frutos secos, mas há quem goste do molho mais cremoso)
♥ 3- Rectificam-se os temperos
♥ 4-Por esta altura, se forem como eu, já estão a salivar e a provar colheradas de pesto, mas esperem... Falta o esparguete!
♥ 5-Mistura-se com o esparguete (al dente é melhor, 7 minutos em água a ferver e está pronto), polvilha-se com o parmesão (opcional) e já está!


Dificil é parar de comer! :-)





Luzes
câmara..
Acção!