Mais um novo ditado popular criado por minha adorável pessoa:
Em dias de constipação não te afastes do fogão
Mas porquê, perguntam vocês, que mensagem metaforico-subliminar de profundidade acrescida se esconde por detrás de tão singelo dito?
Nenhuma. É mesmo o que está lá escrito. Se estás constipad@ com o sentido olfactivo debilitado, as probabilidades de deixares queimar o jantar são estatisticamente significativas (p < .001)
Vou jantar fora.
5/16/2014
4/27/2014
sobre coisas que não interessam a ninguém
A pessoa vai a Portugal de férias e recebe uma sms de uma perfumaria a anunciar 20% de desconto em qualquer compra nos próximos 5 dias. Rita desloca-se alegremente à perfumaria porque tem a pele arrepanhada de seca que está, e quer comprar um creme hidratante simples, de pôr de manhã quando se lembra, já agora com desconto. A pessoa entra na perfumaria e fica a olhar para as centenas de milhares de frascos de banha da cob... de produtos, com preços que vão dos 10 aos 300 euros (really?) e tudo o que quer é um creme simples. Para a pele. Da cara. A menina da perfumaria vê Rita em alvoroço, quase a virar costas e voltar para o mundo das peles secas de onde veio, e sem delongas oferece os seus conselhos profissionais especializadíssimos para o meu caso, para o teu, e para o dela também. Rita explica que quer um creme. Para a pele. Que está seca. Menina manda sentar numa cadeira com luz, saca da lupa, inspecciona cada milímetro de pele. Pergunta a idade. Está na hora de comprar um creme de noite. E de dia. E um de contorno dos olhos e outro para os lábios. E olhe que um sérum regenerador também não ia nada mal. Começando a sentir ligeiras comichões entre os dedos, frutos das cantilenas das máximas-de-beleza-ideal-photo-shop-in-a-jar que está a ouvir, Rita levanta-se da cadeira e diz que só quer um creme hidratante. Simples. Barato. Menina volta a perguntar a idade. 29. Já disse. Então é este. No rótulo lê-se anti-age. Eu não quero um anti-age. Mas é por causa das rugas. Eu quero ter rugas. Mas agora é que se começa a prevenir, diz isso porque ainda não tem. Mas eu não as quero prevenir. Eu preocupo-me tanto com rugas como com os melhores sítios para fazer unhas de gel. Quero um creme hidratante. Para a pele seca. Da cara. Simples. Rita abandona a loja e Menina fica a cochichar com a colega da caixa, como se Rita fosse a extra-terreste. Porque só quer um creme hidratante.
4/25/2014
25 de Abril em Barcelona
Eu nem suspeitava da influência que a nossa revolução teve nos Catalães.
Hoje fomos tomar um café e a televisão passava uma reportagem sobre 'la Revolució dels Clavells'. Todos os clientes atentos, acenavam com a cabeça, comentavam entre si, não se falava noutra coisa.
Chegada à faculdade, venho à biblioteca e quando dou o meu cartão para levantar um livro a bibliotecária olha para mim e diz: 'hoje é 25 de Abril. Foi um dia muito importante para nós, aqui na Catalunha. Ainda me lembro, era tão pequenina, mas usava t-shirts com cravos que diziam 'depois do adeus' ou Grândola Vila Morena'. Era a nossa forma de protestar. Nós também vivemos uma ditadura e os Portugueses foram muito inspiradores'.
E eu enchi-me de orgulho do meu país. Não do que ele é, não de quem somos hoje, mas daquilo que um dia fomos e, sobretudo, de tudo o que sonhámos vir a ser. E dei por mim a imaginar que, se de repente, todos acordassem e fizessem a derradeira revolução, eu metia-me imediatamente num avião e também ia. Acho que ela leu os meus pensamentos. Sorriu-me. Eu sorri de volta. Guardei o livro na mochila e fui-me embora.
Hoje fomos tomar um café e a televisão passava uma reportagem sobre 'la Revolució dels Clavells'. Todos os clientes atentos, acenavam com a cabeça, comentavam entre si, não se falava noutra coisa.
Chegada à faculdade, venho à biblioteca e quando dou o meu cartão para levantar um livro a bibliotecária olha para mim e diz: 'hoje é 25 de Abril. Foi um dia muito importante para nós, aqui na Catalunha. Ainda me lembro, era tão pequenina, mas usava t-shirts com cravos que diziam 'depois do adeus' ou Grândola Vila Morena'. Era a nossa forma de protestar. Nós também vivemos uma ditadura e os Portugueses foram muito inspiradores'.
E eu enchi-me de orgulho do meu país. Não do que ele é, não de quem somos hoje, mas daquilo que um dia fomos e, sobretudo, de tudo o que sonhámos vir a ser. E dei por mim a imaginar que, se de repente, todos acordassem e fizessem a derradeira revolução, eu metia-me imediatamente num avião e também ia. Acho que ela leu os meus pensamentos. Sorriu-me. Eu sorri de volta. Guardei o livro na mochila e fui-me embora.
4/23/2014
Diz que é dia do livro
E ontem, durante a minha primeira e última passeata nocturna à beira-mar destas férias com uma das pessoas mais especiais que conheço, fiquei a saber que há muitos, muitos anos, os médicos receitavam contos de fadas para curar algumas maleitas.
E pareceu-me tão bem!
E pareceu-me tão bem!
4/08/2014
oh diabo!
Hoje diziam-me isto, as estatísticas do meu blog:
Páginas vistas por países
| Entrada | Páginas vistas |
|---|---|
China
|
320
|
Estados Unidos
|
257
|
Portugal
|
109
|
España
|
35
|
Brasil
|
12
|
Países Bajos
|
10
|
Alemania
|
9
|
Rusia
|
6
|
Francia
|
5
|
Eu juro que não percebo esta súbita invasão chinesa ao meu estaminé, mas aviso já, de mão no peito, que não o privatizarei! |
3/29/2014
'Dava tudo por ti'
UNDYING
LOVE: South Carolina man, 78, wears sandwich board to help wife of 57
years in search for life-saving kidney. She was born with only one
kidney, and late this summer, it was failing. Her husband wasn't a
match. This exposure actually got them the media attention needed and
they found a match. (Text and photo from Collectibe Evolution)
Esta notícia (em que um dos membros do casal estava disposto a dar uma parte de si para salvar o outro) não foi a primeira que vi.
A primeira vez assisti ao vivo, quando uma pessoa muito próxima foi operada e a companheira de quarto tinha tirado um rim para dar ao marido. Aqui em Portugal. No hospital de Santa Cruz.
Esta realidade foi muito brusca. Nunca tinha pensado nisso. Demasiado forte. Demasiado amor. Demasiado risco. Demasiado tudo.
Depois penso...
Quando olhamos para uma pessoa nos olhos e percebemos que, de entre biliões de pessoas que há no mundo, aquela é definitivamente a 'certa' para nós, fará sentido não dar tudo, mesmo que uma parte de nós, por e para ela?
Companheirismo e compromisso será isto? Ou haverá uma fronteira que, mesmo na saúde e na doença, não se ultrapassa?
Esta notícia (em que um dos membros do casal estava disposto a dar uma parte de si para salvar o outro) não foi a primeira que vi.
A primeira vez assisti ao vivo, quando uma pessoa muito próxima foi operada e a companheira de quarto tinha tirado um rim para dar ao marido. Aqui em Portugal. No hospital de Santa Cruz.
Esta realidade foi muito brusca. Nunca tinha pensado nisso. Demasiado forte. Demasiado amor. Demasiado risco. Demasiado tudo.
Depois penso...
Quando olhamos para uma pessoa nos olhos e percebemos que, de entre biliões de pessoas que há no mundo, aquela é definitivamente a 'certa' para nós, fará sentido não dar tudo, mesmo que uma parte de nós, por e para ela?
Companheirismo e compromisso será isto? Ou haverá uma fronteira que, mesmo na saúde e na doença, não se ultrapassa?
3/15/2014
as minhas fortunas perdidas.
Quando estou a adormecê-la surgem-me as melhores ideias. A sério!
Há pouco, entre uma cantiga e um pé na cara, surgiu-me a ideia genial de fazer um blog sobre origami com e para crianças. Seria o mommygami. Nome e tudo, hein!? Era giro, não era?
Era pois, mas já existe. Um livro editado. Com o mesmo nome.
Este ano vi-as à venda.
A minha fortuna perdida, parte I
A minha fortuna perdida, parte II

Moral da história:
Assim que tiveres uma ideia põe-na cá para fora, arregaça as mangas e põe-na em prática. Immediately, if not sooner.
2/04/2014
tendes noção?!
Tendes noção de quanto me custa a bilicleta anualmente? Cerca de 150€ (por estar num parque).
Se só andasse de metro gastaria 600€ por ano (50€ x 12€) e se andasse de carro nem sei em quanto ficaria...
...A sério, às vezes pergunto-me onde é que andei com a cabeça estes anos todos...
E depois não é só o dinheiro e a poluição que se poupa....
... é que não há nada neste mundo que se compare a descer uma rampa íngreme às 8h30 da manhã, de olhos fechados com o vento na cara e os pés fora dos pedais, como quando tinha sete anos.
Se só andasse de metro gastaria 600€ por ano (50€ x 12€) e se andasse de carro nem sei em quanto ficaria...
...A sério, às vezes pergunto-me onde é que andei com a cabeça estes anos todos...
E depois não é só o dinheiro e a poluição que se poupa....
... é que não há nada neste mundo que se compare a descer uma rampa íngreme às 8h30 da manhã, de olhos fechados com o vento na cara e os pés fora dos pedais, como quando tinha sete anos.
![]() |
| imagem daqui |
1/27/2014
1/25/2014
Virginia Wolf.
Faria hoje 132 anos. Cada vez tenho mais Virgínias na minha vida, e adoro-as a todas.
1/12/2014
imaculada resolução
A resolução de ano novo mantém-se imaculada. Não comprei uma única peça de roupa, nem sequer fui ver os saldos, e sinceramente deu-me pena ver as caras de felicidade momentânea das pessoas que saíam das lojas cheias de sacos de roupa. Isto de encontrar felicidade em bens tem muito que se lhe diga.
E é isto. O ano livre de consumismo está a saber-me muito bem. Quase lembra a sensação de deixar de fumar, quando chega finalmente o primeiro jantar em que lidas bem com o facto de te ficares, no final, com o café e o copo de água. Amén.
E é isto. O ano livre de consumismo está a saber-me muito bem. Quase lembra a sensação de deixar de fumar, quando chega finalmente o primeiro jantar em que lidas bem com o facto de te ficares, no final, com o café e o copo de água. Amén.
1/08/2014
Truques para sobre-viver: o perdão.
A importância de perdoar é maior para quem perdoa do que para quem é perdoado.
Só no perdão se reencontra a paz.
Mesmo que não te seja pedido que perdoes, perdoa.
Perdoar é um acto individual que tem como consequência primeira reencontrar a paz dentro de nós.
Perdoar é fazer com que um Eu que está em guerra com alguém de fora finalmente descanse.
Quando existe um Eu em nós que está em guerra, mesmo que em guerra adormecida, a paz é meramente ilusória.
Perdoar é libertar. É deixar ir. Perdoar é escolher ser-se maior e mais importante do que os danos que nos causaram.
Uma vez, há muito tempo, alguém me disse que o ressentimento é um veneno que se toma à espera que o outro morra.
'Eu perdoo-te e liberto-te por não seres exactamente como gostaria que fosses'.
Estar em paz com toda a gente é o grande segredo.
E, para terminar, não sei porque me fui lembrar disto hoje.
Só no perdão se reencontra a paz.
Mesmo que não te seja pedido que perdoes, perdoa.
Perdoar é um acto individual que tem como consequência primeira reencontrar a paz dentro de nós.
Perdoar é fazer com que um Eu que está em guerra com alguém de fora finalmente descanse.
Quando existe um Eu em nós que está em guerra, mesmo que em guerra adormecida, a paz é meramente ilusória.
Perdoar é libertar. É deixar ir. Perdoar é escolher ser-se maior e mais importante do que os danos que nos causaram.
Uma vez, há muito tempo, alguém me disse que o ressentimento é um veneno que se toma à espera que o outro morra.
'Eu perdoo-te e liberto-te por não seres exactamente como gostaria que fosses'.
Estar em paz com toda a gente é o grande segredo.
E, para terminar, não sei porque me fui lembrar disto hoje.
1/07/2014
Truques para sobre-viver: Pre-sentimentos
Isto de pressentir qualquer coisa nem sempre requer poderes paranormais, suores frios ou tremeliques.
Ás vezes é uma questão de se estar atento aos sinais, ao que o outro nos diz sem falar, à nossa primeira reacção a determinada situação / oferta / pedido / pessoa.
Ando a aprender a dar mais ouvidos ao meu corpo que à minha cabeça. Já percebi que tentar incluir cada novo acontecimento em redes de informação e de lógica criadas com base em eventos passados nem sempre é a melhor solução. Só existe o agora.
Sentir. Sentir o que me diz a minha pele, o meu movimento, os meus passos, o meu estômago. E ir com eles.
Ainda que a minha razão os contradiga, a intuição existe em mim e tenho o direito e o dever de me treinar para a reconhecer. Se eu não confiar em mim e no meu eu mais verdadeiro, em quem vou confiar?
Ás vezes é uma questão de se estar atento aos sinais, ao que o outro nos diz sem falar, à nossa primeira reacção a determinada situação / oferta / pedido / pessoa.
Ando a aprender a dar mais ouvidos ao meu corpo que à minha cabeça. Já percebi que tentar incluir cada novo acontecimento em redes de informação e de lógica criadas com base em eventos passados nem sempre é a melhor solução. Só existe o agora.
Sentir. Sentir o que me diz a minha pele, o meu movimento, os meus passos, o meu estômago. E ir com eles.
Ainda que a minha razão os contradiga, a intuição existe em mim e tenho o direito e o dever de me treinar para a reconhecer. Se eu não confiar em mim e no meu eu mais verdadeiro, em quem vou confiar?

'Intuition is the highest form of intelligence'
Sylvia Clare
1/03/2014
Olá 2014!
Fechar o blog para férias quando estas incluíram tudo menos descansar. Podia falar-vos da imensidão de tralha que vendi, dei, emprestadei, deitei fora. Do Natal e da magnífica família que eu tenho. Do peixe de água doce que a Bel quase matou ao deitar-lhe cajus cheios de sal. Do grupo que entrou no sítio onde estava a festejar os meus anos para cantar as janeiras, como se fossem só para mim. E do adeus. Da despedida. Fechar a porta da casa portuguesa para sempre. Adeus família, adeus amigos, adeus lindos vizinhos da frente, adeus caldo verde e adeus pastéis de nata. E do adeus aos lutos também. Renovar é a palavra de ordem deste ano. Adeus às coisas materiais é o mote e o desapego é o propósito. A grande resolução: não comprar um único objecto ou peça de roupa. Durante os próximos trezentosesessentadias. Sim, o ano escrito assim por extenso e todo pegado dá uma mais fiel sensação do quão longa a provação vai ser. Poupar. Poupar dinheiro, o meu tempo e o ambiente também.
Afinal há que poupar mesmo muito para os sonhos que aí vêm.
Afinal há que poupar mesmo muito para os sonhos que aí vêm.
12/22/2013
closed.
Volto brevemente, assim que calhar.
Agora é altura de parar, olhar para o ano que passou e abraçar o ano que aí vem, viver o espírito da época e disfrutá-lo através dos olhos da minha filha.
É altura de ir andar pelo Chiado, ver as luzes de Natal, ouvir as canções da estação e comer até não poder mais.
Até lá sejam bons uns para outros e para mim em especial =)
UM BOM NATAL MINHA GENTE!!!
12/16/2013
karma - a prova provada
Ah! O grande dia finalmente chegou! Vimos um pombo com cocó na cabeça.
What goes around comes around. E o karma também toca às aves.
12/10/2013
Três tristes terços
Chegar a casa. Pôr dois terços da casa à venda e o outro terço em caixas para levar para Barcelona. Mas devagar. Muito devagar, que isto de ser mãe traz mais afazeres do que parece e a imagem das fotografias, na vida real, nunca pára quando se precisa. Fazer fotos das coisas. Fotografar coisas todo o dia para pôr depois à venda. Fotografar coisas na rua que a luz é melhor por lá. E não tremer a mão. E não deixar que a bebé vá para a estrada. E cuidado com o frio. Deixa estar o cachecol Isabel. Enquanto os dias correm, os últimos raios de sol do ano surgem, eu estou a fotografar livros. Baldes. Cinzeiros. Fatos-de-treino. Todo o dia nisto. Mesmo quando não estou, estou a fazê-lo em pensamento. E ela a querer aparecer nas fotos que vão mais tarde para o OLX e eu a dizer-lhe que não, que a bebé não está à venda. E ela ri-se sem perceber porquê. E não esquecer o almoço. O jantar. De dar banho às duas. De responder às mensagens dos compradores. "Envia a vela de um euro por correio?". Mas o mundo está louco? E os amigos. E a família. E manter um ar feliz, por fora e por dentro, quando afinal tudo o que apetecia era mandar as coisas, com o devido respeito, para a lady que as pariu, e ir viver a minha vida em modo mãos livres como os telemóveis nos carros das pessoas responsáveis. Quando mais mudo de vida mais sinto que a vida tem de mudar. Eu não preciso de dois terços das coisas que possuo. E mesmo este último terço é discutível. No fundo, e de modo consciente, ando a perder horas de vida por causa de três terços de coisas que não me trazem felicidade nenhuma. São só três tristes terços. E eu tenho muito mais porque decidi ter menos.
12/04/2013
dia de renascer
Um dia bom. Um dia extremamente bom. Um dia que acolheu acontecimentos suficientes para tornar boa uma vida inteira.
Nasceram dois bebés de duas mulheres que eu amo.
Nasceu ainda neste dia (ainda que há mais anos) a mãe da minha irmã de alma.
E casou uma das minhas amigas mais preciosas e bem guardadas.
Foi um dia em que tudo aconteceu em diferentes partes do mundo: Barcelona, Escócia, Moçambique e Áustria.
E aconteceu precisamente na altura em que, pela primeira vez em quatro meses, regressámos a casa.
Este dia vibrou e pulsou boas energias. Foi um dia para renascer, um dia de renovar.
E neste dia tão especial, enquanto tudo de tão bom acontecia, nós passeámos as duas.
Não fizemos muito mais. Hoje escolhemos ver a vida a acontecer.
Nasceram dois bebés de duas mulheres que eu amo.
Nasceu ainda neste dia (ainda que há mais anos) a mãe da minha irmã de alma.
E casou uma das minhas amigas mais preciosas e bem guardadas.
Foi um dia em que tudo aconteceu em diferentes partes do mundo: Barcelona, Escócia, Moçambique e Áustria.
E aconteceu precisamente na altura em que, pela primeira vez em quatro meses, regressámos a casa.
Este dia vibrou e pulsou boas energias. Foi um dia para renascer, um dia de renovar.
E neste dia tão especial, enquanto tudo de tão bom acontecia, nós passeámos as duas.
Não fizemos muito mais. Hoje escolhemos ver a vida a acontecer.
12/03/2013
12/02/2013
uma mercearia do tempo da minha avó
Estas tais lojas de outros tempos, com este cheiro a chocolate à chuva e a café acabado de moer.
Com um sorriso à tua espera atrás do balcão, que te serve os produtos em sacos de papel e arredonda o peso das coisas sempre em teu proveito.
São estes tais lugares que ligam esta terra à minha e que me fazem sentir em casa, numa linha do tempo em que o regresso a casa significa regressar aos braços de pessoas que já cá não estão.
Passear pelas ruas da cidade cheias de gente e de carros, cheiro a lareira e a castanha assada, o nariz frio, gorro, cachecol e luvas. Chegar à cintura da minha avó, ver tudo pela mão dela, através dos olhos dela, sempre sem pressa, sempre como se fosse a primeira vez.
Foram tantas as memórias, e tão boas.
Foi voltar aos meus sítios favoritos, aos meus cheiros predilectos, às personagens da minha história de outros dias.
E afinal era só uma mercearia que estava aqui, no caminho para casa.
Com um sorriso à tua espera atrás do balcão, que te serve os produtos em sacos de papel e arredonda o peso das coisas sempre em teu proveito.
São estes tais lugares que ligam esta terra à minha e que me fazem sentir em casa, numa linha do tempo em que o regresso a casa significa regressar aos braços de pessoas que já cá não estão.
Passear pelas ruas da cidade cheias de gente e de carros, cheiro a lareira e a castanha assada, o nariz frio, gorro, cachecol e luvas. Chegar à cintura da minha avó, ver tudo pela mão dela, através dos olhos dela, sempre sem pressa, sempre como se fosse a primeira vez.
Foram tantas as memórias, e tão boas.
Foi voltar aos meus sítios favoritos, aos meus cheiros predilectos, às personagens da minha história de outros dias.
E afinal era só uma mercearia que estava aqui, no caminho para casa.
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