E então, pela enésima vez, a vida confirmou-me que nunca, mas nunca, me deixa ficar mal.
Depois de escrever isto e de me recordar a mim mesma que quando as coisas nos correm mal é porque podem correr melhor se mudarmos de estratégia, eis que nos aparece, já confirmada, uma nova casa mil vezes melhor do que esta que nos estava a custar tanto conseguir. E com paredes, senhores, a nova casa tem paredes!
Story of my life: confiar, confiar e confiar mais um bocadinho. Na vida e nas suas respostas encobertas. Agradecer quando as coisas correm bem e confiar ainda mais quando não correm como eu gostaria.
Fazer o melhor que posso e sei, e entregar o resto às forças que desconheço.
O resto acontece. Simplesmente.
12/01/2013
11/29/2013
quero paredes!!
Malta chata é aquela que exige a cidadãos europeus empregados mundos e fundos para arrendar uma casa em Barcelona.
Para além de todas as garantias que oferecemos, só se quiserem um rim...
É que viver num T0 tem o seu encanto durante um mês ou dois. Depois disso, uma parede aqui e ali até que nem estava nada mal.
Excercício para o fim-de-semana: confiar na vida. Lembrar-me que ela só me leva para onde estiver o meu maior bem. Se essa casa não tiver de ser nossa, é porque há outra melhor à nossa espera.
Ou eu juro que mudo de ofício.
Para além de todas as garantias que oferecemos, só se quiserem um rim...
É que viver num T0 tem o seu encanto durante um mês ou dois. Depois disso, uma parede aqui e ali até que nem estava nada mal.
Excercício para o fim-de-semana: confiar na vida. Lembrar-me que ela só me leva para onde estiver o meu maior bem. Se essa casa não tiver de ser nossa, é porque há outra melhor à nossa espera.
Ou eu juro que mudo de ofício.
11/22/2013
Ó p'ra nós no Diário da Pikitim.
Foi inesperadamente que a Luisa, do Diário da Pikitim, me apareceu aqui no blog.
Quanta honra participar no seu projecto de ajudar a que famílias com crianças venham conhecer cidades estrangeiras!
Falámos-lhe um pouco de nós, fizemos um roteiro child-friendly e agora é esperar que a família Pikitim nos venha ver.
Para todos os que quiserem vir até Barcelona, estejam à vontade para me enviar mensagens se quiserem mais indicações. Podem usar a nossa página do facebok para o efeito ou o e-mail que está no meu perfil. Até já!
Quanta honra participar no seu projecto de ajudar a que famílias com crianças venham conhecer cidades estrangeiras!
Falámos-lhe um pouco de nós, fizemos um roteiro child-friendly e agora é esperar que a família Pikitim nos venha ver.
Para todos os que quiserem vir até Barcelona, estejam à vontade para me enviar mensagens se quiserem mais indicações. Podem usar a nossa página do facebok para o efeito ou o e-mail que está no meu perfil. Até já!
AVISO DE ÚLTIMA HORA
Warning: Não usar champôs da Garnier. Para além de, em, três lavagens, passarem de um look cool a lambidas-por-uma-vaca style, ainda correm o risco de perder o dedo mindinho da mão direita.
Depois não digam que ninguém vos avisou.
Depois não digam que ninguém vos avisou.
11/21/2013
Truques para sobre-viver: uma última nota sobre a negatividade alheia
Li isto agora mesmo, e dei o assunto como arrumado, dentro e fora de mim.
Pessoas negativas tendem a fazer-te sentir culpad@ pela miséria emocional onde vivem, e dás por ti a aguentar 1001 coisas para näo piorar a vida delas. Experimenta dizer como te sentes a uma pessoa assim, e cairá o Carmo e a Trindade e fará com que te sintas a pior pessoa à face da terra.
Pessoas negativas gostam de se fazer de frágeis, e fazem com que penses que a mínima confrontaçäo as vai derrubar, que näo väo aguentar. E castigam-te. E punem-te. E fazem tudo e mais umas botas para que venhas a pedir desculpa por uma culpa que näo sentes.
Mas, por outro lado, uma pessoa negativa tem sempre uma palavra a dizer sobre tudo, sobretudo sobre os outros, e näo tem filtros, e acerta onde e quando mais te dói.
Mas, como já sabes, as pessoas negativas näo väo aguentar uma resposta.
E por isso, as mais das vezes, ficas calad@.
É tudo, no fundo, um grande jogo de manipulaçäo.
A negatividade é uma escolha. Quem a quiser, que lide com ela.
A minha única responsabilidade neste mundo é ser feliz.
http://www.alternet.org/personal-health/14-habits-highly-miserable-people
11/18/2013
carpas.
Ontem fomos comer a um restaurante que tem um lago cheio de carpas, um peixe com bigodes mais carente que o raio.
Assim que a Bel se debruçava vinham às dezenas com o rabo a abanar em modo cão e aquela boca a aspirar sei lá que partículas. A Bel delirava, dava-lhes festinhas e falava com elas numa língua que deve ser comum às duas espécies (carpas e bebés). Desde então que não fala noutra coisa. 'O pêxe?', 'ah pêxe mãe?' ...
Há pouco estava super entretida a desenhar nos joelhos (a Bel, não eu) quando de repente deixa cair a caneta no chão e me olha com uns olhos horrorizados, como nunca os tinha visto.
Isabel que foi?
E ela nada. Os olhos cada vez mais abertos, as sobrancelhas mais franzidas, os cantos da boca a descair e o lábio inferior a tremelicar.
Comecei a ficar assustada.
Que foi filha? Fala com a mãe! (disse primeiro de mansinho, depois num tom meio histérico a pensar quem e o quê lhe terão feito para estar nestes preparos).
Ah pêxe mãe! Nã tem nariz!
.......
Volta Jacques Cousteau. A minha casa precisa de ti.
Chris Argyris
Chris Argyris faleceu ontem. Foi dos primeiros autores que conheci na faculdade, e dos que mais me aguçaram a curiosidade naquela fase inicial da minha vida académica.
Um dos seus papers que mais gostei chama-se "Teaching smart people how to learn", que podem ler aqui.
Conceitos como single e double loop learning, espoused theories e theories-in-use fizeram-me olhar de outra forma para o modo como obtenho, processo e aplico a informação, e ainda que existem diferenças entre o que eu penso que faço e o que faço na realidade.
Os seus papers sao fáceis e extremamente interessantes de ler e, embora se foquem no panorama organizacional, podem totalmente adaptar-se a um nível individual.
Há vários artigos que podem ser lidos gratuitamente na net.
Fica a ideia.
Um dos seus papers que mais gostei chama-se "Teaching smart people how to learn", que podem ler aqui.
Conceitos como single e double loop learning, espoused theories e theories-in-use fizeram-me olhar de outra forma para o modo como obtenho, processo e aplico a informação, e ainda que existem diferenças entre o que eu penso que faço e o que faço na realidade.
Os seus papers sao fáceis e extremamente interessantes de ler e, embora se foquem no panorama organizacional, podem totalmente adaptar-se a um nível individual.
Há vários artigos que podem ser lidos gratuitamente na net.
Fica a ideia.
11/17/2013
O inverno dos países quentes
Ontem começou o inverno em Barcelona. Chuva, vento, frio, ruas desertas. Hoje, pelo menos dois espectáculos cancelados. Adeus concurso de tortilhas. Até para o ano bailes de sardenha. Faz frio. E chove. E as pessoas dos países quentes não sabem conviver com o frio.
E eu pergunto a esta terra para que servem os chapéus de chuva e os casacos.
E esta terra responde-me que as tortilhas não se comem molhadas e que dançar à chuva só em musicais americanos.
E eu pergunto a esta terra para que servem os chapéus de chuva e os casacos.
E esta terra responde-me que as tortilhas não se comem molhadas e que dançar à chuva só em musicais americanos.
11/16/2013
Mescladís
É um café numa praça cheia de sol onde param músicos de cá e lá, há comida local e uma atmosfera muito positiva. Está decorado com objectos interessantes, brinquedos antigos e revistas de outros tempos. Mas é mais do que isto. O Mescladís também é um projecto muito digno, sem fins lucrativos, de inserção social e laboral de emigrantes e exilados que tiveram de sair dos seus países de origem. O Mescladís faz a ponte entre a vida velha e a vida nova de centenas de pessoas. É um símbolo de esperança e de vontade. E nós adoramos lá ir.
http://www.mescladis.org/es/
http://www.mescladis.org/es/
11/13/2013
da negatividade
Muitas vezes, e por vezes mais vezes que as vezes que gostava, tenho de lidar com pessoas negativas.
Andava eu a digerir alguma dessa negatividade quando apareceram no meu caminho, e quase de seguida, estas duas mensagens:
1 - Negativity is born in the gap where love has been excluded. Gaps occur in places where we are afraid to see ourselves
(e percebi como devo entender o outro)
2 - Compassion corrects the illusion of the separate self and is the doorway to healing (wholeness)
(e percebi como posso sentir o outro)
De repente, tudo ficou mais leve. O mundo anda cheio de todo o tipo de energias.
Segundo o Darwin, sobrevive sempre o mais forte.
E as mais fortes sao as boas.
So podem ser as boas.
Andava eu a digerir alguma dessa negatividade quando apareceram no meu caminho, e quase de seguida, estas duas mensagens:
1 - Negativity is born in the gap where love has been excluded. Gaps occur in places where we are afraid to see ourselves
(e percebi como devo entender o outro)
2 - Compassion corrects the illusion of the separate self and is the doorway to healing (wholeness)
(e percebi como posso sentir o outro)
De repente, tudo ficou mais leve. O mundo anda cheio de todo o tipo de energias.
Segundo o Darwin, sobrevive sempre o mais forte.
E as mais fortes sao as boas.
So podem ser as boas.
11/12/2013
fazer
Fazer o que se quer. Fazer o que se sente. Ir ao sabor do vento. Gostar de conforto e ainda mais do desafio. Ler sinais. Ouvir a voz interior. Seguir sonhos e intuições. Contradizer a racionalidade. Relativizar as expectativas alheias. Saber quem somos. Não saber para onde vamos. Amar muito. Amar descalço. Amar à chuva. Não ter medo do desapego nem de deixar ir quem tem de ir. Ter ambições. Ter humildade. E viver com a certeza de que um dia, quando formos velhos, é através das memórias que vamos gozar a vida.
Viver para que valha a pena recordar. Creio que deve ser mais ou menos isto.
Viver para que valha a pena recordar. Creio que deve ser mais ou menos isto.
11/06/2013
era uma vez uma diva, #8
Era uma vez uma diva, que era tão diva, tão diva, tão diva, que...
Dada a oportunidade de escolher a sua primeira mala de viagem, ao invés de optar por uma que fosse fácil de carregar, escolheu uma mala que a carregasse a ela.
Diva que é diva não carrega.
Dada a oportunidade de escolher a sua primeira mala de viagem, ao invés de optar por uma que fosse fácil de carregar, escolheu uma mala que a carregasse a ela.
Diva que é diva não carrega.
10/29/2013
era uma vez uma diva, #7
Nova mania: acessórios.
Uma mania engraçada sobretudo quando quer óculos de sol para ir jantar, um colar de flores havaianas para ir para a creche ou calças na cabeça a fazer de orelhas. Tudo bem. Sê criativa e enfeita-te. A mãe aprova. O que importa é que estejas feliz.
O dark side é quando vê os meus acessórios e os quer. Exige.
São uns fashion cravings quaisquer que lhe andam a dar todas as manhãs, no elevador.
Hoje foi o meu cachecol, amanhã o que será?
Uma mania engraçada sobretudo quando quer óculos de sol para ir jantar, um colar de flores havaianas para ir para a creche ou calças na cabeça a fazer de orelhas. Tudo bem. Sê criativa e enfeita-te. A mãe aprova. O que importa é que estejas feliz.
O dark side é quando vê os meus acessórios e os quer. Exige.
São uns fashion cravings quaisquer que lhe andam a dar todas as manhãs, no elevador.
Hoje foi o meu cachecol, amanhã o que será?
10/28/2013
estranhos
Fotos antigas num mercado de antiguidades.
Imagens com gente dentro, com vidas de outros tempos.
Outras classes e outros costumes. Outras épocas.
Eu podia passar horas a ver fotos antigas de estranhos.
São viagens gratuitas e privilegiadas.
É ir num pé e vir no outro até um tempo que existiu quando ainda eu não era gente.
Imagens com gente dentro, com vidas de outros tempos.
Outras classes e outros costumes. Outras épocas.
Eu podia passar horas a ver fotos antigas de estranhos.
São viagens gratuitas e privilegiadas.
É ir num pé e vir no outro até um tempo que existiu quando ainda eu não era gente.
10/24/2013
hoje não.
Chateia-me, irrita-me e entristece-me profundamente:
Sair de Portugal e estar a pagar facturas mensais de 50 euros por uma electricidade que não uso.
Ter de mudar o catalisador do carro por um alegado consumo de gasolina low cost que nunca pus (diz o mecânico, em portugal)
Pagar a uma senhora para ir 'arejar' a casa mensalmente e a casa estar sempre fechada (em portugal)
Receber contas da optimus com valores injustificados para quem tem o telemóvel desligado (em portugal)
E a lista continua...
Portugal rouba-me até à distância.
É um país que eu amo mas que me suga as energias até ao tutano.
E não, a culpa não é do país. A culpa é deste sistema corrupto que se instalou que começa nas grandes corporações e termina na raia miúda, que acha que tem de enganar os outros para pôr o pão na mesa.
A culpa não é só dos políticos, a culpa não é só dos bancos.
A culpa começa e acaba em todos aqueles que se apropriam dos bens alheios para alargar a sua propriedade pessoal.
Eu e Portugal estamos zangados.
Eu ou ele, um dos dois vai ter de mudar... Que isto as boas relações crescem da confiança mútua.
E eu detesto que me mexam nos bolsos. Manias minhas...
Sair de Portugal e estar a pagar facturas mensais de 50 euros por uma electricidade que não uso.
Ter de mudar o catalisador do carro por um alegado consumo de gasolina low cost que nunca pus (diz o mecânico, em portugal)
Pagar a uma senhora para ir 'arejar' a casa mensalmente e a casa estar sempre fechada (em portugal)
Receber contas da optimus com valores injustificados para quem tem o telemóvel desligado (em portugal)
E a lista continua...
Portugal rouba-me até à distância.
É um país que eu amo mas que me suga as energias até ao tutano.
E não, a culpa não é do país. A culpa é deste sistema corrupto que se instalou que começa nas grandes corporações e termina na raia miúda, que acha que tem de enganar os outros para pôr o pão na mesa.
A culpa não é só dos políticos, a culpa não é só dos bancos.
A culpa começa e acaba em todos aqueles que se apropriam dos bens alheios para alargar a sua propriedade pessoal.
Eu e Portugal estamos zangados.
Eu ou ele, um dos dois vai ter de mudar... Que isto as boas relações crescem da confiança mútua.
E eu detesto que me mexam nos bolsos. Manias minhas...
10/14/2013
quando as paredes confessam, #2
Ás vezes pergunto-me como é que numa sociedade civilizada e a transbordar de opções ainda se colocam questões como esta.
O inverno está a bater à porta. Na nossa casa, a crueldade fica do lado de fora.
O inverno está a bater à porta. Na nossa casa, a crueldade fica do lado de fora.
10/13/2013
comunidade à mão de semear.
No meio de um quarteirão cheio de prédios há uma rua, que podia ser só uma rua de passagem, sub-aproveitada como tantas outras. Mas nesta não. Os vizinhos juntaram-se e construiram um pedaço de campo mesmo no centro da cidade. Um pouco de terra, sementes, água e boa-vontade. Comunidade, uma vez mais. E o resto cresce por si.
10/11/2013
Quando as paredes confessam, #1
Barcelona está cheia de reivindicações. De mensagens. De lutas.
São pessoas com vontade. Com opiniões. Com tomates (seja lá o que isso for).
E eu vou começar a partilhar aqui convosco as mensagens e imagens que me fizerem sentido.
O próximo passo é ir eu pintar paredes :-)
São pessoas com vontade. Com opiniões. Com tomates (seja lá o que isso for).
E eu vou começar a partilhar aqui convosco as mensagens e imagens que me fizerem sentido.
O próximo passo é ir eu pintar paredes :-)
10/09/2013
truques simples para reconhecer um bom pai, #1
Sabes que, provavelmente, tens um dos melhores pais do mundo quando a meio de um dia de trabalho intenso recebes no mail um auto-retrato igual a este.
E é nessa altura que percebes como a vida está a mudar.
Há 20 anos atrás era eu que interrompia o dia de trabalho dele com caretas semelhantes.
E é nessa altura que percebes como a vida está a mudar.
Há 20 anos atrás era eu que interrompia o dia de trabalho dele com caretas semelhantes.
(para que fique claro o meu pai é bem bonito e não tem a cara amarfanhada como esta.
Anda é a descobrir truques malucos no ipad).
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