Já tentei muitas técnicas. Comprei livrinhos com os números, vimos vídeos no youtube, experimentámos com objectos lá de casa. A fórmula que teve mais sucesso foi ao ar livre, de modo espontâneo, no meio das árvores.
Vamos contar sementes? Vamos.
Vamos desenhar as nossas emoções? Vamos.
Não admira que os (não)métodos da educação livre tenham tanto sucesso junto das crianças. Amanhã vamos desenhar letras na areia da praia.
1/05/2015
12/26/2014
confissões de uma mulher de (quase) trinta
Estou a chegar aos 30. Faltam 2 dias. Durante os meus 20 anos muitas vezes me perguntei como me sentiria hoje, em vésperas de ser trintona.
A verdade é que me sinto eu. Não me sinto cansada, abatida, frouxa ou descaída. Mentalmente falando, nunca estive tão tonificada e sintonizada com aquilo a que chamam "a nossa essência".
Agora, sejamos sinceras. Se dá uns arrepios na espinha, pensar que se abandona os 20 para sempre? Dá.
Se mete medo pensar que o mercado de trabalho é mais complicado aos 30 (sobretudo quando se é mulher e mãe)? Mete.
Se se tem vontade de adiar a trintandade mais uns anos até ter a vidinha toda organizada? Tem-se.
Mas depois olho para trás e penso que já vivi muito, caramba. Já vivi mais do que alguma vez imaginaria viver em 30 anos.
Amei, desamei, desafiei-me, fiz uma mão cheia de amigos para sempre, fortaleci laços com a família que acabaram por me fortalecer a mim, perdi pessoas que julgava impossível viver sem, fiz disparates, muitos, fiz coisas boas, muitas, aprendi lições, bastantes, vivi em três países, plantei flores, perdi o medo do desconhecido, em tempos adoptei uma cadela e 5 gatos, tive uma filha, casei, deixei de comer carne, voltei a comer carne, compus uma canção, desisti de ir ao ginásio dezenas de vezes e roguei-me pragas pelo dinheiro mal gasto nas inscrições; pintei quadros, percebi que gosto é de arte mas estou a acabar um doutoramento em gestão, aceitei que posso fazer coisas diferentes daquelas que pulsam em mim, questionei-me e à vida que criei, aprendi a viver longe das pessoas que me são queridas, aprendi a distinguir entre as pessoas que me regam das que me tapam o sol, quis crescer e ser mais inteira, entendi que tudo o que me acontece reflecte as minhas crenças sobre o mundo e então decidi, por via das dúvidas, acreditar que o mundo é um lugar bonito e seguro. Até agora tem resultado.
Venham mais trinta.
A verdade é que me sinto eu. Não me sinto cansada, abatida, frouxa ou descaída. Mentalmente falando, nunca estive tão tonificada e sintonizada com aquilo a que chamam "a nossa essência".
Agora, sejamos sinceras. Se dá uns arrepios na espinha, pensar que se abandona os 20 para sempre? Dá.
Se mete medo pensar que o mercado de trabalho é mais complicado aos 30 (sobretudo quando se é mulher e mãe)? Mete.
Se se tem vontade de adiar a trintandade mais uns anos até ter a vidinha toda organizada? Tem-se.
Mas depois olho para trás e penso que já vivi muito, caramba. Já vivi mais do que alguma vez imaginaria viver em 30 anos.
Amei, desamei, desafiei-me, fiz uma mão cheia de amigos para sempre, fortaleci laços com a família que acabaram por me fortalecer a mim, perdi pessoas que julgava impossível viver sem, fiz disparates, muitos, fiz coisas boas, muitas, aprendi lições, bastantes, vivi em três países, plantei flores, perdi o medo do desconhecido, em tempos adoptei uma cadela e 5 gatos, tive uma filha, casei, deixei de comer carne, voltei a comer carne, compus uma canção, desisti de ir ao ginásio dezenas de vezes e roguei-me pragas pelo dinheiro mal gasto nas inscrições; pintei quadros, percebi que gosto é de arte mas estou a acabar um doutoramento em gestão, aceitei que posso fazer coisas diferentes daquelas que pulsam em mim, questionei-me e à vida que criei, aprendi a viver longe das pessoas que me são queridas, aprendi a distinguir entre as pessoas que me regam das que me tapam o sol, quis crescer e ser mais inteira, entendi que tudo o que me acontece reflecte as minhas crenças sobre o mundo e então decidi, por via das dúvidas, acreditar que o mundo é um lugar bonito e seguro. Até agora tem resultado.
Venham mais trinta.
12/16/2014
12/14/2014
a morte aos olhos dela
I. a tentar perceber o que é a morte (na sequência dos pré-finais trágicos de quase todas as princesas):
I.- Mas a princesa morre e acaba-se?....
Morrer é acabar? Fecha os olhos?
... Então não há "depois"?
I.- Mas a princesa morre e acaba-se?....
Morrer é acabar? Fecha os olhos?
... Então não há "depois"?
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