Já conhecia a idade dos porquês. Ninguém me avisou da idade do "que é ito?", que antecedeu a dos porquês uns meses. Ambas foram fáceis e até divertidas.
Quando pensei que estas fases acabavam e finalmente começaríamos a ter viagens casa-escola normais, tipo a falar como gente incluindo assuntos do dia, "o que comeste?" e outros que tais, eis que me aparece a idade do "e depois?".
A pior. É verdade, a idade do "e depois?" é só mais horrível de sempre no sentido em que, ao contrário da dos porquês (que tantas vezes nos confronta com a nossa própria ignorância em relação aos aspectos mais triviais do dia-a-dia) a idade do "e depois?" nos confronta com a nossa imensa previsibilidade e rotina mecanicista.
Senão vejamos:
Onde vamos mãe?
Para a escola
"e depois?"
Vais brincar muito, estar com os teus amigos
"e depois?"
Às 4h30 a mãe vai-te buscar.
"e depois?"
Vamos ao parque
"e depois?"
Vamos para casa, tomar banho, brincar, jantar, já sabes...
"e depois?"
Então, depois vais dormir...
"e depois?"
Acordas. Tomas o pequeno almoço
"e depois?"
Depois vamos para a escola
"e depois?"
Vais brincar muito, estar com os teus amigos
ôta vez?
Pois é.
2/17/2015
2/15/2015
E tu, que fazes Rita?
Ainda estou a tentar digerir esta semana que passou.
Festas de carnaval, dia dos namorados e sexta-feira treze condensados em meia dúzia de dias chegam a doer. Sobretudo para quem não é particularmente fã de festividades que envolvam corações e gatos pretos. À parte disso continuo saudável e viva, com muitos pontos de interrogação sobre practicamente todos os aspectos da minha vida, que isto de chegar aos trinta não nos torna mais sábios... Estar em fase de transição é isso, muitas possibilidades, poucas certezas. Um dia de cada vez. Só por hoje peço serenidade para nunca tomar decisões baseadas em emoções erradas- que me guiem os sonhos e nunca os medos.
Festas de carnaval, dia dos namorados e sexta-feira treze condensados em meia dúzia de dias chegam a doer. Sobretudo para quem não é particularmente fã de festividades que envolvam corações e gatos pretos. À parte disso continuo saudável e viva, com muitos pontos de interrogação sobre practicamente todos os aspectos da minha vida, que isto de chegar aos trinta não nos torna mais sábios... Estar em fase de transição é isso, muitas possibilidades, poucas certezas. Um dia de cada vez. Só por hoje peço serenidade para nunca tomar decisões baseadas em emoções erradas- que me guiem os sonhos e nunca os medos.
2/11/2015
Dias bons.
Nasceu mais um bebé que vou querer cuidar até ao fim dos meus dias. Eu sempre tive a impressão que o papel dos adultos é cuidar de todos os bebés; Não se pode ignorar um bebé que chora, não se nega colo a uma criança que o pede. Seja nossa, ou não.
Mas depois há crianças que parece que são mesmo nossas, porque nasceram de pessoas que também somos nós. Não são necessariamente família, como a concebemos, não partilhamos código genético nem ascendências espalhadas. São nossas por motivos mais inteiros. Porque nasceram de quem nunca nos abandonou, de quem nós soubemos ser nosso no primeiro encontro, de quem nos fez rir, chorar, questionar, de quem não nos deixa duvidar da nossa força, de quem sabe do que a nossa luta é feita. Esses bebés não são só bebés. São parte do nosso clã, do nosso sopro, são a nossa vida. São nossa responsabilidade também. Por isso, meu A., conta connosco para desbravar caminho e pisar solo firme. Temos todos os abraços deste mundo para te dar.
Mas depois há crianças que parece que são mesmo nossas, porque nasceram de pessoas que também somos nós. Não são necessariamente família, como a concebemos, não partilhamos código genético nem ascendências espalhadas. São nossas por motivos mais inteiros. Porque nasceram de quem nunca nos abandonou, de quem nós soubemos ser nosso no primeiro encontro, de quem nos fez rir, chorar, questionar, de quem não nos deixa duvidar da nossa força, de quem sabe do que a nossa luta é feita. Esses bebés não são só bebés. São parte do nosso clã, do nosso sopro, são a nossa vida. São nossa responsabilidade também. Por isso, meu A., conta connosco para desbravar caminho e pisar solo firme. Temos todos os abraços deste mundo para te dar.
2/10/2015
quando eu for grande
Nesse terreno, grande ou pequeno, vamos ter toda a verdade do mundo escrita no vento. Não precisaremos de livros, de vídeos, ninguém terá de nos contar. Nessa imensidão sem paredes descobriremos o que nos tornará real e intrinsicamente feliz. Por nós mesmos. E só então cresceremos. Devagar e sem filtros.
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