Ontem vieram os avós visitar toda a família a Barcelona.
Uma festa, muitos beijinhos, muitas prendinhas, uma caixa de plasticina, outra da Peppa Pig cheia de chocolates (depois mando a conta do dentista, avós...).
Fomos jantar, as prendas ficaram no quarto. Bel acaba de jantar primeiro, ai que come tão bem e tão depressa, rica menina, limpa bem a boca.
"Vou brincar" "vai filha, a mãe já vai ter contigo".
Matar saudades, como está a família?, passa aí o sal, ai que está tudo tão bom, onde é que anda a Bel?
Silêncio.
O quarto.
Sentada na cama - refastelada - Boca cheia. Caixa de chocolates vazia.
Bel!!!! O que é isto???
-Ito é um poblema, mãe.
2/26/2015
2/20/2015
2/17/2015
Idade do "e depois?"
Já conhecia a idade dos porquês. Ninguém me avisou da idade do "que é ito?", que antecedeu a dos porquês uns meses. Ambas foram fáceis e até divertidas.
Quando pensei que estas fases acabavam e finalmente começaríamos a ter viagens casa-escola normais, tipo a falar como gente incluindo assuntos do dia, "o que comeste?" e outros que tais, eis que me aparece a idade do "e depois?".
A pior. É verdade, a idade do "e depois?" é só mais horrível de sempre no sentido em que, ao contrário da dos porquês (que tantas vezes nos confronta com a nossa própria ignorância em relação aos aspectos mais triviais do dia-a-dia) a idade do "e depois?" nos confronta com a nossa imensa previsibilidade e rotina mecanicista.
Senão vejamos:
Onde vamos mãe?
Para a escola
"e depois?"
Vais brincar muito, estar com os teus amigos
"e depois?"
Às 4h30 a mãe vai-te buscar.
"e depois?"
Vamos ao parque
"e depois?"
Vamos para casa, tomar banho, brincar, jantar, já sabes...
"e depois?"
Então, depois vais dormir...
"e depois?"
Acordas. Tomas o pequeno almoço
"e depois?"
Depois vamos para a escola
"e depois?"
Vais brincar muito, estar com os teus amigos
ôta vez?
Pois é.
Quando pensei que estas fases acabavam e finalmente começaríamos a ter viagens casa-escola normais, tipo a falar como gente incluindo assuntos do dia, "o que comeste?" e outros que tais, eis que me aparece a idade do "e depois?".
A pior. É verdade, a idade do "e depois?" é só mais horrível de sempre no sentido em que, ao contrário da dos porquês (que tantas vezes nos confronta com a nossa própria ignorância em relação aos aspectos mais triviais do dia-a-dia) a idade do "e depois?" nos confronta com a nossa imensa previsibilidade e rotina mecanicista.
Senão vejamos:
Onde vamos mãe?
Para a escola
"e depois?"
Vais brincar muito, estar com os teus amigos
"e depois?"
Às 4h30 a mãe vai-te buscar.
"e depois?"
Vamos ao parque
"e depois?"
Vamos para casa, tomar banho, brincar, jantar, já sabes...
"e depois?"
Então, depois vais dormir...
"e depois?"
Acordas. Tomas o pequeno almoço
"e depois?"
Depois vamos para a escola
"e depois?"
Vais brincar muito, estar com os teus amigos
ôta vez?
Pois é.
2/15/2015
E tu, que fazes Rita?
Ainda estou a tentar digerir esta semana que passou.
Festas de carnaval, dia dos namorados e sexta-feira treze condensados em meia dúzia de dias chegam a doer. Sobretudo para quem não é particularmente fã de festividades que envolvam corações e gatos pretos. À parte disso continuo saudável e viva, com muitos pontos de interrogação sobre practicamente todos os aspectos da minha vida, que isto de chegar aos trinta não nos torna mais sábios... Estar em fase de transição é isso, muitas possibilidades, poucas certezas. Um dia de cada vez. Só por hoje peço serenidade para nunca tomar decisões baseadas em emoções erradas- que me guiem os sonhos e nunca os medos.
Festas de carnaval, dia dos namorados e sexta-feira treze condensados em meia dúzia de dias chegam a doer. Sobretudo para quem não é particularmente fã de festividades que envolvam corações e gatos pretos. À parte disso continuo saudável e viva, com muitos pontos de interrogação sobre practicamente todos os aspectos da minha vida, que isto de chegar aos trinta não nos torna mais sábios... Estar em fase de transição é isso, muitas possibilidades, poucas certezas. Um dia de cada vez. Só por hoje peço serenidade para nunca tomar decisões baseadas em emoções erradas- que me guiem os sonhos e nunca os medos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)