7/31/2013

#10



Era o tempo em que era inequivocamente ELE quem saía para ir buscar pizza (e provavelmente escolhia os sabores e o tamanho), enquanto a família ficava em casa, de sentinela, à espera

OU

ELA tinha a sorte de ter esta farinha em casa e aí, claro, era ela que cozinhava e até podia escolher os ingredientes (que benção!).


7/30/2013

Bolo de limão e sementes de papoila


Sábado à noite, toda a gente sabe, é dia de sair com os amigos. Agora que temos uma nova amiga (aka filha) são os amigos que saem para nossa casa, e ajudam-nos a não sentir saudades do tempo em que as noites do fim-de-semana não eram iguais às noites de segunda-feira. Como se o facto de fazerem uma viagem de 50km para nos ver não bastasse, muitas vezes ainda trazem comidinhas caseiras para nos alegrar o serão. É o caso da Lili, que nunca vem de mãos a abanar. Desta vez trouxe um bolo de limão e sementes de papoila que é só dos melhores que já comi. Fica a receita e as fotos, que, por terem sido tiradas à noite, não são das melhores (mas o bolo é!).



250gr de manteiga sem sal

250gr de açúcar amarelo

4 ovos grandes

2 limões

275gr de farinha de trigo com fermento

1 colher de chá de fermento em pó

150ml de leite

75gr de sementes de papoila

Aquece-se o forno a 180º. Unta-se uma forma com manteiga e forra-se com papel vegetal.

Bate-se a manteiga com o açúcar até obter uma mistura cremosa. Adicionam-se os ovos, um a um, batendo sempre, e depois mistura-se as raspas e o sumo dos 2 limões. Junta-se então a farinha e o fermento e mexe-se só o suficiente para ficar tudo bem misturado. Acrescenta-se então o leite e as sementes de papoila, deita-se a mistura na forma e alisa-se para ficar nivelado (o tamanho ideal são as formas de 23cm. Leva-se ao forno por 45min, ou até crescer e ficar douradinho. Está pronto. Ao ataque!

 
 





7/29/2013

Saia ou vestido?

De entre as várias coisas que guardei da minha avó estava uma saia. Era azul às riscas (tecido tipo camisa de homem) com botões à frente, comprimento abaixo dos joelhos.
A verdade é que nunca usei e estava para aqui, como tantas outras coisas que guardei dela, fechada num saco, sem trazer nada de novo ao mundo. Mas tive a sorte de conhecer uma pessoa muito especial que se ofereceu a ajudar-me a dar nova vida aos tantos panos, tecidos e roupas que me são tão queridos mas, no seu estado original, me servem de tão pouco.
Então, fica aqui a primeira transformação- a saia é agora um vestido para a Bel. Sim, a saia que tapava as pernocas da minha avó, agora veste o corpo da minha filha.
É a regra dos 3 R's: reciclar, reutilizar e... raparigar.




7/26/2013

Estes dois amigos

Hoje reencontrei alguém. Ele é O amigo que conheci no mesmo ano em que conheci A amiga. Estes AMIGOS não os vejo quase nunca. Ela mora noutro país, ele mora noutro mundo.

São pessoas com as quais fico meses sem falar.
Não sei como se vestem, o que calçam, se usam óculos ou chapéu.

Já não conheço os seus hábitos nem sei que música ouvem.

Estive com ela a semana passada, ao fim de mais de um ano sem nos vermos.

Hoje falei com ele, depois de o ter visto, por acaso, à entrada de um teatro, ainda a Bel estava em gestação.

É como se, ciclicamente, houvesse um tempo para o reencontro. 

Há algo mágico comigo e com estes dois seres.
É como se nunca nos chegássemos a separar.
É como se nunca tivesse havido um tempo em que não sabíamos quem o outro era.
É como se viessemos do mesmo lado.
É como se andássemos lado a lado. Mesmo separados, com vidas tão diferentes.

Eu acredito em almas gémeas. E sei que as almas gémeas não têm de se relacionar romanticamente. Sei que não têm de ser iguais, mas que vêm lá do mesmo espasmo de vida, da mesma barrigada de seres que têm uma missão parecida e lições semelhantes a aprender. São mais que irmãos ou laços sanguíneos. É uma coisa que vem de dentro e que vibra e pulsa e se reencontra num reconhecimento de um qualquer fenómeno que a ciência ainda não descobriu.

Eu tenho muita sorte em ter (e saber onde andam) as minhas duas almas gémeas nesta vida.
toda a gente devia saber onde anda(m) a(s) sua(s).


E já agora, e antes que me esqueça (como em todos os outros anos) parabéns Jadir!



7/25/2013

Pesto de verão (agrião e gengibre)

Lembram-se desta receita de pesto?
É óptima, maravilhosa, mas com este calor às vezes é pesada de mais.

A receita de hoje é o substituto ideal, basta trocar o manjericão por agrião, as nozes e pinhões por amêndoas (podem ser tostadas ou não) e juntar uma colher de sopa de gengibre ralado.
Já experimentei numa salada fria de massa (com tomate, mozzarela, courgete e tofu) e hoje vou usar para barrar salmão grelhado.

Tudo o que precisa é de imaginação e uma gotas de limão no fim. Até a Bel lambeu os dedos. Heaven. Vão por mim.


7/23/2013

Barcelona

A parte do mundo onde tudo acontece com mais força. dias que duram mais que meses. Dois pratos ao almoço. Catalães, mais que espanhóis. Calor de manha. De tarde. À noite. Metro cheio. Si us plaus. Varandas que não acabam. Os barcos. A praia. As ramblas. Duas línguas, uma nação, diversidade. Arte. Cultura. Mexicanos. Emigrantes ilegais. Homens estatua. As rectas do Picasso. As ondas de GAudí. Muitos filhos, muita gente, esplanadas cheias à noite. Arroz a la cubana. Bairro gótico. Os amigos mais que amigos. Estar em casa. Barcelona. A nossa próxima paragem.

7/18/2013

BCN

O blog está em Barcelona. Veio num mix de lazer e trabalho.
Fez uma interrupção para dizer que está bem, mas ocupado demais a comer tapas e a aprender catalão (e outras coisas mais técnicas que não interessam nada) e é por isso que não vos vê há tanto tempo.  Manda dizer que volta em breve, com novidades boas e já cheio de saudades.

Até para a semana minha gente =)

7/10/2013

#9


Nesta época... ou eras dona de casa, ou eras revendedora da avon (ou de tupperwares). Também podias ser professora ou enfermeira mas, nesse caso, não era bem visto constituires família.



7/08/2013

era uma vez uma diva, #4

Era uma vez uma diva, que era tão diva, tão diva, tão diva que...

Ao passear-se pela fresca ao fim da tarde, ordena peremptória de nariz empinado, a toda e qualquer coisa que ouse esbarrar-se no seu caminho (incluindo adultos, arbustos e árvores centenárias que obviamente já lá estavam antes): XAI! (ou sai!, em português de gente grande)




7/04/2013

#8




    Esta é para o Portas e para o Seguro.
    Diz o meu avô que os dois juntos ainda vão dar que falar. Como estes, deste anúncio.





7/01/2013

Era uma vez uma diva, #3

Era uma vez uma diva, que era tão diva, tão diva, tão diva que...

...feita a proeza do uso apropriado do bacio pela primeira vez na sua vida, depara-se, chocada, com a falta de graciosidade daquilo que lá deixou e corre pela casa aos guinchos, enquanto nega veementemente ser ela a sua fonte de proveniência.

um dia não numa vida sim.

Um dia chato. Daqueles mesmo chatinhos. Em que as coisas não nos correm como esperávamos e tremelicam-nos as certezas e a auto-confiança.
Mas se cheia de penas me deito... com chocolate me a'levantoooo...
Ainda faço um modelo sobre os efeitos do cacau nas crenças de auto-eficácia.
Até lá vou contra-produzir para o adelgaçamento das minhas ancas.
(E lembrar-me que a minha vida é, em toda a sua plenitude, nada mais nem nada menos do que a vida que eu escolhi.) 
See you tomorrow world.