12/22/2013
closed.
Volto brevemente, assim que calhar.
Agora é altura de parar, olhar para o ano que passou e abraçar o ano que aí vem, viver o espírito da época e disfrutá-lo através dos olhos da minha filha.
É altura de ir andar pelo Chiado, ver as luzes de Natal, ouvir as canções da estação e comer até não poder mais.
Até lá sejam bons uns para outros e para mim em especial =)
UM BOM NATAL MINHA GENTE!!!
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cochichos
12/18/2013
OH MY BLOG! Na minha mercearia
O 'Na minha mercearia'
(http://naminhamercearia.blogspot.com) é um dos blogs que mais me enternece.
Descobri-o quando estava grávida e lembro-me de o devorar desde o post desse dia
até ao inaugural. Começou por ser sobre a aventura de uma mãe que era
engenheira e largou a segurança de uma profissão que todos elogiavam para
reabrir a taberna/mercearia do avô, onde também foi criada. Depois? Depois
foi tudo uma grande aventura, a abertura da mercearia (onde nós tivemos o
prazer de estar), as peripécias que por lá se passaram, os contratempos das obras,
a magia de ser mãe, a re-descoberta da vida no campo, a liberdade das terças
feiras, as comidas vegetarianas, yoga, passeios, natureza e muita paz. Mas não
pensem que a Belinda é só isto. Ela vale por muitas, e também criou o Belinda
Sai de Moda, onde fala sobre modas e desmodas, recuperar roupas antigas, óculos
Jon Lenon e outros que tais. A Belinda tão depressa vai a um retiro como veio a Lisboa ao concerto da Rihana (embora se tenha arrependido mais tarde). E isto eu adoro, ser-se eclético e viver os vários mundos para além do nosso, afinal há tantas e tão boas maneiras de se ser feliz.
Para mim, este é um blog sobre uma grande viagem.
A viagem de uma mulher até ao centro de si mesma, o largar progressivo das
camadas que vamos acumulando com o tempo e o encontro suave com o nosso eu mais
verdadeiro.
E é por isso que eu gosto tanto dele... E
dela também!
Nome: Belinda Sobral
Idade: 30 anos
Profissão: Taberneira / Engenheira do Ambiente / Técnica de SHST
De que trata o teu blog?
Idade: 30 anos
Profissão: Taberneira / Engenheira do Ambiente / Técnica de SHST
De que trata o teu blog?
O meu blog fala de mim, da "minha
mercearia" que é ao fim ao cabo o lugar onde arrumo tudo aquilo que mais
gosto: ser mãe, ser dona de casa, cozinhar, ler, escrever, fazer yoga, ouvir
música, decorar a minha casa e tirar muitas fotografias que depois servem de
inspiração a um texto. A verdadeira mercearia tb existe mas essa serviu apenas
de inspiração para o nome do blog.
Qual é a tua maior motivação para o manteres?
Gosto mesmo muito do meu blog e é muito bom
partilhar coisas boas e mostrar um pouco do nosso mundo ao mundo, fico muito
feliz quando me dizem que inspiro outras pessoas, porque também outros bloggers
me inspiram a mim. É uma forma de ir encontrando pessoas que também se
identificam com o nosso modo de vida. Aqui na blogosfera parece haver alguma
convergência de formas de estar, e são também esses blogues com os quais me
identifico que me motivam a continuar aqui.
Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos
positivo nesta aventura de ter um blog?
Sim, claro. Ao inicio tinha dúvidas se estava
a expor demasiado a minha vida e então resolvi fazê-lo de forma diferente
porque não me sentia confortável , acho que agora encontrei um
equilíbrio. A inspiração, por vezes, é outro problema pois nem sempre
estou inspirada o suficiente para escrever. Depois há alturas em que a
inspiração vem em catadupa e não paramos de ter ideias. Não consigo escrever
post's todos os dias porque isso seria uma obrigação, embora goste de manter o
blog atualizado, prefiro escrever quando há algo mais a dizer.
O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?
Aconselharia a serem genuínos o tanto quanto possível. Eu considero que a inspiração vem de um lugar comum, que pertence a todos, acabamos por sermos todos uns "macaquinhos de imitação" mas há limites e qualquer pessoa que começa um blog deve respeitar sempre os textos e imagens dos outros e, mesmo que a inspiração para fazer um blogue venha de outros blogues inspiradores, há que referenciar isso, sempre.
Vale a pena ter um blog?
Para mim vale, já conheci muitas pessoas
interessantes com o meu blog e esta é a minha janela para o mundo, onde relato
um pouco a minha forma de o ver.
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OH MY BLOG!
C'oa breca.
É.. Um paradoxo lixado quereres que a tua filha seja espertalhona e desenrascada e ficares literalmente gelada quando, com os seus mini dedos, alarga o cinto de segurança da cadeira do carro para se escapar da mesma em plena auto-estrada estando tu sozinha a conduzir.
Esqueçam a diva.
Her middle name is Gyver. Belgyver.
Esqueçam a diva.
Her middle name is Gyver. Belgyver.
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Maternidade
12/16/2013
karma - a prova provada
Ah! O grande dia finalmente chegou! Vimos um pombo com cocó na cabeça.
What goes around comes around. E o karma também toca às aves.
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cochichos
12/15/2013
filosofia do pão com manteiga
Não sei se foi da febre ou se foi de estar muitos dias sozinha com a bebé. Sei que me deu para pensar mais do que o costume e filosofar mais do que o habitual (o que não tem de ser uma coisa necessariamente boa ou de qualidade).
Ontem de manhã, por exemplo, enquanto lhe barrava o pão do pequeno almoço com manteiga criei um novo ditado popular:
A manteiga é como as pessoas: quanto mais moles mais depressa se espalham.
E pronto, era isto que vos vinha aqui contar.
Um santo natal para todos vós.
Ontem de manhã, por exemplo, enquanto lhe barrava o pão do pequeno almoço com manteiga criei um novo ditado popular:
A manteiga é como as pessoas: quanto mais moles mais depressa se espalham.
E pronto, era isto que vos vinha aqui contar.
Um santo natal para todos vós.
12/12/2013
Cântico negro
Hoje acaba-se o dia com poesia. Para renovar forças, para relembrar que o cansaço faz parte do processo e para reafirmar que tudo irá bem. Acaba sempre tudo em bem. O José Régio faz parte da minha lista de poetas favoritos. A ler: poemas de Deus e do Diabo.
Cântico negro, de José Régio
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
Cântico negro, de José Régio
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
12/10/2013
Três tristes terços
Chegar a casa. Pôr dois terços da casa à venda e o outro terço em caixas para levar para Barcelona. Mas devagar. Muito devagar, que isto de ser mãe traz mais afazeres do que parece e a imagem das fotografias, na vida real, nunca pára quando se precisa. Fazer fotos das coisas. Fotografar coisas todo o dia para pôr depois à venda. Fotografar coisas na rua que a luz é melhor por lá. E não tremer a mão. E não deixar que a bebé vá para a estrada. E cuidado com o frio. Deixa estar o cachecol Isabel. Enquanto os dias correm, os últimos raios de sol do ano surgem, eu estou a fotografar livros. Baldes. Cinzeiros. Fatos-de-treino. Todo o dia nisto. Mesmo quando não estou, estou a fazê-lo em pensamento. E ela a querer aparecer nas fotos que vão mais tarde para o OLX e eu a dizer-lhe que não, que a bebé não está à venda. E ela ri-se sem perceber porquê. E não esquecer o almoço. O jantar. De dar banho às duas. De responder às mensagens dos compradores. "Envia a vela de um euro por correio?". Mas o mundo está louco? E os amigos. E a família. E manter um ar feliz, por fora e por dentro, quando afinal tudo o que apetecia era mandar as coisas, com o devido respeito, para a lady que as pariu, e ir viver a minha vida em modo mãos livres como os telemóveis nos carros das pessoas responsáveis. Quando mais mudo de vida mais sinto que a vida tem de mudar. Eu não preciso de dois terços das coisas que possuo. E mesmo este último terço é discutível. No fundo, e de modo consciente, ando a perder horas de vida por causa de três terços de coisas que não me trazem felicidade nenhuma. São só três tristes terços. E eu tenho muito mais porque decidi ter menos.
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cochichos
12/08/2013
OH MY BLOG! A midnight in buenos aires
Este blog... Respiro-o.
Já me levou a tantos lugares dentro de outros lugares. Lugares no mundo e dentro de mim.
Fala com imgens, com palavras e com o que deixa por dizer.
E dizer tanto com tão pouco é uma arte. Já dizia alguém, numa carta a um amigo, qualquer coisa como "Peço desculpas por esta carta tão longa, mas não tive tempo de fazer mais curta". Dizer muito com pouco é um dom. E este blog depura ideias, decanta sentimentos e deixa-nos com as palavras e imagens necessárias, únicas e ideais, no seu estado mais puro.
Todo ele é simplicidade e beleza.
O nome dela não é Rita Laranja. E gosta de tirar fotografias.
amidnightinbuenosaires.blogspot.com
Nome: Rita Laranja
Idade: 24 anos
Profissão: Psicomotricista
Já me levou a tantos lugares dentro de outros lugares. Lugares no mundo e dentro de mim.
Fala com imgens, com palavras e com o que deixa por dizer.
E dizer tanto com tão pouco é uma arte. Já dizia alguém, numa carta a um amigo, qualquer coisa como "Peço desculpas por esta carta tão longa, mas não tive tempo de fazer mais curta". Dizer muito com pouco é um dom. E este blog depura ideias, decanta sentimentos e deixa-nos com as palavras e imagens necessárias, únicas e ideais, no seu estado mais puro.
Todo ele é simplicidade e beleza.
O nome dela não é Rita Laranja. E gosta de tirar fotografias.
amidnightinbuenosaires.blogspot.com
Nome: Rita Laranja
Idade: 24 anos
Profissão: Psicomotricista
De que trata o teu blog?
O a midnight in a buenos aires é um
blog sobre as coisas bonitas, se bem acho um pouco pretensioso dizer tal coisa.
Tudo começou por ser um blog de fotografia. É e sempre foi o grande motor desta
ideia de ter um blog. Sempre gostei imenso de fotografia, digital e analógica.
Assumo-me uma curiosa e uma eterna aprendiz nestas matérias. Todo este
interesse talvez seja culpa da minha mãe, do meu avô e das horas que passava a
ver as velhas fotografias lá de casa. Para mim aquilo era bonito, eram as
verdadeiras coisas bonitas. E acho que é mesmo isto que o blog é, tentar
mostrar as coisas bonitas deste mundo. Não é apenas um photoblog nem é um
diário, não conto o meu dia-a-dia, nem exijo a mim própria ritmos muito rígidos
de postagens. Gosto apenas de fotografar aquilo que me delicia, um fim de tarde
arrebatador ou aquela luz bonita que bate naquela mesinha lá de casa. Coisas
simples que são capazes de nos fazer dizer -ei, acabei de ganhar o dia!- e é
isto o que acaba por ser o blog, a minha pequena partilha das coisas que me são
queridas.
Qual é a tua maior motivação para o
manteres?
Em primeiro lugar, porque me faz um bem
tremendo. É completamente relaxante tirar uma hora do meu dia para ver e editar
as fotografias que tirei, escolher as que gosto mais, escrever sobre as trinta
mil coisas que estão me estão a passar pela cabeça e na realidade acabar por
dizer apenas uma. No fim, quando leio, acabo por me conhecer um bocadinho
melhor. Depois é um prazer enorme saber que na verdade até há pessoas que
gostam do fotografamos, do que dizemos, e que são visitas assíduas de algo que
gosto muito. Ter um feedback positivo de tudo isto é maravilhoso.
Já sentiste obstáculos ou algum ponto
menos positivo nesta aventura de ter um blog?
Não, até ao momento correu tudo muito
bem. Mas também depende do que encaramos como obstáculos e algo menos positivo.
Se encararmos o tempo como um obstáculo, o tempo que passo no blog, o tempo que
ocupa no meu dia-a-dia, então nunca o foi. Como já disse, não me obrigo a posts
diários, quando tenho algo para dizer ou uma fotografia que quero mesmo mostrar
é com todo o prazer e dedicação que passo um bom tempo com o blog. Se por acaso
tenho menos tempo, mais coisas para fazer, sei que ele fica ali à minha espera.
O blog é algo que gosto muito e no qual escrevo quando sinto necessidade, não é
um negócio nem é um diário, e é assim que pretendo continuar. Se falarmos de
comentários negativos sobre aquilo que escrevo e mostro, até hoje nunca
aconteceu. Se acontecer, vai continuar a ser o meu blog das coisas bonitas.
O que aconselharias a alguém que está a
começar um blog?
Que façam sobre o que lhes apetecer,
acho que faz tanta falta fazer o que realmente nos apetece. É incrível a
quantidade de blogues espectaculares que existem, pessoas com um verdadeiro
talento para a escrita, para o design, para a fotografia, para os trabalhos
manuais, tanta coisa. Façam coisas bonitas, façam muitas coisas bonitas!
Vale a pena ter um blog?
Vale sempre a pena. Nem que seja porque
tu gostas e desde que façamos aquilo que gostamos o mundo é um lugar bem mais
bonitinho.
Obrigada Rita!!
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OH MY BLOG!
12/04/2013
dia de renascer
Um dia bom. Um dia extremamente bom. Um dia que acolheu acontecimentos suficientes para tornar boa uma vida inteira.
Nasceram dois bebés de duas mulheres que eu amo.
Nasceu ainda neste dia (ainda que há mais anos) a mãe da minha irmã de alma.
E casou uma das minhas amigas mais preciosas e bem guardadas.
Foi um dia em que tudo aconteceu em diferentes partes do mundo: Barcelona, Escócia, Moçambique e Áustria.
E aconteceu precisamente na altura em que, pela primeira vez em quatro meses, regressámos a casa.
Este dia vibrou e pulsou boas energias. Foi um dia para renascer, um dia de renovar.
E neste dia tão especial, enquanto tudo de tão bom acontecia, nós passeámos as duas.
Não fizemos muito mais. Hoje escolhemos ver a vida a acontecer.
Nasceram dois bebés de duas mulheres que eu amo.
Nasceu ainda neste dia (ainda que há mais anos) a mãe da minha irmã de alma.
E casou uma das minhas amigas mais preciosas e bem guardadas.
Foi um dia em que tudo aconteceu em diferentes partes do mundo: Barcelona, Escócia, Moçambique e Áustria.
E aconteceu precisamente na altura em que, pela primeira vez em quatro meses, regressámos a casa.
Este dia vibrou e pulsou boas energias. Foi um dia para renascer, um dia de renovar.
E neste dia tão especial, enquanto tudo de tão bom acontecia, nós passeámos as duas.
Não fizemos muito mais. Hoje escolhemos ver a vida a acontecer.
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12/03/2013
12/02/2013
uma mercearia do tempo da minha avó
Estas tais lojas de outros tempos, com este cheiro a chocolate à chuva e a café acabado de moer.
Com um sorriso à tua espera atrás do balcão, que te serve os produtos em sacos de papel e arredonda o peso das coisas sempre em teu proveito.
São estes tais lugares que ligam esta terra à minha e que me fazem sentir em casa, numa linha do tempo em que o regresso a casa significa regressar aos braços de pessoas que já cá não estão.
Passear pelas ruas da cidade cheias de gente e de carros, cheiro a lareira e a castanha assada, o nariz frio, gorro, cachecol e luvas. Chegar à cintura da minha avó, ver tudo pela mão dela, através dos olhos dela, sempre sem pressa, sempre como se fosse a primeira vez.
Foram tantas as memórias, e tão boas.
Foi voltar aos meus sítios favoritos, aos meus cheiros predilectos, às personagens da minha história de outros dias.
E afinal era só uma mercearia que estava aqui, no caminho para casa.
Com um sorriso à tua espera atrás do balcão, que te serve os produtos em sacos de papel e arredonda o peso das coisas sempre em teu proveito.
São estes tais lugares que ligam esta terra à minha e que me fazem sentir em casa, numa linha do tempo em que o regresso a casa significa regressar aos braços de pessoas que já cá não estão.
Passear pelas ruas da cidade cheias de gente e de carros, cheiro a lareira e a castanha assada, o nariz frio, gorro, cachecol e luvas. Chegar à cintura da minha avó, ver tudo pela mão dela, através dos olhos dela, sempre sem pressa, sempre como se fosse a primeira vez.
Foram tantas as memórias, e tão boas.
Foi voltar aos meus sítios favoritos, aos meus cheiros predilectos, às personagens da minha história de outros dias.
E afinal era só uma mercearia que estava aqui, no caminho para casa.
12/01/2013
lá está.
E então, pela enésima vez, a vida confirmou-me que nunca, mas nunca, me deixa ficar mal.
Depois de escrever isto e de me recordar a mim mesma que quando as coisas nos correm mal é porque podem correr melhor se mudarmos de estratégia, eis que nos aparece, já confirmada, uma nova casa mil vezes melhor do que esta que nos estava a custar tanto conseguir. E com paredes, senhores, a nova casa tem paredes!
Story of my life: confiar, confiar e confiar mais um bocadinho. Na vida e nas suas respostas encobertas. Agradecer quando as coisas correm bem e confiar ainda mais quando não correm como eu gostaria.
Fazer o melhor que posso e sei, e entregar o resto às forças que desconheço.
O resto acontece. Simplesmente.
Depois de escrever isto e de me recordar a mim mesma que quando as coisas nos correm mal é porque podem correr melhor se mudarmos de estratégia, eis que nos aparece, já confirmada, uma nova casa mil vezes melhor do que esta que nos estava a custar tanto conseguir. E com paredes, senhores, a nova casa tem paredes!
Story of my life: confiar, confiar e confiar mais um bocadinho. Na vida e nas suas respostas encobertas. Agradecer quando as coisas correm bem e confiar ainda mais quando não correm como eu gostaria.
Fazer o melhor que posso e sei, e entregar o resto às forças que desconheço.
O resto acontece. Simplesmente.
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