Andava eu passear-me pela blogosfera (esse nome pomposo-científico que eu adoro) quando reparo que, às 6as feiras, muitas bloggers tiveram a mesma ideia de fazer uma colagem com 4 fotos de coisas que recomendam.
Como não consigo perceber quem teve a ideia originar (vide, por exemplo: http://www.tapasnalingua.com/2014/01/friday-im-in-love-n46.html ou http://oblogdodesassossego.blogspot.com.es/2014/01/uma-coisa-para-ver-outra-para-ler-uma_31.html) não posso atribuir os créditos justamente, mas isso também não interessa nada.
Como este é um blog que não gosta de deixar passar as tendências despercebidas, mas também não se importa de dar um twist às coisas, fica aqui a minha contra-recomendação de sexta-feira: as 4 coisas que eu não quero para hoje, nem para amanhã já agora.
have a nice weekend.
ááááá, ia-me esquecendo, no domingo celebra-se a entrada no ano Chinês do cavalo.
Que comecem o ano a galope.
1/31/2014
1/30/2014
Começar o dia com poesia - os óculos
Óculos
Comprei um óculos novos,
Óculos dos mais excelentes,
Não têm hastes, não têm asas,
não têm aros e não têm lentes.
Bom dia gente =)
Comprei um óculos novos,
Óculos dos mais excelentes,
Não têm hastes, não têm asas,
não têm aros e não têm lentes.
Bom dia gente =)
1/29/2014
aprender inglês aos dois e picos
R- Hoje vamos de metro que está a chover
B- Oh yes!
(ai que linda!)
R- Larga o Ruca que a sopa está a arrefecer
B- Piiiiiizzzzeee mãe!
(ena que esperta)
- Preferes massa ou arroz?
- Blue!
(wtf?)
B- Oh yes!
(ai que linda!)
R- Larga o Ruca que a sopa está a arrefecer
B- Piiiiiizzzzeee mãe!
(ena que esperta)
- Preferes massa ou arroz?
- Blue!
(wtf?)
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Maternidade
1/27/2014
1/25/2014
a minha filha é isto ( e mais)
Li isto pela net (está mais em baixo, a seguir ao post), e identifiquei-me com cada afirmação. Quando engravidei, nunca na vida sonhei que dormiria com ela, desde o dia em que nasceu. Até comprei berço, colchão, as mantinhas a condizer com a cortina e sabe-se lá mais que apetrechos que nunca me serviram para coisa nenhuma. E que me acerte um raio se alguma vez sequer suspeitei que estaria a amamentar passados mais de dois anos.
Conheço algumas pessoas que também sentiram o mesmo, e vivem o mesmo.
A maioria das pessoas, porém, acha que sou meio hippie-freak ou com problemas em dizer 'não' à minha filha, quando, na sua essência, o que estou a fazer é deixar que a natureza diga quando e como este vínculo se vai alterar.
Antigamente as mães amamentavam até aos 6 anos. Os filhos iam chegando e elas davam mama aos que pediam, em escadinha, não havia dinheiro para leite de vaca e muitas vezes uma sardinha era o jantar de sete. Aí, o leite materno era visto como uma dádiva sagrada que permitia que as mães nutrissem os seus filhos com o que de melhor e de mais puro tinham, até que eles quisessem. (Que parvoíce a delas, será?)
Também fiquei a saber há pouco tempo que só pela época da revolução industrial é que se começaram a fazer casas com quartos separados para os filhos. Ainda hoje, em várias culturas orientais, os pais dormem com os filhos até que eles se sintam preparados para dormir sozinhos.
Tenho uma irmã e sei que ela quis dormir com os meus pais até muito tarde. Ao contrário, eu sempre quis dormir sozinha na minha cama, sem precisar que ninguém me adormecesse.
Os meus pais supriram as diferentes necessidades de cada filha com aquilo que cada uma necessitava. Como pode então haver uma fórmula mágica para todos os bebés? Porque é que a minha filha deveria estar a dormir num quarto sozinha se o que a conforta é dormir comigo?
E se a minha filha ainda precisa de mamar, porque é que a cada dois dias me estão a sugerir que ponha borras de café nas mamas para que ela as rejeite? O meu leite faz-lhe mal e o leite industrial de vacas geneticamente alteradas faz-lhe bem?
Não me preocupam, nem perco tempo a pensar, nas escolhas informadas das outras mães, a sério, importa-me zero que escolham dar de mamar a vida toda ou que nem queiram ter essa experiência, se for isso que desejam. Cada mãe é uma mãe, assim como cada bebé é um bebé.
A mim chateia-me é que a cada duas por três, pessoas que nem conheço vejam a minha filha a mamar e, como quem me vem perguntar as horas, perguntem a sua idade e ao confirmarem a suspeita de que já tem mais de um ano me bombardeiem com recomendações, sujestões e outras coisas que dão vontade de dizer palavrões.
Eu não vejo ninguém a ir dar conselhos aos pedintes da rua. Não vejo estas pessoas a opinar aos carteiristas sobre melhores formas de vida nem a ir dizer aos pais que estão colados aos telemóveis enquanto os miúdos fazem birras de meia-noite que ponham borras de café nos telefones e vão dar beijos aos rebentos. Então, porque é que não me deixam em paz? Se o leite das mães deixasse de ser bom um dia, as maminhas vinham com prazo de validade.
"Não. Os bebés não são como nos é dito. Os bebés não gostam de dormir num berço. Rodeados por grades. Presos numa gaiola. Não. Os bebés querem dormir ao lado do corpo da sua mãe, quentes, seguros, protegidos, amados, tocados. Não. Os recém-nascidos não querem nem sequer estar numa posição horizontal. Eles querem dormir no seu peito, na vertical, balançando-se ao som do seu coração. Horizontalizados retardam a digestão, têm vómitos, bolsam, têm cólicas, assustam-se, sentem-se vulneráveis. Não. Os bebés não se acostumam aos braços: nascem já acostumados. Desde o início sabem bem o que é bom. Não. Os bebés não dormem toda a noite. Eles acordam a cada minuto. Para comer e para não comer. Para verificar se está ao seu lado e se se importa. Para certificar-se da sua presença, que é a sua segurança. Para tocá-la e cheirá-la. Não. Os bebés não querem ficar sozinhos. Eles não querem perdê-la de vista por um minuto, querem estar consigo no centro da vida. Não. Os bebés não querem brincar sozinhos num parque. Eles querem brincar consigo, sorrir, serem atendidos, treparem-te para cima, rastejarem pela sala. Não. Os bebés não querem beber leite de outra espécie. Eles querem o seu leite, que sabe a mamã. Não. Os bebés não querem chuchar todo o dia um pedaço de plástico. Eles querem chupar os seus seios, as suas pequenas mãos, os seus dedos... pele humana. Não, os bebés não querem que os vistam, nem que lhes coloquem tecidos que picam, nem brincos nas orelhas, roupas apertadas, fitas, rendas e outras coisas irritantes. Eles querem estar nus, correndo descalços, apreciando o toque da natureza na sua pele, estar pele com pele consigo. Não. Os bebés não querem ficar parados. Eles querem que se mova, que mexam neles, que os embalem, que ande, passeie e os leve consigo. Assim que eles podem, querem gatinhar, correr, saltar, explorar, chegar a toda a parte... Sim, os bebés são naturalmente curiosos. Eles querem e precisam tocar em tudo. Incluindo aquelas coisas que a vêem usar: comandos, relógios, telefones, computadores... A sua riqueza sensorial desenvolve-se a partir daí. Sim. Os bebés aprendem o que vivem. Se estão sempre a ouvir "não", estarão sempre prontos para dizerem não. Se tem medo de tudo, em breve terão medo de tudo. Não. Os bebés não são macro-exigentes. Nós é que somos micro-pacientes, micro-tolerantes, micro-disponíveis e micro-respondedores. Não. Os bebés não querem que os deixem. Eles querem ir consigo a todos os lugares, você é o seu exemplo, a sua segurança, a sua referência, o seu único universo. Goste ou não goste, assim são os bebés humanos, primatas, mamíferos. Se quiser confirmar, basta ter um. Nenhuma outra espécie desconhece e prejudica tanto as suas próprias crias. Se queremos um mundo um pouco mais humano, faríamos bem em entender isto. Não é como nos disseram "Eles são infinitamente melhores e mais inteligentes." Quem quer que visse estes filhotes diria: que espécie tão avançada! E como é que eles se tornaram no que são?" ( http://mimitosdemama.es/no-son-como-nos-lo-contaron/)
Conheço algumas pessoas que também sentiram o mesmo, e vivem o mesmo.
A maioria das pessoas, porém, acha que sou meio hippie-freak ou com problemas em dizer 'não' à minha filha, quando, na sua essência, o que estou a fazer é deixar que a natureza diga quando e como este vínculo se vai alterar.
Antigamente as mães amamentavam até aos 6 anos. Os filhos iam chegando e elas davam mama aos que pediam, em escadinha, não havia dinheiro para leite de vaca e muitas vezes uma sardinha era o jantar de sete. Aí, o leite materno era visto como uma dádiva sagrada que permitia que as mães nutrissem os seus filhos com o que de melhor e de mais puro tinham, até que eles quisessem. (Que parvoíce a delas, será?)
Também fiquei a saber há pouco tempo que só pela época da revolução industrial é que se começaram a fazer casas com quartos separados para os filhos. Ainda hoje, em várias culturas orientais, os pais dormem com os filhos até que eles se sintam preparados para dormir sozinhos.
Tenho uma irmã e sei que ela quis dormir com os meus pais até muito tarde. Ao contrário, eu sempre quis dormir sozinha na minha cama, sem precisar que ninguém me adormecesse.
Os meus pais supriram as diferentes necessidades de cada filha com aquilo que cada uma necessitava. Como pode então haver uma fórmula mágica para todos os bebés? Porque é que a minha filha deveria estar a dormir num quarto sozinha se o que a conforta é dormir comigo?
E se a minha filha ainda precisa de mamar, porque é que a cada dois dias me estão a sugerir que ponha borras de café nas mamas para que ela as rejeite? O meu leite faz-lhe mal e o leite industrial de vacas geneticamente alteradas faz-lhe bem?
Não me preocupam, nem perco tempo a pensar, nas escolhas informadas das outras mães, a sério, importa-me zero que escolham dar de mamar a vida toda ou que nem queiram ter essa experiência, se for isso que desejam. Cada mãe é uma mãe, assim como cada bebé é um bebé.
A mim chateia-me é que a cada duas por três, pessoas que nem conheço vejam a minha filha a mamar e, como quem me vem perguntar as horas, perguntem a sua idade e ao confirmarem a suspeita de que já tem mais de um ano me bombardeiem com recomendações, sujestões e outras coisas que dão vontade de dizer palavrões.
Eu não vejo ninguém a ir dar conselhos aos pedintes da rua. Não vejo estas pessoas a opinar aos carteiristas sobre melhores formas de vida nem a ir dizer aos pais que estão colados aos telemóveis enquanto os miúdos fazem birras de meia-noite que ponham borras de café nos telefones e vão dar beijos aos rebentos. Então, porque é que não me deixam em paz? Se o leite das mães deixasse de ser bom um dia, as maminhas vinham com prazo de validade.
"Não. Os bebés não são como nos é dito. Os bebés não gostam de dormir num berço. Rodeados por grades. Presos numa gaiola. Não. Os bebés querem dormir ao lado do corpo da sua mãe, quentes, seguros, protegidos, amados, tocados. Não. Os recém-nascidos não querem nem sequer estar numa posição horizontal. Eles querem dormir no seu peito, na vertical, balançando-se ao som do seu coração. Horizontalizados retardam a digestão, têm vómitos, bolsam, têm cólicas, assustam-se, sentem-se vulneráveis. Não. Os bebés não se acostumam aos braços: nascem já acostumados. Desde o início sabem bem o que é bom. Não. Os bebés não dormem toda a noite. Eles acordam a cada minuto. Para comer e para não comer. Para verificar se está ao seu lado e se se importa. Para certificar-se da sua presença, que é a sua segurança. Para tocá-la e cheirá-la. Não. Os bebés não querem ficar sozinhos. Eles não querem perdê-la de vista por um minuto, querem estar consigo no centro da vida. Não. Os bebés não querem brincar sozinhos num parque. Eles querem brincar consigo, sorrir, serem atendidos, treparem-te para cima, rastejarem pela sala. Não. Os bebés não querem beber leite de outra espécie. Eles querem o seu leite, que sabe a mamã. Não. Os bebés não querem chuchar todo o dia um pedaço de plástico. Eles querem chupar os seus seios, as suas pequenas mãos, os seus dedos... pele humana. Não, os bebés não querem que os vistam, nem que lhes coloquem tecidos que picam, nem brincos nas orelhas, roupas apertadas, fitas, rendas e outras coisas irritantes. Eles querem estar nus, correndo descalços, apreciando o toque da natureza na sua pele, estar pele com pele consigo. Não. Os bebés não querem ficar parados. Eles querem que se mova, que mexam neles, que os embalem, que ande, passeie e os leve consigo. Assim que eles podem, querem gatinhar, correr, saltar, explorar, chegar a toda a parte... Sim, os bebés são naturalmente curiosos. Eles querem e precisam tocar em tudo. Incluindo aquelas coisas que a vêem usar: comandos, relógios, telefones, computadores... A sua riqueza sensorial desenvolve-se a partir daí. Sim. Os bebés aprendem o que vivem. Se estão sempre a ouvir "não", estarão sempre prontos para dizerem não. Se tem medo de tudo, em breve terão medo de tudo. Não. Os bebés não são macro-exigentes. Nós é que somos micro-pacientes, micro-tolerantes, micro-disponíveis e micro-respondedores. Não. Os bebés não querem que os deixem. Eles querem ir consigo a todos os lugares, você é o seu exemplo, a sua segurança, a sua referência, o seu único universo. Goste ou não goste, assim são os bebés humanos, primatas, mamíferos. Se quiser confirmar, basta ter um. Nenhuma outra espécie desconhece e prejudica tanto as suas próprias crias. Se queremos um mundo um pouco mais humano, faríamos bem em entender isto. Não é como nos disseram "Eles são infinitamente melhores e mais inteligentes." Quem quer que visse estes filhotes diria: que espécie tão avançada! E como é que eles se tornaram no que são?" ( http://mimitosdemama.es/no-son-como-nos-lo-contaron/)
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Maternidade
Virginia Wolf.
Faria hoje 132 anos. Cada vez tenho mais Virgínias na minha vida, e adoro-as a todas.
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cochichos
1/24/2014
OH MY BLOG! - A Mãe que capotou
-'Epá, diz lá ó Rita, se fosses parar à ilha deserta dos blogs, que blogs é que levavas?'
-'Epá, assim de repente não sei'
-'Vá lá, diz o primeiro que te vier à cabeça'
-'Não sei, a sério. Isto dos blogs favoritos é como os pais, gosta-se por igual'
-'Anda, chuta só um para ter uma ideia'
-'Pronto, levava o 'Mãe que capotou', e o...'
-'Obrigada, só precisava de um.'
Esta conversa tive-a com ninguém, num dia que nunca aconteceu. Serve só para vos dizer que o blog do OH MY BLOG de hoje é mesmo um grande blog, e que eu o levaria mesmo comigo para todo o lado. Chama-se A mãe que capotou, (http://apanhadanacurva.blogspot.com.es) e é um blog que podia ser um livro de crónicas ao jeito das do Lobo Antunes. E não, não estou a exagerar. Leiam por exemplo este post (aqui) e depois venham cá dizer que eu não sei do que falo.
Nome: Carla R.
Idade: 39 anos
-'Epá, assim de repente não sei'
-'Vá lá, diz o primeiro que te vier à cabeça'
-'Não sei, a sério. Isto dos blogs favoritos é como os pais, gosta-se por igual'
-'Anda, chuta só um para ter uma ideia'
-'Pronto, levava o 'Mãe que capotou', e o...'
-'Obrigada, só precisava de um.'
Esta conversa tive-a com ninguém, num dia que nunca aconteceu. Serve só para vos dizer que o blog do OH MY BLOG de hoje é mesmo um grande blog, e que eu o levaria mesmo comigo para todo o lado. Chama-se A mãe que capotou, (http://apanhadanacurva.blogspot.com.es) e é um blog que podia ser um livro de crónicas ao jeito das do Lobo Antunes. E não, não estou a exagerar. Leiam por exemplo este post (aqui) e depois venham cá dizer que eu não sei do que falo.
Nome: Carla R.
Idade: 39 anos
De que trata o teu blog?
O meu blogue não trata de nada, e talvez seja esse o seu grande problema. Por vezes, falo de algumas preocupações que tenho, mas nunca cheguei a tratar realmente de alguma coisa, para grande pena minha. Minto, não tenho pena nenhuma. O que é facto, é que, por enquanto, tenho ficado apenas nas intenções.
De resto, não tem uma linha condutora. Não tem qualquer tipo de interesse para quem goste de coerência, organização ou soluções para a vida. Alias, penso muitas vezes que quem me lê deve ter problemas graves, não faço ideia porque é que o fazem. Afinal, espremido, o meu blogue não passa de uma quantidade incrível daqueles monólogos de que fugimos a oito pés. Sim, deve ser isso, o meu blogue seria na vida real uma daquelas pessoas que se sentam ao pé de ti no metro e não se calam. Não lhes perguntaste nada, mas elas acham uma boa ideia informar-te de como foram as suas férias, ou o que acham do estado actual do pais e tal, e tu limitas-te a fazer hum, hum. Mas no blogue tenho encontrado pessoas do mais bizarras possível, que chegam a tecer comentários e elogios, que eu interpreto como um "isso realmente interessa-me bastante, conta-me mais e com detalhes, continua, continua por favor".
Agora que penso melhor nisso, acho que quem me lê é realmente gente muito estranha. As vezes chego mesmo a marcar encontros com algumas das minhas leitoras, para ver se existem realmente, e bolas, acredita em mim, é gente mesmo muito "space". Boa gente, não digo que não, mas aquilo ali , há qualquer coisa que não bate certo.
Qual é a tua maior motivação para o manteres?
Os comentários. Quando um post meu não tem comentários, penso logo que devia era dedicar-me à agricultura biológica, ou às unhas de gelatina para cachorro. Se fosse para escrever somente para mim, escrevia num caderninho, daqueles agrafados com capa inspirada nos mosaicos portugueses. Existem tantos no mercado, todos uns mais giros que outros.
Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?
Falta de vontade, pura e cristalina. Se não me apetece escrever, não escrevo. E às vezes dura um dia, outras uma semana, já devo ter passado um mês sem escrever no blogue. Se um dia desaparecer, vai ser porque simplesmente deixou de me apetecer. Nunca tive casos de anónimos enraivecidos, ou uma experiência negativa que me tivesse aborrecido. Se houver um obstáculo, vou ser eu.
O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?
Não tenho conselhos a dar, até porque existem vários motivos para se começar e manter um blogue e não acredito que haja uma receita para toda a gente.
Mas tenho um desejo. Que se separe bem as águas.
Que os blogues comerciais assumam aquilo que são, e abertamente declarem que estão a vender ou a fazer publicidade. Que deixem de ser amadores ou chicos espertos.
E que os outros, como o meu, que estão aqui sem saber muito bem para quê, que o façam o mais honestamente possível, que não sigam os conselhos dos outros - lá está - nem percam muito tempo à procura de inspiração noutros blogues. Até porque isso é meio caminho andado, para perderem autenticidade e copiarem mais do que seguirem o seu próprio caminho.
Vale a pena ter um blog?
Para mim vale. Faz-me pensar - não tenho provas a mostrar, mas é verdade - receber elogios e, acima de tudo, permite-me conhecer pessoas, que actualmente contam mais na minha vida do que muitas que cruzo todos os dias, e com acabo por ter relação mais virtuais do que na internet.
Já disse que adoro gente bizarra ?
O meu blogue não trata de nada, e talvez seja esse o seu grande problema. Por vezes, falo de algumas preocupações que tenho, mas nunca cheguei a tratar realmente de alguma coisa, para grande pena minha. Minto, não tenho pena nenhuma. O que é facto, é que, por enquanto, tenho ficado apenas nas intenções.
De resto, não tem uma linha condutora. Não tem qualquer tipo de interesse para quem goste de coerência, organização ou soluções para a vida. Alias, penso muitas vezes que quem me lê deve ter problemas graves, não faço ideia porque é que o fazem. Afinal, espremido, o meu blogue não passa de uma quantidade incrível daqueles monólogos de que fugimos a oito pés. Sim, deve ser isso, o meu blogue seria na vida real uma daquelas pessoas que se sentam ao pé de ti no metro e não se calam. Não lhes perguntaste nada, mas elas acham uma boa ideia informar-te de como foram as suas férias, ou o que acham do estado actual do pais e tal, e tu limitas-te a fazer hum, hum. Mas no blogue tenho encontrado pessoas do mais bizarras possível, que chegam a tecer comentários e elogios, que eu interpreto como um "isso realmente interessa-me bastante, conta-me mais e com detalhes, continua, continua por favor".
Agora que penso melhor nisso, acho que quem me lê é realmente gente muito estranha. As vezes chego mesmo a marcar encontros com algumas das minhas leitoras, para ver se existem realmente, e bolas, acredita em mim, é gente mesmo muito "space". Boa gente, não digo que não, mas aquilo ali , há qualquer coisa que não bate certo.
Qual é a tua maior motivação para o manteres?
Os comentários. Quando um post meu não tem comentários, penso logo que devia era dedicar-me à agricultura biológica, ou às unhas de gelatina para cachorro. Se fosse para escrever somente para mim, escrevia num caderninho, daqueles agrafados com capa inspirada nos mosaicos portugueses. Existem tantos no mercado, todos uns mais giros que outros.
Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?
Falta de vontade, pura e cristalina. Se não me apetece escrever, não escrevo. E às vezes dura um dia, outras uma semana, já devo ter passado um mês sem escrever no blogue. Se um dia desaparecer, vai ser porque simplesmente deixou de me apetecer. Nunca tive casos de anónimos enraivecidos, ou uma experiência negativa que me tivesse aborrecido. Se houver um obstáculo, vou ser eu.
O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?
Não tenho conselhos a dar, até porque existem vários motivos para se começar e manter um blogue e não acredito que haja uma receita para toda a gente.
Mas tenho um desejo. Que se separe bem as águas.
Que os blogues comerciais assumam aquilo que são, e abertamente declarem que estão a vender ou a fazer publicidade. Que deixem de ser amadores ou chicos espertos.
E que os outros, como o meu, que estão aqui sem saber muito bem para quê, que o façam o mais honestamente possível, que não sigam os conselhos dos outros - lá está - nem percam muito tempo à procura de inspiração noutros blogues. Até porque isso é meio caminho andado, para perderem autenticidade e copiarem mais do que seguirem o seu próprio caminho.
Vale a pena ter um blog?
Para mim vale. Faz-me pensar - não tenho provas a mostrar, mas é verdade - receber elogios e, acima de tudo, permite-me conhecer pessoas, que actualmente contam mais na minha vida do que muitas que cruzo todos os dias, e com acabo por ter relação mais virtuais do que na internet.
Já disse que adoro gente bizarra ?
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OH MY BLOG!
1/23/2014
gira o disco.
E pronto. Nada de novo. Faz frio, mas o sol brilha. Valha-nos os passeios planos e a ausência da calçada portuguesa. Discute-se o jantar, passa-se a ferro, deita-se a criança. Sai-se cedo, trabalha-se de casa durante o dia e ao serão. Há aulas de catalão às segundas, quartas e sextas. As horas úteis do dia são todas milimetricamente contadas e dedicadas a tarefas. As horas nocturnas têm o destino que a Isabel lhes quiser dar. Limpa-se dedadas de chocolate dos livros e dos vidros. Aprendem-se coisas novas todos os dias, das duas línguas que por cá se falam a coisas tão pouco relacionadas com o panorama doméstico como neural networks ou análise de dados fisiológicos. Mudam-se fraldas e ensina-se que o sítio do cocó é na sanita. Ás vezes dá para parar uns minutos e relembrar os dias gloriosos em que às sete da tarde me podia esticar no sofá e ler um livro que não tivesse de ler. Então ou vem um choro, ou começa a queimar o jantar. As memórias dissipam-se imediatamente e a rotina recomeça.
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Maternidade
1/22/2014
poesia visual 1

Poesia visual do meu Alexandre O'Neill…
(Poemas de divertimento com sinais ortográficos, 1960)
1/20/2014
das casas, # 9 - a nossa casa.
Montar uma casa com o básico e essencial:
O nosso gira-discos, os livros, os recados dos nossos amigos, o tapete onde ela começou a andar, os nossos sonhos.
Aproveitar o que já cá estava:
Uma salamandra para os dias frios
Uma varanda para as noites quentes
Uma cadeira de casa de bonecas
Uma casa que se encaixou em nós.
Estamos bem. Estamos mesmo muito bem.
Vivemos sem medo e corremos atrás do que nos faz sentido.
A altura é esta.
E é tão bom chegar à noite e antes de adormecer pensar que não precisamos de mais para sermos felizes.
O nosso gira-discos, os livros, os recados dos nossos amigos, o tapete onde ela começou a andar, os nossos sonhos.
Aproveitar o que já cá estava:
Uma salamandra para os dias frios
Uma varanda para as noites quentes
Uma cadeira de casa de bonecas
Uma casa que se encaixou em nós.
Estamos bem. Estamos mesmo muito bem.
Vivemos sem medo e corremos atrás do que nos faz sentido.
A altura é esta.
E é tão bom chegar à noite e antes de adormecer pensar que não precisamos de mais para sermos felizes.
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das casas
1/19/2014
era uma vez uma diva, #10
Era uma vez uma diva, que era tão diva, tão diva, tão diva, que...
após mergulhar a cara em gelado de chocolate, quando se vê ao espelho pestaneja sedutoramente e exclama 'batôn!'
após mergulhar a cara em gelado de chocolate, quando se vê ao espelho pestaneja sedutoramente e exclama 'batôn!'
1/15/2014
OH MY BLOG! Amo-te Mil Milhões
O Amo-te Mil Milhões (amo-temilmilhoes.blogspot.com), para mim, não é um blog qualquer. É a expressão mais pura e verdadeira de uma mulher e da sua arte, do seu talento natural de pôr amor nas coisas e tornar o mundo um lugar muito mais bonito. Acontece que há mais ou menos um ano acabei por descobrir, através do freecycle, que morávamos no mesmo lugar. Basicamente contactou-me para enviar livros para Moçambique e quando combinámos encontro descobrimos que morávamos no mesmo sítio. E não, o mesmo sítio não e a mesma cidade, a mesma terra ou até a mesma rua. O mesmo sítio é o mesmo prédio, o mesmo andar, na porta da frente!! What are the odds? Descobrimos que tínhamos filhas com a mesma idade, nascidas no mesmo mês, memórias semelhantes que nos marcaram e formaram e, mais importante ainda, eu descobri que há encontros na vida que são reencontros. Em que reconhecemos o outro como um dos nossos, em que não há muito a explicar ou a contar porque nos conhecemos bem, sem saber de onde. Com a Virgínia sinto-me assim. Como se tivéssemos vindo do mesmo sitio, e buscássemos um mesmo lugar.
Nome: Virgínia Otten
Idade: 37
Profissão: mãe/artesã a tempo inteiro
De que trata o teu blog?
É um blog muito pessoal que encontrou voz própria e por vezes já se escreve sozinho, o que dá muito jeito, como se pode calcular. Trata dos meus dias como mãe, como pessoa, onde partilho entrelinhas da vida pelas quais aqueles que por lá passam e se identificam tornam a voltar. É lá também que exponho o meu trabalho, servindo de montra para o mundo.
Qual é a tua maior motivação para o manteres?
Acho que já não sei passar sem ele. É, sem dúvida alguma, uma grande janela que me faltou durante muito tempo. Através dele entro num mundo que me interessa, conheço pessoas com as quais me identifico, acompanho histórias que me inspiram. Ao longo do tempo apercebi-me que também eu sou capaz de inspirar e isso é, na verdade, inspirador (!). É essa a grande motivação: a de inspirar.
Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos
positivo nesta aventura de ter um blog?
Quando comecei o blog tinha o meu filho mais velho entrado para a escola e eu, apesar de dormir muito pouco, tinha os dias organizados de forma a conseguir ser mãe, artesã e blogger. Agora, com uma bebé em casa continuo a dormir muito pouco e não consigo acabar nada daquilo que começo. Falta-me tempo para escrever, para fotografar, para criar, para enveredar por aqueles projectos que tanto quero pôr em prática.
O ser reconhecida na rua também não me agrada muito, apanha-me de surpresa. Quando me apercebi que o que escrevia não era lido apenas por estranhos comecei a ter mais cuidado com aquilo que partilhava. Também cheguei a pensar que deveria começar a arranjar-me melhor mas parece que foi sol de pouca dura.
O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?
Sê tu próprio. Não sejas demasiado ambicioso. Não queiras dar para receber. Não copies fórmulas que te parecem perfeitas. Sê inspirador. Sê inspirador na tua imperfeição.
Vale a pena ter um blog?
Claro que sim. O meu ajudou-me a mudar o rumo da minha vida e trouxe até mim pessoas especiais que de outra forma talvez não tivesse vindo a conhecer.
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OH MY BLOG!
1/13/2014
Um post para todos os humanos com computadores e bebés com gostos parvos.
E foi assim. um computador dos bons, um Mac Book Pro em cima do sofá, a dar
o parvo do Ruca. Um biberão cheio de papa. A Isabel. Uma casa de banho. A ausência
da mãe por um segundo. E foi então que aconteceu. O flagelo. O sacrilégio. A
provocação. O acto maior de desafio ao meu amor e dedicação plena e
incondicional. O teclado afogado em papa. Letras que uma a uma diziam adeus à existência e encontravam a eterna paz submersas na imensidão da mistura do
leite com farinha láctea. Primeiro o M, o E depois o R o D
e o A e um ponto de exclamação a seguir. Olhar-lhe para os olhos. Mas
olhar bem no fundo daquela alma de 87 centímetros e evocar todas as razões e
mais alguma para não me tresloucar. Ir buscar um disco à pressa e salvar o que podia ser salvo, enquanto os últimos estalidos do
computador revelavam uma aproximação ao fim, ao túnel e à famigerada luz que lá há ao fundo. Nervos. Barriga a doer. Lágrimas nos
olhos. A imagem de mais de mil euros afogados em papa. Respira. É só um bebé. Respira. É a tua filha. Respira. Ela não sabe o
que faz. Resp.... pápa mãe. HEIN?! AHAHAH. O Ruca mãe, a
Bel deu papa.
O Ruca. Sempre o parvo do Ruca. A minha intuição. Afinal havia um bom
motivo para nunca ter conseguido gostar dele.
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Maternidade
1/12/2014
imaculada resolução
A resolução de ano novo mantém-se imaculada. Não comprei uma única peça de roupa, nem sequer fui ver os saldos, e sinceramente deu-me pena ver as caras de felicidade momentânea das pessoas que saíam das lojas cheias de sacos de roupa. Isto de encontrar felicidade em bens tem muito que se lhe diga.
E é isto. O ano livre de consumismo está a saber-me muito bem. Quase lembra a sensação de deixar de fumar, quando chega finalmente o primeiro jantar em que lidas bem com o facto de te ficares, no final, com o café e o copo de água. Amén.
E é isto. O ano livre de consumismo está a saber-me muito bem. Quase lembra a sensação de deixar de fumar, quando chega finalmente o primeiro jantar em que lidas bem com o facto de te ficares, no final, com o café e o copo de água. Amén.
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cochichos
1/11/2014
Das casas, #7 - Rosaclara, a religiosa
Eram 11.30 quando passei por esta porta. Lá dentro, alguém espreitava através da transparência da cortina. Rosaclara é o seu nome. Triste por vocação e religiosa por necessidade, fez desta casa um verdadeiro altar. Por detrás das paredes enfeitadas há uma pequena igreja que erigiu sozinha. Espalhou uma enorme comunidade de santos por todos os lados. Santos em figuras, em calendários, em velas, em posters, em ímans na porta do frigrífico. E santos nos lençóis, desenhados nas paredes, bordados nos guardanapos onde limpa a boca ao jantar. Os cânticos são permanentemente entoados por entre os dentes - enquanto cozinha, lava a louça, penteia os longos cabelos ou recebe (a custo) o marido, que é ateu. Rosaclara vive com medo. Diz-lhe o marido que não há céu e que os santos são um negócio da China. E ela tem muito medo de morrer e de descobrir que, afinal, toda uma vida de devoção só beneficiou a loja da rua em frente.
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das casas
1/09/2014
noites.
O Papão-vai-t'embora, João pestana, Vitinho... todos passam pelo quarto dela à noite. O pior?!
O pior é que invariavelmente se deixam ficar para uma festa de pijama.
O pior é que invariavelmente se deixam ficar para uma festa de pijama.
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Maternidade
1/08/2014
Truques para sobre-viver: o perdão.
A importância de perdoar é maior para quem perdoa do que para quem é perdoado.
Só no perdão se reencontra a paz.
Mesmo que não te seja pedido que perdoes, perdoa.
Perdoar é um acto individual que tem como consequência primeira reencontrar a paz dentro de nós.
Perdoar é fazer com que um Eu que está em guerra com alguém de fora finalmente descanse.
Quando existe um Eu em nós que está em guerra, mesmo que em guerra adormecida, a paz é meramente ilusória.
Perdoar é libertar. É deixar ir. Perdoar é escolher ser-se maior e mais importante do que os danos que nos causaram.
Uma vez, há muito tempo, alguém me disse que o ressentimento é um veneno que se toma à espera que o outro morra.
'Eu perdoo-te e liberto-te por não seres exactamente como gostaria que fosses'.
Estar em paz com toda a gente é o grande segredo.
E, para terminar, não sei porque me fui lembrar disto hoje.
Só no perdão se reencontra a paz.
Mesmo que não te seja pedido que perdoes, perdoa.
Perdoar é um acto individual que tem como consequência primeira reencontrar a paz dentro de nós.
Perdoar é fazer com que um Eu que está em guerra com alguém de fora finalmente descanse.
Quando existe um Eu em nós que está em guerra, mesmo que em guerra adormecida, a paz é meramente ilusória.
Perdoar é libertar. É deixar ir. Perdoar é escolher ser-se maior e mais importante do que os danos que nos causaram.
Uma vez, há muito tempo, alguém me disse que o ressentimento é um veneno que se toma à espera que o outro morra.
'Eu perdoo-te e liberto-te por não seres exactamente como gostaria que fosses'.
Estar em paz com toda a gente é o grande segredo.
E, para terminar, não sei porque me fui lembrar disto hoje.
1/07/2014
Truques para sobre-viver: Pre-sentimentos
Isto de pressentir qualquer coisa nem sempre requer poderes paranormais, suores frios ou tremeliques.
Ás vezes é uma questão de se estar atento aos sinais, ao que o outro nos diz sem falar, à nossa primeira reacção a determinada situação / oferta / pedido / pessoa.
Ando a aprender a dar mais ouvidos ao meu corpo que à minha cabeça. Já percebi que tentar incluir cada novo acontecimento em redes de informação e de lógica criadas com base em eventos passados nem sempre é a melhor solução. Só existe o agora.
Sentir. Sentir o que me diz a minha pele, o meu movimento, os meus passos, o meu estômago. E ir com eles.
Ainda que a minha razão os contradiga, a intuição existe em mim e tenho o direito e o dever de me treinar para a reconhecer. Se eu não confiar em mim e no meu eu mais verdadeiro, em quem vou confiar?
Ás vezes é uma questão de se estar atento aos sinais, ao que o outro nos diz sem falar, à nossa primeira reacção a determinada situação / oferta / pedido / pessoa.
Ando a aprender a dar mais ouvidos ao meu corpo que à minha cabeça. Já percebi que tentar incluir cada novo acontecimento em redes de informação e de lógica criadas com base em eventos passados nem sempre é a melhor solução. Só existe o agora.
Sentir. Sentir o que me diz a minha pele, o meu movimento, os meus passos, o meu estômago. E ir com eles.
Ainda que a minha razão os contradiga, a intuição existe em mim e tenho o direito e o dever de me treinar para a reconhecer. Se eu não confiar em mim e no meu eu mais verdadeiro, em quem vou confiar?

'Intuition is the highest form of intelligence'
Sylvia Clare
1/06/2014
OH MY BLOG! The busy woman and the stripy cat!
O The busy woman and the stripy cat (busywomanstripycat.blogspot.com) é um blog sobre uma data de coisas que nos ajudam a simplificar a vida, por mais ocupada que esta seja. Eu identifico-me com a autora e com o objectivo em muitos aspectos: é mãe, cientista, tem interesses ayurvédicos e no yoga e, fundamentalmente, tem mais coisas a fazer em 24h do que esse tempo permite.
Neste blog podem encontrar dicas sobre temas variados, desde gestão de tempo a vida verde e saudável, e quiçá perceber que afinal é possível ser-se e fazer-se muitas e tantas coisas de forma planeada e sustentável. O tema principal é, sem dúvida, o minimalismo, forma de vida que também nós resolvemos abraçar e também por isso este bolg se tem tornado uma ferramenta tão útil. A Rita (assim se chama a autora) afirma que 'uma vida minimalista é desprovida de coisas desnecessárias e de excessos. Uma vida minimalista foca-se no que é realmente importante de modo a alcançar a felicidade e a liberdade. Numa frase, minimalismo é identificar o essencial e eliminar o resto'.
Este blog está na lista dos essenciais.
Nome: Rita Domingues
Idade: 34 anos
Profissão: cientista
De que trata o teu blog?
O The Busy Woman and the Stripy Cat é
um blog sobre minimalismo e yoga como filosofias de vida. Quando comecei a
escrevê-lo, em Maio de 2011, não tinha um tema específico, mas à medida que fui
abraçando um estilo de vida minimalista, comecei a partilhar as minhas
descobertas e experiências no blog, tornando-se o primeiro blog português sobre
minimalismo e vida simples. Mais tarde encontrei o meu lado espiritual e
percebi como o yoga e o minimalismo estão intimamente ligados. É sobre esse
temas que escrevo, de um ponto de vista prático e pessoal.
Qual é a tua maior motivação para o
manteres?
O meu desenvolvimento pessoal. O blog é
um registo das minhas descobertas, das minhas experiências e vivências.
Escreveria mesmo que ninguém o lesse. No entanto, o feedback positivo que
recebo dos leitores através dos comentários e emails também me motivam para
continuar a escrever.
Já sentiste obstáculos ou algum ponto
menos positivo nesta aventura de ter um blog?
Às vezes ficava chateada com alguns
comentários de pessoas que não entendiam o que eu escrevia ou que opinavam
demasiado. Nunca percebi porque é que algumas pessoas se dão ao trabalho de ler
coisas de que não gostam e ainda perdem tempo a deixar comentários parvos.
Agora, já não ligo tanto a isso, mas continuo a não gostar dessa negatividade
que certos leitores deixam no blog...
O que aconselharias a alguém que está a
começar um blog?
Encontrar a sua voz e não copiar outros
blogs. Pode ser difícil ao início - antes do The Busy Woman and the Stripy Cat
tive 3 outros blogs, mas foi com este que encontrei finalmente o meu lugar na
blogosfera.
Vale a pena ter um blog?
De cada vez que recebo um email ou um
simples comentário no facebook de alguma leitora que diz que mudou a sua vida
graças ao meu blog, confirmo que de facto vale a pena ter um blog! Através do
blog já consegui ajudar imensas pessoas a melhorarem um pouco as suas vidas e
claro que isso me deixa muito feliz…
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OH MY BLOG!
1/04/2014
alignment.
No ano em que fizeste 1 ano eu fiz 28 anos. 28: 2+8=10 10: 1+0 = 1
No ano em que fizeste 2 anos eu fiz 29 anos. 29: 2+9=11 11: 1+1= 2
No ano em que fizeres 3 anos eu farei 30 anos. 30: 30+0 igual a 3.
Em numerologia, quando tu nasceste, recomecei-me.
Afinal isto é bem mais que simbólico.
Nos números e na vida, para toda a vida, não podíamos estar mais alinhadas.
No ano em que fizeste 2 anos eu fiz 29 anos. 29: 2+9=11 11: 1+1= 2
No ano em que fizeres 3 anos eu farei 30 anos. 30: 30+0 igual a 3.
Em numerologia, quando tu nasceste, recomecei-me.
Afinal isto é bem mais que simbólico.
Nos números e na vida, para toda a vida, não podíamos estar mais alinhadas.
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Maternidade
1/03/2014
Olá 2014!
Fechar o blog para férias quando estas incluíram tudo menos descansar. Podia falar-vos da imensidão de tralha que vendi, dei, emprestadei, deitei fora. Do Natal e da magnífica família que eu tenho. Do peixe de água doce que a Bel quase matou ao deitar-lhe cajus cheios de sal. Do grupo que entrou no sítio onde estava a festejar os meus anos para cantar as janeiras, como se fossem só para mim. E do adeus. Da despedida. Fechar a porta da casa portuguesa para sempre. Adeus família, adeus amigos, adeus lindos vizinhos da frente, adeus caldo verde e adeus pastéis de nata. E do adeus aos lutos também. Renovar é a palavra de ordem deste ano. Adeus às coisas materiais é o mote e o desapego é o propósito. A grande resolução: não comprar um único objecto ou peça de roupa. Durante os próximos trezentosesessentadias. Sim, o ano escrito assim por extenso e todo pegado dá uma mais fiel sensação do quão longa a provação vai ser. Poupar. Poupar dinheiro, o meu tempo e o ambiente também.
Afinal há que poupar mesmo muito para os sonhos que aí vêm.
Afinal há que poupar mesmo muito para os sonhos que aí vêm.
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