10/31/2014

Guarda só o que te faz feliz

Há uma panóplia de truques e métodos propostos por esse mundo fora para destralharmos a casa.
Um deles, e o que mais me convencia até hoje, era a regra dos 6 meses: se não vestes / usas / queres há seis meses ou mais, é porque já não te serve. O problema eram as desculpas, como: "não visto há mais de seis meses porque é de primavera e estamos no inverno", e a camisa lá ficava, e a primavera regressava, e ela não saía do cabide, e voltava o inverno... Mas...
Li ontem neste blog sobre este método japonês de "destralhar" a casa guardando, simplesmente, o que nos traz felicidade! Não é delicioso? Guardar só as ropas (e o resto) que nos trazem bom feeling e organizá-las por ordem de cores, qual arco-íris. Já estou a imaginar-me a abrir o armário e querer usar TUDO em vez daquela velha ladaínha do "tenho-o-armário-cheio-mas-não-tenho-nada-que-vestir".
Senti-me mesmo inspirada com esta técnica. E hoje, quando voltar do trabalho, vou preparar a minha casa para uma nova aura onde só há espaço para o que me faz feliz. Adeus ao mais-ou-menos é a regra desta estação.  


10/30/2014

Alive and Kicking





Alive and Kicking foi a frase que me disse uma enfermeira na última ecografia que fiz antes da Bel nascer.
Nunca mais me esqueci.
Alive and kicking é sinal de vida, sinal de bom, sinal de que estamos em estado de graça (literalmente ou não) e que, da vida, só esperamos coisas boas.
Este blog parou. Descansou. Eu tinha muita coisa (eu tenho muita coisa) para fazer, para organizar, pouco tempo, muitas ideias, achava que o blog talvez me tirasse energia. Mas a verdade é que não. Este blog serviu para manter vivos uma data de dias que passámos, como este, este ou este, para conhecer pessoas especiais, para me estimular a estar atenta à beleza das coisas, para procurar dentro de mim aquilo que quero manter. Parei o blog. Continuei (continuo) com muita coisa para fazer, para organizar, com pouco tempo, muitas ideias, com roupa para passar e aqueles 5km por correr.
Hoje voltei. Depois logo se vê.


10/18/2014

"ela tem que aprender a dormir sozinha"
"ela tem que ir para a cama sozinha"
"tu hoje vais dormir sozinha"
E ela, entre lágrimas, diz-me: "Mãe, não quelo. Ainda não. Eu preciso de ti."
E aí percebo que eu, afinal, não percebo nada disto.Que a aventura de ser mãe não será tão grande nem tão assoberbadora como será para ela a aventura de ser filha. É que não deve ser nada fácil começar a existir. E então decidi não mais voltar a dizer que "está na hora de seres isto". Pararam os prazos para nós. Percebi que ser mãe é, fundamentalmente, amparar. Até que seja preciso.