Malta chata é aquela que exige a cidadãos europeus empregados mundos e fundos para arrendar uma casa em Barcelona.
Para além de todas as garantias que oferecemos, só se quiserem um rim...
É que viver num T0 tem o seu encanto durante um mês ou dois. Depois disso, uma parede aqui e ali até que nem estava nada mal.
Excercício para o fim-de-semana: confiar na vida. Lembrar-me que ela só me leva para onde estiver o meu maior bem. Se essa casa não tiver de ser nossa, é porque há outra melhor à nossa espera.
Ou eu juro que mudo de ofício.
11/29/2013
11/27/2013
OH MY BLOG! Little Upside Down Cake
O 'Little Upside Down Cake' (http://www.littleupsidedowncake.com/blog/) é um blog de culinária, mas também é um blog de arte pelas fotos que tem, é um elogio à simplicidade, ao valor de cada coisa, às frutas e legumes que são feios por natureza e às toalhas de mesa por engomar!
É um sítio muito cozy onde me apetece ir todo o ano, para ir buscar conforto e inspiração.
O Little Upside Down Cake é um blog que se assemelha a uma casa. Daquelas em que se entra e não mais se sai. A autora, Sanda Pagaimo, confessa ter sido uma math geek que seguiu matemática e tecnologia de informação. Felizemente, a páginas tantas, o coração deu-lhe a volta e agora é a alimentação orgânica e a food photography que naturalmente lhe nutrem os dias.
Nós... agradecemos!
Nome:
Sanda Vuckovic Pagaimo
Idade:
41 anos
Profissão:
Engenheira Informática
De que trata o teu blog?
O meu blog é o meu livro das receitas,
o diário da cozinha, os meus pensamentos e gostos.
Qual é a tua maior motivação para o
manteres?
Há muitos motivos... partilhar
receitas, memórias, ser inspirada e inspirar...
Já sentiste obstáculos ou algum ponto
menos positivo nesta aventura de ter um blog?
Há dias quando me sinto menos inspirada
e faço uma pausa, procuro inspiração no dia-a-dia ou nas minhas memórias, nos
comentários dos leitores... nunca escrevo nesses dias porque tenho a certeza de
que leitores iam sentir isso. Entretanto aprendi uma coisa: 'Menos é melhor'...
o importante é a qualidade e não a quantidade...
O que aconselharias a alguém que está a
começar um blog?
Ser sincero com os leitores, respeitar
os outros bloggers e o trabalho deles. Ter a noção de que o se encontra na net
não é nosso, usar créditos relativos ao trabalho dos outros quando se partilha
no vosso blog.
Vale a pena ter um blog?
Isso depende muito do que cada um
espera obter com o blog. Para mim vale, sim!! Através de blog conheci pessoas
maravilhosas, pessoas que me inspiram, artistas, fazedores, leitores... e tudo
isso me motiva para continuar.
Obrigada Sanda!
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OH MY BLOG!
começar o dia com poesia, #2
E por vezes as noites duram meses
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos.
David Mourão-Ferreira
-para as noites de mãe que não têm oito horas, têm meses e oceanos.
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos.
David Mourão-Ferreira
-para as noites de mãe que não têm oito horas, têm meses e oceanos.

11/25/2013
era uma vez uma diva, #9
Era uma vez uma diva, que era tão diva, tão diva, tão diva, que...
Contrariamente ao comum dos mortais, que entra num bar de tapas, pede a lista e escolhe umas quantas à sorte...
... a diva dirige-se atrás do balcão, salta para o colo do empregado e prova uma a uma, directamente da travessa e da mão dele, antes de tomar tão difícil decisão.
Diva que é diva não faz escolhas. Faz provas.
Contrariamente ao comum dos mortais, que entra num bar de tapas, pede a lista e escolhe umas quantas à sorte...
... a diva dirige-se atrás do balcão, salta para o colo do empregado e prova uma a uma, directamente da travessa e da mão dele, antes de tomar tão difícil decisão.
Diva que é diva não faz escolhas. Faz provas.
11/22/2013
Ó p'ra nós no Diário da Pikitim.
Foi inesperadamente que a Luisa, do Diário da Pikitim, me apareceu aqui no blog.
Quanta honra participar no seu projecto de ajudar a que famílias com crianças venham conhecer cidades estrangeiras!
Falámos-lhe um pouco de nós, fizemos um roteiro child-friendly e agora é esperar que a família Pikitim nos venha ver.
Para todos os que quiserem vir até Barcelona, estejam à vontade para me enviar mensagens se quiserem mais indicações. Podem usar a nossa página do facebok para o efeito ou o e-mail que está no meu perfil. Até já!
Quanta honra participar no seu projecto de ajudar a que famílias com crianças venham conhecer cidades estrangeiras!
Falámos-lhe um pouco de nós, fizemos um roteiro child-friendly e agora é esperar que a família Pikitim nos venha ver.
Para todos os que quiserem vir até Barcelona, estejam à vontade para me enviar mensagens se quiserem mais indicações. Podem usar a nossa página do facebok para o efeito ou o e-mail que está no meu perfil. Até já!
AVISO DE ÚLTIMA HORA
Warning: Não usar champôs da Garnier. Para além de, em, três lavagens, passarem de um look cool a lambidas-por-uma-vaca style, ainda correm o risco de perder o dedo mindinho da mão direita.
Depois não digam que ninguém vos avisou.
Depois não digam que ninguém vos avisou.
11/21/2013
Truques para sobre-viver: uma última nota sobre a negatividade alheia
Li isto agora mesmo, e dei o assunto como arrumado, dentro e fora de mim.
Pessoas negativas tendem a fazer-te sentir culpad@ pela miséria emocional onde vivem, e dás por ti a aguentar 1001 coisas para näo piorar a vida delas. Experimenta dizer como te sentes a uma pessoa assim, e cairá o Carmo e a Trindade e fará com que te sintas a pior pessoa à face da terra.
Pessoas negativas gostam de se fazer de frágeis, e fazem com que penses que a mínima confrontaçäo as vai derrubar, que näo väo aguentar. E castigam-te. E punem-te. E fazem tudo e mais umas botas para que venhas a pedir desculpa por uma culpa que näo sentes.
Mas, por outro lado, uma pessoa negativa tem sempre uma palavra a dizer sobre tudo, sobretudo sobre os outros, e näo tem filtros, e acerta onde e quando mais te dói.
Mas, como já sabes, as pessoas negativas näo väo aguentar uma resposta.
E por isso, as mais das vezes, ficas calad@.
É tudo, no fundo, um grande jogo de manipulaçäo.
A negatividade é uma escolha. Quem a quiser, que lide com ela.
A minha única responsabilidade neste mundo é ser feliz.
http://www.alternet.org/personal-health/14-habits-highly-miserable-people
11/20/2013
OH MY BLOG! 30 e Picos, 40 e Tal
Fui dar com este blog há uns tempos (http://30epicos40etal.wordpress.com) e arrependi-me logo de todos os dias que passei sem ele. É um blog que trata de temas diversos, muito ligado à cultura, ao feminismo e às desigualdades, mas que é diferente dos demais porque aborda estes temas de modo sempre inovador e impactante.
A Lia Ferreira, para além de escrever bem que se farta, tem uma alma curiosa, interessada, justa, equalitária, acutilante e criativa. Saio sempre deste blog satisfeita por lá ter ido.
Uma escrita sem tabús nem preconceitos.
Incisiva, clara, forte e destemida.
Como todas devíamos ser.
Um post para perceberem de quem e do que falo: Plano B para a Humanidade, a propósito do dia da mulher (aqui).
Nome: Lia Ferreira
Idade: 39 anos
Profissão: Designer de Moda de formação com trabalhos desenvolvidos em várias áreas de produção, gestão e criação artística.
De que trata o teu blog?
O "30 e Picos, 40 e Tal" é um blog vocacionado para a minha geração - pessoas com mais de 30 anos, digamos - e incide principalmente em questões relacionadas com a desigualdade de géneros, a cultura dominante, o feminismo, o amor, a auto-estima, a felicidade. Essa abordagem pode ser feita através da observação de vários "veículos", seja um filme, um livro, um artigo, a capa de uma revista, um teledisco (hoje em dia diz-se videoclip), etc. A relação entre a faixa geracional e estes temas surge porque, a partir dos trinta e tal, as pessoas em geral, e mulheres em particular, já passaram por uma série de experiências, quer ao nível da vivência conjugal, parentalidade, relacionamentos amorosos, quer a nível profissional, gestão de carreiras, etc. E há uma postura que vem com a idade, a passagem por experiências diferentes, por vezes difíceis, e frustrações, que acrescenta um instinto de sobrevivência, uma priorização das questões essenciais e uma maior clareza na observação de armadilhas que nos são socialmente impostas e que não contribuem em nada para o nosso bem-estar ou felicidade.
Qual é a tua maior motivação para o manteres?
Um blog acaba por ser sempre um meio de exteriorização de questões primordiais, temas que nos afectam ou motivam. No meu caso, sempre tive blogs muito pessoais, de partilha de experiências e reacções. Quando o 30 e Picos surgiu, pretendia ser mais "institucional", mas acabou por ganhar um cunho muito pessoal porque, embora me distancie do registo que utilizo noutros blogs, há sempre uma postura que me é própria e que me sai naturalmente. A certa altura deu-me muito prazer verificar que há mais gente que se identifica com uma série de abordagens a determinados temas e que de alguma forma contribuo para uma voz que se quer fazer ouvir.
Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?
No caso do 30 e Picos, 40 e Tal, o balanço é muito positivo. Noutros blogs já tive algumas reacções mais negativas a coisas que escrevo, nomeadamente através de comentários anónimos (expoente máximo da cobardia, proferir ofensas sob anonimato a quem se assume pessoalmente, dá o nome e dá a cara, por uma ideia eventualmente polémica) ou que se julgam anónimos... Hoje em dia não dou grande importância a isso, até porque geralmente perderia muito tempo em trocas de galhardetes e, de uma forma geral, não me apareceram críticas que tenha julgado bem-estruturadas. Além disso não detenho um canal público de comunicação social, tenho tanto poder de intervenção como qualquer outra pessoa que tem a liberdade de começar um blog seu, não preciso de estar preocupada com o direito de contraditório. Mas hoje em dia tenho, sim, mais cuidado com aquilo que exponho a nível pessoal, principalmente se envolve outras pessoas.
O "30 e Picos, 40 e Tal" é um blog vocacionado para a minha geração - pessoas com mais de 30 anos, digamos - e incide principalmente em questões relacionadas com a desigualdade de géneros, a cultura dominante, o feminismo, o amor, a auto-estima, a felicidade. Essa abordagem pode ser feita através da observação de vários "veículos", seja um filme, um livro, um artigo, a capa de uma revista, um teledisco (hoje em dia diz-se videoclip), etc. A relação entre a faixa geracional e estes temas surge porque, a partir dos trinta e tal, as pessoas em geral, e mulheres em particular, já passaram por uma série de experiências, quer ao nível da vivência conjugal, parentalidade, relacionamentos amorosos, quer a nível profissional, gestão de carreiras, etc. E há uma postura que vem com a idade, a passagem por experiências diferentes, por vezes difíceis, e frustrações, que acrescenta um instinto de sobrevivência, uma priorização das questões essenciais e uma maior clareza na observação de armadilhas que nos são socialmente impostas e que não contribuem em nada para o nosso bem-estar ou felicidade.
Qual é a tua maior motivação para o manteres?
Um blog acaba por ser sempre um meio de exteriorização de questões primordiais, temas que nos afectam ou motivam. No meu caso, sempre tive blogs muito pessoais, de partilha de experiências e reacções. Quando o 30 e Picos surgiu, pretendia ser mais "institucional", mas acabou por ganhar um cunho muito pessoal porque, embora me distancie do registo que utilizo noutros blogs, há sempre uma postura que me é própria e que me sai naturalmente. A certa altura deu-me muito prazer verificar que há mais gente que se identifica com uma série de abordagens a determinados temas e que de alguma forma contribuo para uma voz que se quer fazer ouvir.
Já sentiste obstáculos ou algum ponto menos positivo nesta aventura de ter um blog?
No caso do 30 e Picos, 40 e Tal, o balanço é muito positivo. Noutros blogs já tive algumas reacções mais negativas a coisas que escrevo, nomeadamente através de comentários anónimos (expoente máximo da cobardia, proferir ofensas sob anonimato a quem se assume pessoalmente, dá o nome e dá a cara, por uma ideia eventualmente polémica) ou que se julgam anónimos... Hoje em dia não dou grande importância a isso, até porque geralmente perderia muito tempo em trocas de galhardetes e, de uma forma geral, não me apareceram críticas que tenha julgado bem-estruturadas. Além disso não detenho um canal público de comunicação social, tenho tanto poder de intervenção como qualquer outra pessoa que tem a liberdade de começar um blog seu, não preciso de estar preocupada com o direito de contraditório. Mas hoje em dia tenho, sim, mais cuidado com aquilo que exponho a nível pessoal, principalmente se envolve outras pessoas.
O que aconselharias a alguém que está a começar um blog?
Sei lá! Que seja sincero, honesto. Não sei gerir blogs como um negócio e geralmente não tenho interesse por aqueles que se posicionam dessa maneira. Que seja apenas mais um blog, mas com uma verdade muito pessoal, um ponto de vista próprio.
Vale a pena ter um blog?
Nem que seja para si próprio, julgo que vale. Acabará, no entanto, por interagir com outras pessoas, embora isto das redes sociais como o Facebook ou o Twitter tenha retirado escritores e leitores da blogosfera e tenha tornado a comunicação virtual mais rápida, breve e descartável. Pessoalmente, tenho conhecido pessoas interessantes através dos blogs. Mas nem sempre é verdade que conhecemos uma pessoa por aquilo que escreve. Às vezes é preciso observar um bocadinho mais. Mas, depois, normalmente as coisas encaixam todas umas nas outras. Nem que reformulemos a nossa leitura.
Obrigada Lia!!!!!!!!!
Sei lá! Que seja sincero, honesto. Não sei gerir blogs como um negócio e geralmente não tenho interesse por aqueles que se posicionam dessa maneira. Que seja apenas mais um blog, mas com uma verdade muito pessoal, um ponto de vista próprio.
Vale a pena ter um blog?
Nem que seja para si próprio, julgo que vale. Acabará, no entanto, por interagir com outras pessoas, embora isto das redes sociais como o Facebook ou o Twitter tenha retirado escritores e leitores da blogosfera e tenha tornado a comunicação virtual mais rápida, breve e descartável. Pessoalmente, tenho conhecido pessoas interessantes através dos blogs. Mas nem sempre é verdade que conhecemos uma pessoa por aquilo que escreve. Às vezes é preciso observar um bocadinho mais. Mas, depois, normalmente as coisas encaixam todas umas nas outras. Nem que reformulemos a nossa leitura.
Obrigada Lia!!!!!!!!!
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OH MY BLOG!
11/19/2013
OH MY BLOG!
O que é isto do OH MY BLOG? Um espetáculo de variedades onde são apresentados aqueles que são, para mim, os melhores blogs da nossa praça.
Vêm de back-grounds totalmente diferentes. São sobre coisas de todos os dias, uns falam de família, de comida, outros da vida, de sexo, uns mostram a cara, outros nem o nome dizem. Uns vivem de imagens, outros de letras, e são de homens, de mulheres, de pessoas realizadas e de gente mal resolvida.
O que têm em comum, para além de quase nada, é um isco qualquer que me leva a voltar a eles vezes e vezes sem conta.
Fui falar com os bloggers por trás dos blogs. E não é que eles me responderam?
Começa amanhã. Um espetáculo a não perder neste blog, perto de si.
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OH MY BLOG!
11/18/2013
carpas.
Ontem fomos comer a um restaurante que tem um lago cheio de carpas, um peixe com bigodes mais carente que o raio.
Assim que a Bel se debruçava vinham às dezenas com o rabo a abanar em modo cão e aquela boca a aspirar sei lá que partículas. A Bel delirava, dava-lhes festinhas e falava com elas numa língua que deve ser comum às duas espécies (carpas e bebés). Desde então que não fala noutra coisa. 'O pêxe?', 'ah pêxe mãe?' ...
Há pouco estava super entretida a desenhar nos joelhos (a Bel, não eu) quando de repente deixa cair a caneta no chão e me olha com uns olhos horrorizados, como nunca os tinha visto.
Isabel que foi?
E ela nada. Os olhos cada vez mais abertos, as sobrancelhas mais franzidas, os cantos da boca a descair e o lábio inferior a tremelicar.
Comecei a ficar assustada.
Que foi filha? Fala com a mãe! (disse primeiro de mansinho, depois num tom meio histérico a pensar quem e o quê lhe terão feito para estar nestes preparos).
Ah pêxe mãe! Nã tem nariz!
.......
Volta Jacques Cousteau. A minha casa precisa de ti.
Chris Argyris
Chris Argyris faleceu ontem. Foi dos primeiros autores que conheci na faculdade, e dos que mais me aguçaram a curiosidade naquela fase inicial da minha vida académica.
Um dos seus papers que mais gostei chama-se "Teaching smart people how to learn", que podem ler aqui.
Conceitos como single e double loop learning, espoused theories e theories-in-use fizeram-me olhar de outra forma para o modo como obtenho, processo e aplico a informação, e ainda que existem diferenças entre o que eu penso que faço e o que faço na realidade.
Os seus papers sao fáceis e extremamente interessantes de ler e, embora se foquem no panorama organizacional, podem totalmente adaptar-se a um nível individual.
Há vários artigos que podem ser lidos gratuitamente na net.
Fica a ideia.
Um dos seus papers que mais gostei chama-se "Teaching smart people how to learn", que podem ler aqui.
Conceitos como single e double loop learning, espoused theories e theories-in-use fizeram-me olhar de outra forma para o modo como obtenho, processo e aplico a informação, e ainda que existem diferenças entre o que eu penso que faço e o que faço na realidade.
Os seus papers sao fáceis e extremamente interessantes de ler e, embora se foquem no panorama organizacional, podem totalmente adaptar-se a um nível individual.
Há vários artigos que podem ser lidos gratuitamente na net.
Fica a ideia.
11/17/2013
O inverno dos países quentes
Ontem começou o inverno em Barcelona. Chuva, vento, frio, ruas desertas. Hoje, pelo menos dois espectáculos cancelados. Adeus concurso de tortilhas. Até para o ano bailes de sardenha. Faz frio. E chove. E as pessoas dos países quentes não sabem conviver com o frio.
E eu pergunto a esta terra para que servem os chapéus de chuva e os casacos.
E esta terra responde-me que as tortilhas não se comem molhadas e que dançar à chuva só em musicais americanos.
E eu pergunto a esta terra para que servem os chapéus de chuva e os casacos.
E esta terra responde-me que as tortilhas não se comem molhadas e que dançar à chuva só em musicais americanos.
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cochichos
11/16/2013
Mescladís
É um café numa praça cheia de sol onde param músicos de cá e lá, há comida local e uma atmosfera muito positiva. Está decorado com objectos interessantes, brinquedos antigos e revistas de outros tempos. Mas é mais do que isto. O Mescladís também é um projecto muito digno, sem fins lucrativos, de inserção social e laboral de emigrantes e exilados que tiveram de sair dos seus países de origem. O Mescladís faz a ponte entre a vida velha e a vida nova de centenas de pessoas. É um símbolo de esperança e de vontade. E nós adoramos lá ir.
http://www.mescladis.org/es/
http://www.mescladis.org/es/
11/15/2013
uma miséria, é o que é.
que estava com tanto trabalho,
tanto trabalho,
tanto trabalho,
que acabou o dia assim.
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Eat
11/13/2013
da negatividade
Muitas vezes, e por vezes mais vezes que as vezes que gostava, tenho de lidar com pessoas negativas.
Andava eu a digerir alguma dessa negatividade quando apareceram no meu caminho, e quase de seguida, estas duas mensagens:
1 - Negativity is born in the gap where love has been excluded. Gaps occur in places where we are afraid to see ourselves
(e percebi como devo entender o outro)
2 - Compassion corrects the illusion of the separate self and is the doorway to healing (wholeness)
(e percebi como posso sentir o outro)
De repente, tudo ficou mais leve. O mundo anda cheio de todo o tipo de energias.
Segundo o Darwin, sobrevive sempre o mais forte.
E as mais fortes sao as boas.
So podem ser as boas.
Andava eu a digerir alguma dessa negatividade quando apareceram no meu caminho, e quase de seguida, estas duas mensagens:
1 - Negativity is born in the gap where love has been excluded. Gaps occur in places where we are afraid to see ourselves
(e percebi como devo entender o outro)
2 - Compassion corrects the illusion of the separate self and is the doorway to healing (wholeness)
(e percebi como posso sentir o outro)
De repente, tudo ficou mais leve. O mundo anda cheio de todo o tipo de energias.
Segundo o Darwin, sobrevive sempre o mais forte.
E as mais fortes sao as boas.
So podem ser as boas.
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cochichos
11/12/2013
fazer
Fazer o que se quer. Fazer o que se sente. Ir ao sabor do vento. Gostar de conforto e ainda mais do desafio. Ler sinais. Ouvir a voz interior. Seguir sonhos e intuições. Contradizer a racionalidade. Relativizar as expectativas alheias. Saber quem somos. Não saber para onde vamos. Amar muito. Amar descalço. Amar à chuva. Não ter medo do desapego nem de deixar ir quem tem de ir. Ter ambições. Ter humildade. E viver com a certeza de que um dia, quando formos velhos, é através das memórias que vamos gozar a vida.
Viver para que valha a pena recordar. Creio que deve ser mais ou menos isto.
Viver para que valha a pena recordar. Creio que deve ser mais ou menos isto.
11/11/2013
quando as paredes confessam, #4
El Aniquilador
É um ou uma fulana que podia passar os serões em família ou entre amigos, como tu e eu.
Podia escolher actividades normais e ter hobbies socialmente aceites, como tu e eu. Vá, até podia sair da rotina aqui e ali, fazer coisas impróprias para a sua idade ou que a mãe não aprovaria (como tu e eu).
Mas não. O aniquilador, como se auto-intitula, resolve sair pela calada da noite pelas ruas de Barcelona e tapar com uma folha branca todo o tipo de propaganda política e comercial que se faz pelas paredes e postes.
Deixa ficar à vista os graffitis, stencils, mensagens de amor.
É como um Robin dos Bosques versão urbana que não rouba nada a ninguém mas poupa-nos das tentativas de influência e persuasão a que estamos expostos diariamente, muitas vezes até de forma subliminar. Aniquila o que não interessa. El Aniquilador é inspirador.
É um ou uma fulana que podia passar os serões em família ou entre amigos, como tu e eu.
Podia escolher actividades normais e ter hobbies socialmente aceites, como tu e eu. Vá, até podia sair da rotina aqui e ali, fazer coisas impróprias para a sua idade ou que a mãe não aprovaria (como tu e eu).
Mas não. O aniquilador, como se auto-intitula, resolve sair pela calada da noite pelas ruas de Barcelona e tapar com uma folha branca todo o tipo de propaganda política e comercial que se faz pelas paredes e postes.
Deixa ficar à vista os graffitis, stencils, mensagens de amor.
É como um Robin dos Bosques versão urbana que não rouba nada a ninguém mas poupa-nos das tentativas de influência e persuasão a que estamos expostos diariamente, muitas vezes até de forma subliminar. Aniquila o que não interessa. El Aniquilador é inspirador.
11/06/2013
era uma vez uma diva, #8
Era uma vez uma diva, que era tão diva, tão diva, tão diva, que...
Dada a oportunidade de escolher a sua primeira mala de viagem, ao invés de optar por uma que fosse fácil de carregar, escolheu uma mala que a carregasse a ela.
Diva que é diva não carrega.
Dada a oportunidade de escolher a sua primeira mala de viagem, ao invés de optar por uma que fosse fácil de carregar, escolheu uma mala que a carregasse a ela.
Diva que é diva não carrega.
11/04/2013
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