Desde que fui mãe que vi a minha 'to do list' a aumentar de dia para dia e, sem saber como, as horas ficaram mais curtas e os dias mais pequenos. Aos poucos e poucos o ter de conjugar uma maternidade que tem na sua essência o estar 100% disponível (dias e noites) com todas as tarefas profissionais (remuneradas e não remuneradas) em que me envolvo, por vezes fez-me experimentar o tão famigerado stress.
E é mesmo disto que vos venho falar hoje: o stress e a abordagem ayurveda para lidar com ele. Primeiro, há que identificar a causa do stress e, posteriormente, alterar hábitos (sobretudo alimentares) de modo a reequilibrar corpo e mente. Ficam umas dicas básicas para driblar os sintomas do stress.
Se a causa for emocional, geralmente o stress manifesta-se em ansiedade, depressão, insónias e instabilidade emocional. Este tipo de stress perturba o dosha Pitta (falarei em breve dos doshas) e pode apaziguar-se com alguns dos seguintes truques:
Beber sumos de fruta doces
Preferir alimentos doces, amargos e adstringentes
Cozinhar com especiarias refrescantes tais como coentros, cardamomo e menta
Fazer uma auto-massagem diária com um óleo refrescante (tal como óleo de coco)
Ir dormir antes das 22h
Se a causa for física, geralmente deve-se a um uso insuficiente ou exagerado da actividade física. Os sintomas são cansaço físico, juntamente com confusão mental e dificuldade de concentração. Alguns truques para minimizar os sintomas são:
Repouso adequado e exercícios moderados
Seguir uma dieta pacificadora Vata-Kapha
Fazer auto-massagem com óleo quente no corpo inteiro todos os dias
O stress é mental se for causado por um mau uso ou uso excessivo da mente. Por exemplo, se trabalhar mentalmente muitas horas por dia ou passar longas horas no computador pode causar um desequilíbrio no Prana Vata, o operador do corpo-mente responsável pela atividade do cérebro, energia e mente. O primeiro sintoma do desequilíbrio Vata está em perder a capacidade de lidar com o stress do dia-a-dia, seguido por uma deficiência nas funções mentais como aquisição, retenção e recall. A mente fica hiperativa, mas a pessoa perde a capacidade de tomar decisões claras e pensar positivamente, de sentir entusiasmo, e até de adormecer à noite.
Alguns truques:
Preferir alimentos que equilibrem o Vata (alimentos de sabor doce, azedo e salgado)
Ingerir leite quente e outros produtos lácteos leves
Fazer uma auto-massagem diária de corpo inteiro com óleo quente
Descansar bastante, evitar estimulantes como cafeína e beber chá de ervas
Aromaterapia e meditação também podem ajudar a acalmar a mente.
4/29/2013
4/28/2013
Tintas de fruta
Fomos aprender a fazer e a usar tintas de fruta.
Uma manhã de farinha nos cabelos, morangos na camisa, manga entre as unhas. Uma maravilha!
Como fazer:
Tritura-se a fruta escolhida (manga ou pêssego para o amarelo; morango para o cor-de-rosa; kiwi para o verde) com um pouquinho de água e farinha num liquidificador até ganhar a consistência de uma papa bem grossinha. Depois é pintar, misturar, usar pincéis, mãos, dedos, narizes. A boa notícia é que mesmo que comam a tinta só ficam a ganhar. E descobrem cores, texturas, cheiros e gostos.
Nada se cria, nada se perde... :-)
Uma manhã de farinha nos cabelos, morangos na camisa, manga entre as unhas. Uma maravilha!
Como fazer:
Tritura-se a fruta escolhida (manga ou pêssego para o amarelo; morango para o cor-de-rosa; kiwi para o verde) com um pouquinho de água e farinha num liquidificador até ganhar a consistência de uma papa bem grossinha. Depois é pintar, misturar, usar pincéis, mãos, dedos, narizes. A boa notícia é que mesmo que comam a tinta só ficam a ganhar. E descobrem cores, texturas, cheiros e gostos.
Nada se cria, nada se perde... :-)
4/26/2013
thank you!
Faz bem à alma. Motiva. Dá energia.
Traz mais do que gostamos e afasta o que não queremos.
Ultimamente tenho acordado a transbordar gratidão.
Tenho motivos mais do que suficientes.
Hoje, por exemplo, é Sexta-feira :)
Traz mais do que gostamos e afasta o que não queremos.
Ultimamente tenho acordado a transbordar gratidão.
Tenho motivos mais do que suficientes.
Hoje, por exemplo, é Sexta-feira :)
4/24/2013
Sopa de tomate com ovo
Esta sopa é rápida de fazer, mesmo muito rápida, e tem tantas vitaminas, hidratos q.b. e proteínas que pode perfeitamente servir de refeição principal (acompanhada, por exemplo, de torradas barradas com azeite e manjericão... hmmm).
Fica a receita (para 4 pessoas):
6 tomates grandes, dos melhores que encontrarem
1 cebola
3 dentes de alho
coentros
chouriço, bacon ou chouriço vegetariano picado (opcional)
4 ovos
aletria (3 meadas)
Água
sal e pimenta q.b.
Faz-se um refogado com a cebola e os alhos. Junta-se o tomate aos cubos (quem quiser pode juntar nesta fase também chouriço, bacon ou chouriço vegetariano picado).
Deixa-se cozinhar com a panela tapada por cerca de 10 minutos. Junta-se água a ferver e a aletria. Quando a aletria cozer (+ ou - 5 minutos) juntam-se os ovos batidos, mexe-se para os ovos ficarem aos farrapos. Junta-se sal, pimenta q.b. e, quando servirem, juntem coentros frescos acabados de picar. Uma delícia.
Fica a receita (para 4 pessoas):
6 tomates grandes, dos melhores que encontrarem
1 cebola
3 dentes de alho
coentros
chouriço, bacon ou chouriço vegetariano picado (opcional)
4 ovos
aletria (3 meadas)
Água
sal e pimenta q.b.
Faz-se um refogado com a cebola e os alhos. Junta-se o tomate aos cubos (quem quiser pode juntar nesta fase também chouriço, bacon ou chouriço vegetariano picado).
Deixa-se cozinhar com a panela tapada por cerca de 10 minutos. Junta-se água a ferver e a aletria. Quando a aletria cozer (+ ou - 5 minutos) juntam-se os ovos batidos, mexe-se para os ovos ficarem aos farrapos. Junta-se sal, pimenta q.b. e, quando servirem, juntem coentros frescos acabados de picar. Uma delícia.
4/23/2013
Um desconforto feliz
Felicidade e estabilidade para mim são conceitos isolados que não se tocam em ponto algum.
Isto da estabilidade ser felicidade é tão verdade como felicidade ser rotina ou nascer da segurança do previsível.
O próprio conceito de felicidade é instável, e já teve em mim definições tão distintas.
Para mim estabilidade é conforto. Felicidade é realização.
E ainda que possa haver conforto sem total realização, a realização plena não vive só de conforto.
A estabilidade, muitas vezes, assusta-me. Estáveis só os postes.
'Sou feliz só por perguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença. Há que entrar e sair dela, afastar os que nos querem consolar, aceitar pêsames por uma porção da alma que nem chegou a falecer.'
Mia Couto, Mar me Quer.
Isto da estabilidade ser felicidade é tão verdade como felicidade ser rotina ou nascer da segurança do previsível.
O próprio conceito de felicidade é instável, e já teve em mim definições tão distintas.
Para mim estabilidade é conforto. Felicidade é realização.
E ainda que possa haver conforto sem total realização, a realização plena não vive só de conforto.
A estabilidade, muitas vezes, assusta-me. Estáveis só os postes.
Feliz é quem tem asas.
'Sou feliz só por perguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença. Há que entrar e sair dela, afastar os que nos querem consolar, aceitar pêsames por uma porção da alma que nem chegou a falecer.'
Mia Couto, Mar me Quer.
4/22/2013
Awsome shaped!
Golda Poretsky
![]() |
| Retirado de MotherWise |
4/21/2013
Esparguete à Bolonhesa
Esta receita dá para fazer do modo normal, com carne, ou então de soja.
Cá em casa é sempre sucesso garantido.
Para 4 pessoas:
500gr de carne de picada (ou soja granulada, já demolhada)
6 tomates
1 cebola
2 dentes de alho
2 cenouras
Azeite
Oregãos
Parmesão
Esparguete
Faz-se um refogado com o azeite, cebola, alho picado e os tomates aos cubos. Deixa-se apurar por cerca de 10 minutos (com a panela tapada) e junta-se a carne ou a soja, com as cenouras às rodelas. Eu gosto de juntar um chouriço (pode ser de carne ou de soja) picado, para dar mais sabor.
Fica a cozinhar em lume brando por cerca de meia hora a quarenta minutos, junta-se o sal e a pimenta (se juntarmos no fim é sempre preciso menos) e oregãos a gosto.
Deita-se este preparado por cima do esparguete, com queijo ralado e já está.
Easy made comfort food.
Cá em casa é sempre sucesso garantido.
Para 4 pessoas:
500gr de carne de picada (ou soja granulada, já demolhada)
6 tomates
1 cebola
2 dentes de alho
2 cenouras
Azeite
Oregãos
Parmesão
Esparguete
Faz-se um refogado com o azeite, cebola, alho picado e os tomates aos cubos. Deixa-se apurar por cerca de 10 minutos (com a panela tapada) e junta-se a carne ou a soja, com as cenouras às rodelas. Eu gosto de juntar um chouriço (pode ser de carne ou de soja) picado, para dar mais sabor.
Fica a cozinhar em lume brando por cerca de meia hora a quarenta minutos, junta-se o sal e a pimenta (se juntarmos no fim é sempre preciso menos) e oregãos a gosto.
Deita-se este preparado por cima do esparguete, com queijo ralado e já está.
Easy made comfort food.
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Vegetariano
4/19/2013
Das casas
Mania esta de passar pelas casas e comer-lhes as janelas e as portas com os olhos. Querer saber quem lá vive e como vive. O que faz, o que está a fazer, o que pensa, o que come, come à mesa ou no sofá? Mania esta de não passar só, passar antes comigo e com os meus mil e um pontos de interrogação que constroem as histórias de pessoas que nunca vi.
Nesta casa, por exemplo, imagino que deve morar uma mulher de 77 anos que criou a filha de uma vizinha que emigrou e nunca mais voltou. Passou a vida de tal modo dedicada aquela criança (qual missão) que nunca chegou a arranjar tempo para formar a sua própria família.
Hoje em dia a criança é uma mulher que casou e foi viver para longe (a ingrata).
Esta senhora passa os dias em trabalhos de costura para umas freguesas que lhe arranjam bainhas por fazer e sacos de pão duro para o jantar.
Tem gatos. Chama-se Dulce.
E sonha com o dia em que poderá conhecer os netos emprestados.
Nesta casa, por exemplo, imagino que deve morar uma mulher de 77 anos que criou a filha de uma vizinha que emigrou e nunca mais voltou. Passou a vida de tal modo dedicada aquela criança (qual missão) que nunca chegou a arranjar tempo para formar a sua própria família.
Hoje em dia a criança é uma mulher que casou e foi viver para longe (a ingrata).
Esta senhora passa os dias em trabalhos de costura para umas freguesas que lhe arranjam bainhas por fazer e sacos de pão duro para o jantar.
Tem gatos. Chama-se Dulce.
E sonha com o dia em que poderá conhecer os netos emprestados.
4/18/2013
4/17/2013
10 anos
Faz hoje dez anos que se foi embora a Mulher que inspira este blog.
Faz hoje dez anos que aprendi que se pode viver com o coração partido ao meio e que, com o tempo e as coisas que o tempo traz, se pode voltar a olhar para a vida com a mesma alegria de outros tempos.
De vez em quando visita-me em sonhos. E eu sei que não é a minha imaginação porque a vejo, cheiro e sinto. Não vem muitas vezes mas, quando vem, é como um refill de amor que me dura até à próxima visita.
Faz hoje dez anos que aprendi que se pode viver com o coração partido ao meio e que, com o tempo e as coisas que o tempo traz, se pode voltar a olhar para a vida com a mesma alegria de outros tempos.
De vez em quando visita-me em sonhos. E eu sei que não é a minha imaginação porque a vejo, cheiro e sinto. Não vem muitas vezes mas, quando vem, é como um refill de amor que me dura até à próxima visita.
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| (avó Bela num dos muitos concursos de dança em que participava - e ganhava!) |
Tofu com feijão preto e gengibre acompanhado de arroz de coco
Com vontade de experimentar um prato fresco e reconfortante? Esta receita é facílima e é diferente. Para quem acha que o tofu é uma chatice, tem aqui a prova que até é dos alimentos mais versáteis e que se adaptam a qualquer tipo de receita.
Do que precisam (para 4 pessoas):
1 cebola média, picada
2 dentes de alho
1 colher de sopa de gengibre picado
1 colher de sopa de sementes de mostarda
1 colher de sopa de pó de caril
1 colher de chá de curcuma
1 colher de chá de cominhos em pó
250gr de tofu
1 couve coração de boi pequena
1 lata das maiores (800gr) de feijão preto
Para o arroz:
2 chávenas de arroz
4 chávenas de água
4 colheres de sopa de coco ralado
1- Faz-se um refogado com azeite ou ghee, a cebola, o alho picado e as especiarias.
2- Quando as sementes de mostarda começarem a crepitar e tudo cheirar maravilhosamente bem, deita-se a couve, às tirinhas, e um pouco de água. Tapa-se a panela e fica a cozinhar por cerca de 15 minutos.
3- Quando a couve está macia deita-se o tofu, aos quadradinhos, e o feijão. Deixa-se cozinhar mais um pouco, para apurar, retificam-se os temperos (sal etc) e está pronto. É fácil ou não?
Arroz de coco:
Frita-se o arroz por um minuto em azeite, ou ghee, com uma pitada de sal. Quando estiver brilhante junta-se a água e deixa-se cozer.
Depois de pronto salteia-se num pouco de gordura (azeite ou ghee, para variar) com o coco ralado. Quem gostar pode juntar um pouco de coentros.
Bom apetite minha gente!
Do que precisam (para 4 pessoas):
1 cebola média, picada
2 dentes de alho
1 colher de sopa de gengibre picado
1 colher de sopa de sementes de mostarda
1 colher de sopa de pó de caril
1 colher de chá de curcuma
1 colher de chá de cominhos em pó
250gr de tofu
1 couve coração de boi pequena
1 lata das maiores (800gr) de feijão preto
Para o arroz:
2 chávenas de arroz
4 chávenas de água
4 colheres de sopa de coco ralado
1- Faz-se um refogado com azeite ou ghee, a cebola, o alho picado e as especiarias.
2- Quando as sementes de mostarda começarem a crepitar e tudo cheirar maravilhosamente bem, deita-se a couve, às tirinhas, e um pouco de água. Tapa-se a panela e fica a cozinhar por cerca de 15 minutos.
3- Quando a couve está macia deita-se o tofu, aos quadradinhos, e o feijão. Deixa-se cozinhar mais um pouco, para apurar, retificam-se os temperos (sal etc) e está pronto. É fácil ou não?
Arroz de coco:
Frita-se o arroz por um minuto em azeite, ou ghee, com uma pitada de sal. Quando estiver brilhante junta-se a água e deixa-se cozer.
Depois de pronto salteia-se num pouco de gordura (azeite ou ghee, para variar) com o coco ralado. Quem gostar pode juntar um pouco de coentros.
Bom apetite minha gente!
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Eat
4/14/2013
Carrossel
Fez-nos falta nestes meses de inverno em que desapareceu.
É um carrossel plantado num jardim que lembra Paris e o circo.
A música é tocada por acordeons e as crianças viajam em círculos, montadas em póneis majestosos, leões imponentes e macacos de colete.
Diz-me este meu companheiro de vida que gosto mais do carrossel do que gosta a nossa filha...
Eu gosto de andar nele, com ela.
No carrossel toda ela é imaginação, supresa, admiração, sobrancelhas arqueadas, boca aberta, palmas, saltos.
E eu... Eu já fico cheia de saudades deste nosso presente, o nosso agora tão especial e irrepetível.
Para além de tantas outras dádivas, a Bel também me trouxe uma nova noção do tempo.
Todos os segundos são preciosos desde que ela nasceu.
E o carrossel ajuda-me a registar as nossas memórias.
É um carrossel plantado num jardim que lembra Paris e o circo.
A música é tocada por acordeons e as crianças viajam em círculos, montadas em póneis majestosos, leões imponentes e macacos de colete.
Diz-me este meu companheiro de vida que gosto mais do carrossel do que gosta a nossa filha...
Eu gosto de andar nele, com ela.
No carrossel toda ela é imaginação, supresa, admiração, sobrancelhas arqueadas, boca aberta, palmas, saltos.
E eu... Eu já fico cheia de saudades deste nosso presente, o nosso agora tão especial e irrepetível.
Para além de tantas outras dádivas, a Bel também me trouxe uma nova noção do tempo.
Todos os segundos são preciosos desde que ela nasceu.
E o carrossel ajuda-me a registar as nossas memórias.
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cochichos
4/12/2013
Lúcia Lima
Foi na semana passada que encontrei folhas secas de chá Lúcia Lima à venda.
Há quem lhe chame Limonete ou, no Algarve, Bela Luísa.
Lúcia, Limonete ou Luísa, este chá está destinado aos 'Ls', L de lavagem, de luz, de limão.
Sabe tão bem e é tão fresco!
E é melhor ainda porque me transporta à infância, à casa da minha outra avó, em Cantanhede, onde nunca, mas nunca, faltava um frasco de vidro cheio destas folhas, apanhadas lá tão perto.
É o meu chá preferido.
Há quem lhe chame Limonete ou, no Algarve, Bela Luísa.
Lúcia, Limonete ou Luísa, este chá está destinado aos 'Ls', L de lavagem, de luz, de limão.
Sabe tão bem e é tão fresco!
E é melhor ainda porque me transporta à infância, à casa da minha outra avó, em Cantanhede, onde nunca, mas nunca, faltava um frasco de vidro cheio destas folhas, apanhadas lá tão perto.
É o meu chá preferido.
4/10/2013
BebeBel..
Já não cabe no ovo
Já não quer água no biberon
Já diz mais de seis palavras e imita até os peixes
Já quer saltar e continua a aprimorar os passos de dança
É ela quem decide o que come e como come
Não dá beijos quando não quer
Não gosta de bonecas
Adora música
A minha bebé está cada vez mais pessoa, mais menina, mais ela.
Cada dia precisa menos de mim.
Eu, cada dia sou mais dela.
Já não quer água no biberon
Já diz mais de seis palavras e imita até os peixes
Já quer saltar e continua a aprimorar os passos de dança
É ela quem decide o que come e como come
Não dá beijos quando não quer
Não gosta de bonecas
Adora música
A minha bebé está cada vez mais pessoa, mais menina, mais ela.
Cada dia precisa menos de mim.
Eu, cada dia sou mais dela.
4/08/2013
Tofu à italiana com quinoa
Esta receita é simples. Tão simples que vive dos ingredientes e da qualidade dos mesmos.
É um salteado que pede a frescura e o sabor natural dos vegetais, aliados a um bom azeite.
Acompanha com quinoa que é um grão oriundo do Peru, Chile e Colômbia e que, à semelhança do arroz ou da massa, se coze em água a ferver.
A quinoa era o alimento de eleição dos Incas e dos Aztecas e tem mais proteínas que qualquer outro cereal (contém todos os aminoácidos essenciais). Por isso mesmo é especialmente indicada para dietas vegetarianas e também para a alimentação de bebés e crianças. Nós não passamos sem ela, especialmente a Bel que a adora.
A receita (para 4 pessoas)
1 cebola
3 tomates (dos melhores que encontrarem)
Algumas folhas de manjericão
250gr de tofu
Azeite
Sal e pimenta q.b.
2 chávenas de quinoa
Para o tofu
Deita-se o azeite numa frigideira quente com a cebola cortada às tiras.
Quando a cebola estiver translúcida juntam-se os tomates, aos cubos, e o tofu.
Salteia-se durante o tempo suficiente para estar cozinhado, mas não demais. Não queremos perder as vitaminas.
No fim retificam-se os temperos, juntam-se as folhas de manjericão cortadas grosseiramente e pode deitar-se mais um fio de azeite em cru.
A quinoa:
A quinoa coze-se no dobro da sua quantidade em água. Para 2 chávenas se quinoa são 4 chávenas de água. Eu não lavo a quinoa antes de cozer porque li que a lavagem faz com que perca propriedades.
Há também quem a torre levemente antes de cozinhar, o gosto fica bom mas não sei até que ponto não faz também com que perca os nutrientes.
Demora entre 8 a 12 minutos a cozer.
Bom apetite!
É um salteado que pede a frescura e o sabor natural dos vegetais, aliados a um bom azeite.
Acompanha com quinoa que é um grão oriundo do Peru, Chile e Colômbia e que, à semelhança do arroz ou da massa, se coze em água a ferver.
A quinoa era o alimento de eleição dos Incas e dos Aztecas e tem mais proteínas que qualquer outro cereal (contém todos os aminoácidos essenciais). Por isso mesmo é especialmente indicada para dietas vegetarianas e também para a alimentação de bebés e crianças. Nós não passamos sem ela, especialmente a Bel que a adora.
A receita (para 4 pessoas)
1 cebola
3 tomates (dos melhores que encontrarem)
Algumas folhas de manjericão
250gr de tofu
Azeite
Sal e pimenta q.b.
2 chávenas de quinoa
Para o tofu
Deita-se o azeite numa frigideira quente com a cebola cortada às tiras.
Quando a cebola estiver translúcida juntam-se os tomates, aos cubos, e o tofu.
Salteia-se durante o tempo suficiente para estar cozinhado, mas não demais. Não queremos perder as vitaminas.
No fim retificam-se os temperos, juntam-se as folhas de manjericão cortadas grosseiramente e pode deitar-se mais um fio de azeite em cru.
A quinoa:
A quinoa coze-se no dobro da sua quantidade em água. Para 2 chávenas se quinoa são 4 chávenas de água. Eu não lavo a quinoa antes de cozer porque li que a lavagem faz com que perca propriedades.
Há também quem a torre levemente antes de cozinhar, o gosto fica bom mas não sei até que ponto não faz também com que perca os nutrientes.
Demora entre 8 a 12 minutos a cozer.
Bom apetite!
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4/05/2013
A hora da Estrela
A fundação Calouste Goulbenkian abriu as portas da exposição 'Clarice Lispector - A hora da Estrela', que poderão visitar de 5 de Abril até 23 de Junho na Galeria de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian.
Desta obra lembro-me da Macabéa, mulher magra e redimida que saiu do Sertão em busca de uma vida melhor no Rio de Janeiro.
A Macabéa vivia num quarto, gostava de cinema e tomava comprimidos sem água, que no Sertão a água era um bem escasso.
Viveu sem sonhos e aspirações e morreu como morreram grandes personalidades da história: atropelada.
No seu fim,
(como também acontece a todos os que são luz)
... E também me lembro de tardadas na praia a falar dela com a minha irmã, que foi a pessoa que me apresentou a obra da Clarisse Lispector.
Desta obra lembro-me da Macabéa, mulher magra e redimida que saiu do Sertão em busca de uma vida melhor no Rio de Janeiro.
A Macabéa vivia num quarto, gostava de cinema e tomava comprimidos sem água, que no Sertão a água era um bem escasso.
Viveu sem sonhos e aspirações e morreu como morreram grandes personalidades da história: atropelada.
No seu fim,
(como também acontece a todos os que são luz)
a Macabéa transforma-se em estrela.
... E também me lembro de tardadas na praia a falar dela com a minha irmã, que foi a pessoa que me apresentou a obra da Clarisse Lispector.
![]() |
| Foto de Márcia Lessa tirada daqui |
4/04/2013
A receita primeira
Leite materno
Se tivesse tempo criava uma liga de protesto contra a Nestlé.
Se eu pudesse dava workshops a todas as mães do mundo sobre amamentação.
Se houvesse quem me ouvisse diria às mães para amamentarem os seus filhos e não caírem nas tramas do leite artificial só porque sim.
E denunciava as acções dos fabricantes deste tipo de alimento em países subdesenvolvidos nos quais uma lata de leite em pó é quase mais cara que a renda de casa mas ainda assim convencem as mães de que o seu leite não é suficientemente bom.
Estas mães praticamente deixam de comer para comprar as malditas latas.
Acabam sem leite, sem dinheiro e subnutridas. E estes magnatas cada vez mais gordos e de bolsos mais cheios, enquanto toda uma sociedade é enganada.
Se eu soubesse disto quando a Bel nasceu diria à enfermeira que me encheu a mala com amostras de leite em pó que as desse ao gato, ao pardal ou que as bebesse ela.
Felizmente nunca as usei, mas isto de as deixar 'mesmo à mão, caso precise' é quase preverso e deveria ser denunciado.
Se acreditassem em mim eu dizia a toda a gente que, salvo raras excepções, as mães produzem o leite que os filhos precisam. Nem mais, nem menos.
Não existe leite fraco, leite aguado, leite insuficiente. Se os bebés choram muitas vezes, dê-se mama muitas vezes. Tudo menos desistir. Tudo menos quebrar o elo, o vínculo maravilhoso e mágico que é alimentar um filho.
Se eu pudesse... e já que posso.. amamento-te até ordens TUAS em contrário, Bel.
Se tivesse tempo criava uma liga de protesto contra a Nestlé.
Se eu pudesse dava workshops a todas as mães do mundo sobre amamentação.
Se houvesse quem me ouvisse diria às mães para amamentarem os seus filhos e não caírem nas tramas do leite artificial só porque sim.
E denunciava as acções dos fabricantes deste tipo de alimento em países subdesenvolvidos nos quais uma lata de leite em pó é quase mais cara que a renda de casa mas ainda assim convencem as mães de que o seu leite não é suficientemente bom.
Estas mães praticamente deixam de comer para comprar as malditas latas.
Acabam sem leite, sem dinheiro e subnutridas. E estes magnatas cada vez mais gordos e de bolsos mais cheios, enquanto toda uma sociedade é enganada.
Se eu soubesse disto quando a Bel nasceu diria à enfermeira que me encheu a mala com amostras de leite em pó que as desse ao gato, ao pardal ou que as bebesse ela.
Felizmente nunca as usei, mas isto de as deixar 'mesmo à mão, caso precise' é quase preverso e deveria ser denunciado.
Se acreditassem em mim eu dizia a toda a gente que, salvo raras excepções, as mães produzem o leite que os filhos precisam. Nem mais, nem menos.
Não existe leite fraco, leite aguado, leite insuficiente. Se os bebés choram muitas vezes, dê-se mama muitas vezes. Tudo menos desistir. Tudo menos quebrar o elo, o vínculo maravilhoso e mágico que é alimentar um filho.
Se eu pudesse... e já que posso.. amamento-te até ordens TUAS em contrário, Bel.
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