Quando estivemos na Alemanha era a época dos espargos. Estavam por toda a parte, nunca vi tantos espargos na minha vida. Senti-me como um rato a nadar num fondue de queijo ou como um gato num barco de pesca bem carregadinho.
Comemos espargos lá e trouxemos mais 1.5kg para fazer em casa. Aprendi que estes espargos brancos devem ser descascados para não ficarem fibrosos e que precisam pelo menos de 15min para ficarem bem tenrinhos. Também aprendi que se devem comer com molho holandês (mas mesmo sozinhos estes espargos são do melhor que há).
Então, a receita para os espargos já sabem: Tirar a pele grossa e cozer até ficarem meio translúcidos.
Para o molho holandês precisam de
2 gemas
2 colheres de sopa de água
um pouco de sumo e limão
150gr de manteiga
sal e pimenta q.b.
Como fazer:
Deita-se as gemas numa taça com a água fria e o sumo de limão e bate-se bem com uma vara de arames. Tempera-se com sal e pimenta e cozinha-se em banho maria, mexendo sempre. Quando ficar cremoso acrescentar mais um pouco de água fria e, sem parar de bater, acrescenta-se a manteiga aos poucos. A água do banho maria não deve ferver e sempre que parecer que o molho está a ficar muito quente acrescenta-se água fria para não talhar (senão fica-se com ovos mexidos em vez de molho).
Bom apetite!
5/30/2013
5/29/2013
5/28/2013
das casas, #4
Cheguei a casa tarde e tinha um embrulho na porta.
Muffins de canela acabadinhos de fazer num embrulho sem remetente.
Uma surpresa inesperada que me deixou a sorrir o resto do dia.
Pelo aroma que pairava no ar, cheira-me que têm a mão da minha vizinha.
A minha vizinha é muito especial. Artesã sem igual, mãe modelo, mãe amor, e é a melhor vizinha que eu poderia pedir. Gestos assim tão puros, tão bons, são um sinal de que afinal a humanidade não está tão mal como dizem. E eu.. eu sou mais feliz ainda por ser vizinha de um ser tão humano.
Afinal é disto que a vida é feita. A minha vizinha diz que há o amor, e que depois 'o resto é nada'. E eu concordo com ela. Obrigada Virgínia.
Muffins de canela acabadinhos de fazer num embrulho sem remetente.
Uma surpresa inesperada que me deixou a sorrir o resto do dia.
Pelo aroma que pairava no ar, cheira-me que têm a mão da minha vizinha.
A minha vizinha é muito especial. Artesã sem igual, mãe modelo, mãe amor, e é a melhor vizinha que eu poderia pedir. Gestos assim tão puros, tão bons, são um sinal de que afinal a humanidade não está tão mal como dizem. E eu.. eu sou mais feliz ainda por ser vizinha de um ser tão humano.
Afinal é disto que a vida é feita. A minha vizinha diz que há o amor, e que depois 'o resto é nada'. E eu concordo com ela. Obrigada Virgínia.
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O gato e o escuro (ou a antítese das estórias de (des)encantar)
As estórias da minha infância eram medonhas. ponto.
Lê-las à minha filha ou ler-lhe as gordas do correio da manhã ia dar exactamente ao mesmo.
O CM diz 'idosa atacada por pitbull', a estória diz 'avó comida por lobo'.
O CM conta 'mulher com depressão crónica mata a filha', a estória diz 'mulher com complexo narcísico envenena a enteada com maçã'.
o CM relata: estatísticas demonstram que em todo o mundo os homens continuam a ganhar mais / ter mais oportunidades que as mulheres; as estórias contam: a Bela Adormecida, a Branca de Neve, a Rapunzel e outras burguesas que tais foram salvas por homens astutos, fortes e corajosos... Cá em casa não. Nem entram correios da manhã nem estórias de desencantar.
Mas ainda há esperança para quem continua a gostar de estórias infantis das boas e compreende o papel que têm na formação dos indivíduos.
Ontem encontrámos este livro perto de casa, numa biblioteca infantil. O conto é maravilhoso (bastava ser do Mia Couto!) e as ilustrações também. Para além da estória fica a forma como é contada (e qualquer texto que contenha o verbo 'pirilampiscar' já ganhou o meu coração).
Lê-las à minha filha ou ler-lhe as gordas do correio da manhã ia dar exactamente ao mesmo.
O CM diz 'idosa atacada por pitbull', a estória diz 'avó comida por lobo'.
O CM conta 'mulher com depressão crónica mata a filha', a estória diz 'mulher com complexo narcísico envenena a enteada com maçã'.
o CM relata: estatísticas demonstram que em todo o mundo os homens continuam a ganhar mais / ter mais oportunidades que as mulheres; as estórias contam: a Bela Adormecida, a Branca de Neve, a Rapunzel e outras burguesas que tais foram salvas por homens astutos, fortes e corajosos... Cá em casa não. Nem entram correios da manhã nem estórias de desencantar.
Mas ainda há esperança para quem continua a gostar de estórias infantis das boas e compreende o papel que têm na formação dos indivíduos.
Ontem encontrámos este livro perto de casa, numa biblioteca infantil. O conto é maravilhoso (bastava ser do Mia Couto!) e as ilustrações também. Para além da estória fica a forma como é contada (e qualquer texto que contenha o verbo 'pirilampiscar' já ganhou o meu coração).
5/27/2013
Das casas, #3
Voltar a casa é bom. Reencontrar as rotinas, as pessoas, os cheiros.
Fazer-se o que se quer, ao nosso ritmo, ao nosso compasso.
Acordar e inundar a casa com cheiro a café e a roupa acabada de lavar.
As casas, para mim, são especialmente bonitas quando se regressa.
Fazer-se o que se quer, ao nosso ritmo, ao nosso compasso.
Acordar e inundar a casa com cheiro a café e a roupa acabada de lavar.
As casas, para mim, são especialmente bonitas quando se regressa.
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das casas
5/25/2013
5/24/2013
5/23/2013
Nós na Alemanha, #3
Dia D. A apresentaçaõ. Acordar às 5 da manhã, falar às 8 e picos. Encontrar uma sala cheia quando dentro de mim uma esperançazinha ainda achava que ia estar vazia. Alívio. Já está. Agora sim, cheguei à Alemanha.
Neste momento estou no quarto do hotel que é tão germânico que às 19h00 já n tem a cozinha aberta para aquecer a comida da Bel.
Encho o lavatório da casa de banho com água quente na esperança de fazer um banho Maria improvisado que resulte. Estou à espera para ver o que vai acontecer. A caixa da comida lá bóia, na água tépida... desde que a comida não se afunde, por mim está tudo bem.
O plano B é aquecer a caixa onde a comida vem com o secador de cabelo. Tudo pode acontecer nesta terra de refeições antecipadas. O importante é ser criativo. E já agora que a Bel coma.
Neste momento estou no quarto do hotel que é tão germânico que às 19h00 já n tem a cozinha aberta para aquecer a comida da Bel.
Encho o lavatório da casa de banho com água quente na esperança de fazer um banho Maria improvisado que resulte. Estou à espera para ver o que vai acontecer. A caixa da comida lá bóia, na água tépida... desde que a comida não se afunde, por mim está tudo bem.
O plano B é aquecer a caixa onde a comida vem com o secador de cabelo. Tudo pode acontecer nesta terra de refeições antecipadas. O importante é ser criativo. E já agora que a Bel coma.
5/22/2013
Nós na Alemanha, #2
Caras de traços marcados. Bicicletas por todo o lado. Ruas organizadas. Cidades planeadas. Árvores. Janelas enfeitadas com flores, com moinhos, com estatuas de animais. Idosos caminhantes de sandálias e saias compridas. Folhados de queijo. De tomate. De cebola. Pritzel. Quiosques que vendem espargos. Poucos cães. Muitas crianças. Mulheres de cabelo curto. Olhos azuis. Mãos compridas. Bratwurzt. Charcutaria que não acaba. Palavras que não acabam. Um céu que não acaba. Muito verde. Tudo a horas. Jantar às seis. Alemanha.
5/21/2013
Nós na Alemanha, #1
As 1as impressões desta terra que já
conhecia, mas de outras paragens, são as seguintes:
As pessoas têm mais qualidade de vida, e isto não é só por receberem mais ao fim do mês. Por volta das 17h já se via uma multidão nas ruas com os filhos numa mão, ou atrás na bicicleta, com sacos de pão fresco e legumes para o jantar. Às17h o dia de trabalho estava mais que terminado e era hora de gozar a família. Ter tempo para os nossos. Isto é qualidade de vida.
As crianças são tratadas com carinho. As pessoas sorriem-lhes, metem-se com elas, oferecem-lhes bolachinhas nos cafés. Eu gosto disso e a Bel... ainda mais.
Há faixas pintadas nos passeios para circularem as bicicletas. E depois há o espaço para os pedestres. Peões e ciclistas são duas espécies que não se cruzam. E se uma delas entra no território da outra está tramada.
O amor à pátria incute-se desde cedo. No supermercado ofereciam às crianças bandeiras alemãs e uma carteirinha com cromos das 'maravilhas' da nação (plantas, monumentos, etc...). Chamem-lhe nacionalismo, seja o que for. O que eles têm a mais, temos nós a menos.
A língua alemã há-de ser sempre uma espécie de dialecto dos deuses intelectualmente mais capazes. A sério... uma língua que detém um record do guiness para a palavra mais longa (
Donaudampfschifffahrtselektrizitätenhauptbetriebswerkbauunterbeamtengesellschaft,
79 letras) ou que chama de 'Sonnenuntergangsgemutlichkeit' à felicidade que é
ver o sol se pôr, ou é muito à frente ou é mesmo de outro mundo.
As coisas são muito mais baratas nos super mercados. Nem vale a pena falar muito mais sobre isso.
E agora vou dormir que estou acordada
desde as 3h30 da manhã :-)
Amanhã volto, para as nossas 4as feiras de outros tempos.
Schlafen Sie gut!
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cochichos
5/20/2013
Era uma vez...
Era uma vez uma diva, que era tão diva, tão diva, tão diva...
que ao mínimo sinal de cansaço se estendia, fosse em que chão fosse, a aguardar serenamente que o cansaço passasse.
que ao mínimo sinal de cansaço se estendia, fosse em que chão fosse, a aguardar serenamente que o cansaço passasse.
5/18/2013
Bolo mousse
É sábado. Está sol. Para trás ficou uma semana cheia, com direito a trabalho até mais não, febre da filha, e a antecipação de outra semana que não será mais calma. Mas... é sábado... está sol... e o momento é o agora.
E nós... Nós vamos disfrutar deste sábado de sol na companhia deste bolo.
Até já!
Bolo mousse riscado (receita da mãe Bi)
1 barra (200 gr) de chocolate p/ culinária;
100 gr de manteiga;
5 ovos;
4 colheres de sopa de farinha;
1 pitada de sal fino
1 colher de chá de fermento em pó
- Não leva açúcar! :-) :-) :-)
Acende-se o forno a 170º. Forra-se 1 forma (sem buraco, do tipo para tartes e quiches) com papel vegetal (a outra opção é untar com manteiga).
Derrete-se a manteiga e o chocolate, previamente partido aos quadradinhos, no micro-ondas (cerca de 2 min.) Ao retirar mexe-se bem e deixa-se arrefecer.
Entretanto, separam-se as gemas das claras.
Juntam-se as gemas ao chocolate (morno ou frio).
Batem-se as claras em castelo bem firme, às quais se adicionou (antes) o sal fino.
Continuar a bater (c/ a batedeira no mínimo) e colocar, aos poucos, a farinha e depois o fermento.
Deita-se a mistura do chocolate nas claras e vai-se envolvendo, c/ 1 colher de pau, sem misturar totalmente (procedimento que lhe confere as riscas brancas).
Vai a cozer durante 15 a 20 min (fica cru por dentro). Comer morno, de preferência.
E nós... Nós vamos disfrutar deste sábado de sol na companhia deste bolo.
Até já!
Bolo mousse riscado (receita da mãe Bi)
1 barra (200 gr) de chocolate p/ culinária;
100 gr de manteiga;
5 ovos;
4 colheres de sopa de farinha;
1 pitada de sal fino
1 colher de chá de fermento em pó
- Não leva açúcar! :-) :-) :-)
Acende-se o forno a 170º. Forra-se 1 forma (sem buraco, do tipo para tartes e quiches) com papel vegetal (a outra opção é untar com manteiga).
Derrete-se a manteiga e o chocolate, previamente partido aos quadradinhos, no micro-ondas (cerca de 2 min.) Ao retirar mexe-se bem e deixa-se arrefecer.
Entretanto, separam-se as gemas das claras.
Juntam-se as gemas ao chocolate (morno ou frio).
Batem-se as claras em castelo bem firme, às quais se adicionou (antes) o sal fino.
Continuar a bater (c/ a batedeira no mínimo) e colocar, aos poucos, a farinha e depois o fermento.
Deita-se a mistura do chocolate nas claras e vai-se envolvendo, c/ 1 colher de pau, sem misturar totalmente (procedimento que lhe confere as riscas brancas).
Vai a cozer durante 15 a 20 min (fica cru por dentro). Comer morno, de preferência.
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Bolos e Bolachas,
Eat
5/15/2013
#1

É hoje. Começa hoje. 'Quartas-feiras de outros tempos' é a nova rubrica deste blog e surge de um caixote com dezenas de revistinhas das selecções do Reader's Digest desde os anos 40, carregadinhas de publicidade retro e outros que tais.
Como alguns de vocês sabem andámos a recolher livros infanto-juvenis para enviar para a ilha do Ibo.
Uma pessoa doou estas revistas mas não enviámos por não serem propriamente para crianças. Quisemos devolver mas a pessoa não as quis. Para mim não podia haver melhor prenda :-) (tenho tanta sorte)!
Folheá-las é mais que viajar no tempo, é visitar outro mundo.
E como eu não gosto de viajar sozinha convido-vos a vir comigo. Todas as quartas. A outros tempos.
| Abril de 1966, 7$50 |
5/14/2013
Caldo rápido de tofu, lentilhas e vegetais
Demora 15 minutos a fazer mas é bom, nutritivo, e baixo em calorias.
Uma refeição para pais e crianças que têm pouco tempo a perder entre tachos e panelas mas não descuram de refeições cheias de coisas boas.
Basta fazer um refogado com cebola e bom azeite. Juntar os legumes que se quiser bem picadinhos (usei aipo (para aquele sabor inconfundível), feijão verde, nabo e cenoura), as lentilhas vermelhas, tofu aos quadradinhos e água a ferver. Deixa-se cozer por cerca de 15 minutos e está pronto!
Bon appetit.
Uma refeição para pais e crianças que têm pouco tempo a perder entre tachos e panelas mas não descuram de refeições cheias de coisas boas.
Basta fazer um refogado com cebola e bom azeite. Juntar os legumes que se quiser bem picadinhos (usei aipo (para aquele sabor inconfundível), feijão verde, nabo e cenoura), as lentilhas vermelhas, tofu aos quadradinhos e água a ferver. Deixa-se cozer por cerca de 15 minutos e está pronto!
Bon appetit.
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Eat,
Sopa,
Vegetariano
5/11/2013
das casas, #2
Aqui? Aqui imagino que morava um casal há mais de 60 anos, apaixonados desde a adolescência.
Quando ela morreu ele foi morar para o Norte com o filho e a casa ficou abandonada.
E foi então que no jardim começaram a nascer as mais belas flores, sem que ninguém saiba quem delas tão bem trata.
Quando ela morreu ele foi morar para o Norte com o filho e a casa ficou abandonada.
E foi então que no jardim começaram a nascer as mais belas flores, sem que ninguém saiba quem delas tão bem trata.
5/07/2013
Ceviche Peruano
O ceviche é uma salada marinada de peixe cru, deliciosa e nutritiva para os dias quentes que se avizinham.
É facil e rápida de fazer, ideal para surpreender amigos com uma receita inesperada. Para quem tem medo de usar peixe fresco, pode comprar o comgelado e seguir a receita normalmente (com o peixe descongelado, por supuesto!)
É facil e rápida de fazer, ideal para surpreender amigos com uma receita inesperada. Para quem tem medo de usar peixe fresco, pode comprar o comgelado e seguir a receita normalmente (com o peixe descongelado, por supuesto!)
Para 2 pessoas
200-300 gr. de qualquer peixe branco (pescada, dourada, linguado, etc...)
1 cebola roxa
1 tomate maduro grande
1 pimento verde grande
sumo de 3 limas
sumo de 1 limão
1 chili vermelho (ou piri-piri)
coentros q.b.
pimenta preta q.b.
Como fazer:
1. Picar em cubos a cebola roxa, tomate e pimento verde. Cortar e picar os coentros. Reservar.
2. Limpar bem o peixe, cortá-lo em cubos ou tiras pequenas e colocar num prato fundo ou saladeira.
3.
Juntar os restantes ingredientes ao peixe. Adicionar pimenta preta q.b. e o chili vermelho cortado em tiras
muito finas.
4. Adicionar o sumo das limas e limão ao preparado.
Deixar marinar cerca de 30 minutos (máx. 60) até o peixe ficar com
aspeto esbranquiçado.
Sugestão: se estiver muito
calor, deixar a marinar no frigorífico. Caso sigam esta opção,
retirar o ceviche do frigorífico cerca de 5 minutos antes de
servir.
![]() |
| Receita e foto cedidas por Inês Negrão |
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Eat,
Outras cozinhas
5/05/2013
a minha mãe.
A minha mãe é mãe de todos. Gosta de cuidar, e cuida como ninguém.
Eu soube o seu verdadeiro valor depois de também eu ter sido mãe.
Aí tudo fez sentido, ficou mais claro e mais intenso.
Não lhe digo muitas vezes mas a minha mãe é uma grande mulher.
Enfrentou guerras feitas pelos homens, batalhas contra doenças, viveu fases tão difíceis mas não perdeu o amor dentro de si. A minha mãe ama visceralmente.
E eu amo-a desde que nasci. Foi a primeira pessoa que amei.
Depois do cheiro da pele da minha filha, vem o cheiro da pele da minha mãe.
Eu soube o seu verdadeiro valor depois de também eu ter sido mãe.
Aí tudo fez sentido, ficou mais claro e mais intenso.
Não lhe digo muitas vezes mas a minha mãe é uma grande mulher.
Enfrentou guerras feitas pelos homens, batalhas contra doenças, viveu fases tão difíceis mas não perdeu o amor dentro de si. A minha mãe ama visceralmente.
E eu amo-a desde que nasci. Foi a primeira pessoa que amei.
Depois do cheiro da pele da minha filha, vem o cheiro da pele da minha mãe.
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cochichos,
Histórias,
Maternidade
5/04/2013
Hansel & Gretel versão Isabel
Conhecem a história da casinha de chocolate, em que os meninos, para não se perderem, vão deixando um rasto de migalhas pelo caminho?
Cá em casa é igual mas... Em vez da casinha de chocolate só temos chocolate em casa.
Em vez de migalhas temos roupa acabadinha de lavar.
Em vez do Hensel ou da Gretel temos Bel.
E a eterna questão que de novo de levanta.
A vida imita a arte ou a arte imita a vida? (eu cá voto na 2a)
Cá em casa é igual mas... Em vez da casinha de chocolate só temos chocolate em casa.
Em vez de migalhas temos roupa acabadinha de lavar.
Em vez do Hensel ou da Gretel temos Bel.
E a eterna questão que de novo de levanta.
A vida imita a arte ou a arte imita a vida? (eu cá voto na 2a)
5/03/2013
Os meninos não se tratam por tu.
Hoje foi a festa (antecipada) do dia da mãe na escola da minha filha.
Enquanto as crianças brincavam cá fora, uma mãe que falava com uma das educadoras emendou a sua filha, que lhe dizia 'oh mãe, olha aqui':
Não se trata os crescidos por tu, ouviu Maria? O que é que a mãe lhe ensinou, Maria?
A educadora desculpou-se: ah, sabe, é que há meninos lá na sala que se tratam por tu.
Alguns até aos próprios pais tratam por tu (c'órror tia!).
Nisto a tal Maria veio para junto da Bel brincar.
Estás boa Maria? (perguntei eu) Olha a Maria, Bel! Vai brincar com ela.
'Era a isto que me referia' disseram os olhos da educadora aos olhos pasmos da mãe.
E se a Bel falasse diria 'Anda também, mãe'.
Ainda hei-de morrer sem perceber o motivo de pais e filhos se tratarem por você.
Enquanto as crianças brincavam cá fora, uma mãe que falava com uma das educadoras emendou a sua filha, que lhe dizia 'oh mãe, olha aqui':
Não se trata os crescidos por tu, ouviu Maria? O que é que a mãe lhe ensinou, Maria?
A educadora desculpou-se: ah, sabe, é que há meninos lá na sala que se tratam por tu.
Alguns até aos próprios pais tratam por tu (c'órror tia!).
Nisto a tal Maria veio para junto da Bel brincar.
Estás boa Maria? (perguntei eu) Olha a Maria, Bel! Vai brincar com ela.
'Era a isto que me referia' disseram os olhos da educadora aos olhos pasmos da mãe.
E se a Bel falasse diria 'Anda também, mãe'.
Ainda hei-de morrer sem perceber o motivo de pais e filhos se tratarem por você.
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